“A decisão alemã de desligar o nuclear baseou-se em ligar o gás russo”

Foto: GettyImages

“A decisão alemã de desligar o nuclear baseou-se em ligar o gás russo”

Autor de vários livros sobre sustentabilidade e clima, Mark Lynas é um dos mais respeitados ambientalistas do Reino Unido. Mas é odiado na mesma proporção dentro do movimento ativista, desde que passou a defender os organismos geneticamente modificados (OGM) e a energia nuclear. Lynas não se arrepende do caminho que tomou, mesmo que isso lhe tenha custado amizades. E garante que há uma nova forma de ativismo a ganhar espaço, em que se alinha “o ambientalismo com a ciência”.

O Mark mudou a sua posição em certos assuntos. Isso não é comum no movimento ambientalista. Porquê?
Não é comum ninguém mudar significativamente a sua opinião sobre o que quer que seja, especialmente quando a posição é identificadora do grupo. Para se ser ambientalista, tem de se ser antinuclear ou anti-OGM. Se tiver uma perspetiva mais científica, já não pode fazer parte do grupo. As pessoas resistem muito a mudar de opinião, se isso levar à sua exclusão dos grupos com que se identificam.

CAPA DA EDIÇÃO

Mais na Visão