Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Homens com níveis de estrogénio mais elevados têm mais enxaquecas

VISÃO Saúde

D.R.

As conclusões são de um novo estudo, que aponta também para outros problemas associados aos níveis desta hormona feminina nos homens

O estrogénio pode fazer com que a frequência das enxaquecas nas mulheres seja maior, já se sabe. Agora, um novo estudo, publicado na revista científica Neurology, descobriu que os homens que têm níveis mais elevados desta hormona sexual feminina também são mais propensos a sofrer deste problema do que aqueles com níveis mais baixos.

Além disso, há mais probabilidade de sentirem fadiga e de terem alguns distúrbios sexuais - semelhantes aos que se verificam em homens com níveis baixos de testosterona. Isto porque, segundo WP J. van Oosterhout, investigador e um dos autores do estudo, os homens analisados que tinham regularmente enxaquecas e níveis de estrogénio elevados, apresentavam, também, sintomas de níveis de testosterona mais reduzidos.

Na pesquisa participaram 39 homens com idades muito próximas, 17 dos quais diziam sofrer de enxaquecas regularmente. A equipa de investigadores recebeu amostras de sangue diárias de todos os homens e, através da sua análise, descobriu que os homens que soferam de enxaquecas tinham um nível de estrogénio 50% superior relativamente aos que não tinham tido dores de cabeça.

Apesar dessa diferença nos valores de estrogénio, os níveis de testosterona dos dois grupos era semelhante, o que prova que os homens com enxaquecas têm uma proporção menor de testosterona em relação ao estrogénio, comparado com os que não têm enxaquecas.

De forma a perceber esta relação, os dois grupos foram interrogados quanto ao seu desejo sexual, bem como às alterações de humor e à energia e os resultados foram claros: cerca de 61% dos homens com enxaquecas referiram sentir menos desejo sexual, mais alterações no humor e menos energia. Já em relação aos que não apresentavam dores de cabeça apenas 27% dos homens disse ter esses sintomas.

Na opinião do autor do estudo, esta investigação pode ajudar a perceber a importância das hormonas no desenvolvimento das enxaquecas e a encontrar novos tratamentos para este problema, uma vez que, sabe-se agora, não é uma questão simplesmente feminina.