Jornal de Letras

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  • As Sequências Rebeldes

    João Ramalho-Santos

    Há prazeres e admirações (secretos ou menos), que tendem a ser rotulados como "masculinos" (embora essa seja uma posição misógina), e que poderiam ser classificados como (mais) ofensivos, se não estivessem algo disfarçados. Como a violência extrema de alguns desportos organizados, ou em histórias "hardboiled" onde a amoralidade tem um toque de decência que evita o niilismo extremo. Frank Miller ou Martin Scorsese poderiam ser citados neste contexto.

  • As Sequências Rebeldes

    João Ramalho-Santos

    Este texto saiu no JL com o título de "Temas Científicos". Tudo muito certo, só que não foi esse o título que lhe dei. Na verdade os meus títulos só têm uma palavra, que neste caso até podia ter sido "Ciência" (ou "Experiências"). Mas não foi, e não foi por acaso que escolhi o título, como se depreende do próprio texto, se tiverem curiosidade em ler. 

  • As Sequências Rebeldes

    João Ramalho-Santos

    Neste momento existe em Portugal uma dinâmica editorial inusitada em banda desenhada, não só em quantidade e qualidade, mas em termos de veículos editoriais (de bancas a coleções com jornais) e tipos de livros produzidos. Desse ponto de vista é também importante manter esteios como a BD clássica de inspiração europeia, que a Arcádia tem vindo a trabalhar.

  • As Sequências Rebeldes

    João Ramalho-Santos

    Dois livro fundamentais em banda desenhada, com algumas semelhanças mas também diferenças cruciais em termos de representatividade e tom destacam-se de entre as boas edições recentes.

  • As Sequências Rebeldes

    João Ramalho-Santos

    Num período de tempo curto surgiram vários livros imprescindíveis, daqueles que se recomendam sem receio a quem orgulhosamente declare não gostar de banda desenhada. Se antes os lançamentos eram episódicos ("Maus", "Palestina", "Persépolis"), espera-se que a proximidade destas edições signifique uma aposta continuada. De todos o destaque maior é para "Pyongyang" (2003) do canadiano Guy Delisle (Devir) e "O árabe do futuro" (2014) do francês Riad Sattouf (Teorema).

  • As Sequências Rebeldes

    João Ramalho-Santos

    A BD autobiográfica tem revelado alguns dos melhores autores nacionais, com destaque para o excelente "Diário Rasgado" de Marco Mendes (2012). Na verdade o livro é quase um tratado das virtudes e problemas do género, no sentido em que a ocultação ou ficcionalização parciais são inevitáveis, nem que seja por as situações retratadas envolverem terceiros. Acabando por introduzir o leitor num jogo permanente de interpretação em torno do que "falta", potenciada pela extensão do olhar dada pelo formato oblongo.

  • As Sequências Rebeldes

    João Ramalho-Santos

    Continuando com apostas na BD brasileira, a Polvo tem editado vários livros cuja filiação se identifica facilmente pela temática e alcance; livros que, e isto não tem nada a ver com qualidade ou interesse, se tem a sensação de já se conhecer folheando, ainda antes de iniciar a leitura. Mas há surpresas. Como "Tungsténio", de Marcello Quintanilha. (No JL o texto saiu com um título diferente, ignoro porquê)

  • As Sequências Rebeldes

    João Ramalho-Santos

    No meio da banda desenhada portuguesa têm pontificado parcerias entre editoras e jornais, promovendo o lançamento de diferentes coleções periódicas bem produzidas e de preço acessível, focadas em obras de uma editora (Marvel) ou em diferentes séries/personagens ("Batman", "XIII", "Michel Vaillant"), apenas para citar exemplos recentes. Essa agitação é ótima, e pode ser dinamizadora para vários tipos de públicos.

  • As Sequências Rebeldes

    João Ramalho-Santos

    Um paradoxo interessante no século XXI é que a abundância de formatos de informação e difusão quase universais não resulta, necessariamente, numa divulgação efetiva, sobretudo no caso de obras, autores e linguagens menos conhecidos fora dos respetivos circuitos. Uma solução pode implicar esforços coletivos, nalguns casos com cobertura institucional (leia-se: financiamento) que se aplaude, mas cujos critérios nem sempre se percebem. E há três exemplos recentes, representando duas maneiras de olhar a banda desenhada.