Como a guerra vai definir a transição energética e como o que parece bom para o Ambiente pode ter o efeito contrário

Como a guerra vai definir a transição energética e como o que parece bom para o Ambiente pode ter o efeito contrário

“Espanha devia construir um gigantesco parque solar. Podia dar energia para toda a Europa.” Foi com este tweet, a 4 de abril, que Elon Musk, o homem mais rico do mundo, entrou no debate sobre o nó górdio energético em que a Europa está enredada. Um debate que pode decidir o futuro da guerra e, por arrasto, do mundo que teremos nas próximas décadas.

A invasão da Ucrânia obrigou o Ocidente a lutar contra Vladimir Putin com as armas económicas à sua disposição, tentando isolar e asfixiar a economia russa. Mas as ondas sucessivas de sanções têm deixado de fora o setor energético. Grande parte da União Europeia está demasiado dependente do carvão, petróleo e gás russos para poder fazer o que se impunha neste momento: deixar de comprar combustíveis fósseis a Moscovo, para que o dinheiro não sirva para patrocinar o esforço militar da Rússia.

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