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"La Morte del Desiderio": Desejos humanos e histórias mitificadas na nova exposição de Vasco Araújo na Galeria Francisco Fino

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Vasco Araújo, subtil perscrutador da história, estética e contradições identitárias da cultura ocidental e do colonialismo, tem (mais uma) nova exposição. Para ver na Galeria Francosco Fino, em Lisboa, até 28 de abril

"La Morte del Desiderio revela" “um bloco de anotações sobre as personagens 'fictícias' da primeira instalação e cruza esculturas de figuras humanas da Antiguidade Clássica” com notas manuscritas “sobre os seus conflitos interiores”

"La Morte del Desiderio revela" “um bloco de anotações sobre as personagens 'fictícias' da primeira instalação e cruza esculturas de figuras humanas da Antiguidade Clássica” com notas manuscritas “sobre os seus conflitos interiores”

Há coincidências felizes - ou, digamos de outro modo: éticas de trabalho imbatíveis. Nos últimos tempos, a omnipresença de Vasco Araújo, quer em mostras a solo quer integrando coletivas, permitiu fazer um tour d'horizon da sua produção artística, assim confirmando a pertinência, coerência, relevância e singularidade deste artista plástico, nascido em 1975. Partir a Loiça (Galeria João Esteves de Oliveira) e Todas as Histórias (Fundação Carmona e Costa) permitiram-nos ver as suas explorações do desenho, permeado por memórias e leituras históricas; na coletiva Género na Arte. Corpo, Sexualidade, Identidade, Resistência (no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado) incidiu-se nas problemáticas de género; em A Preto & Branco, na Coleção da Fundação PLMJ (até 29 de março), e em Teoria das Exceções (Centro Internacional das Artes José de Guimarães, até 10 de junho) revisitam-se geografias identitárias e pós-coloniais; Em Germinal O Núcleo Cabrita Reis na Coleção de Arte Fundação EDP (que inaugurou na Galeria Municipal do Porto a 16 de março), debruça-se sobre os aspetos performativos. Juntam-se-lhe agora as quatro peças inéditas de La Morte del Desiderio: uma escultura sonora e três instalações de grande formato, anunciadas como a continuação da sua “investigação poética e visual sobre diferentes formas de dissidência”, uma exploração sobre o desejo humano e sobre uma “ideia de futuro que não está disponível para o imprevisto”. Capriccio – La Morte del Desiderio cruza as linguagens teatral e cinematográfica; Bloco de Notas – La Morte del Desiderio revela “um bloco de anotações sobre as personagens 'fictícias' da primeira instalação e cruza esculturas de figuras humanas da Antiguidade Clássica” com notas manuscritas “sobre os seus conflitos interiores”; O Inimigo, finalmente, opera uma reflexão sobre a construção desta figura como instrumento definidor, por oposição, da identidade.

Galeria Francisco Fino > R. Capitão Leitão, 76, Lisboa > T. 21 584 2211 > até 28 abr, ter-sex 12h-19h, sáb 15h-20h