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Economia cresce ao ritmo mais baixo em quase dois anos

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Lucilia Monteiro

A economia portuguesa continua a arrefecer e cresceu no primeiro trimestre deste ano ao ritmo mais baixo em quase dois anos, mostram os dados publicados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nuno Aguiar

Nuno Aguiar

Jornalista

O Produto Interno Bruto (PIB) português avançou 2,1% nos primeiros três meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2017. Abaixo do nível dos últimos trimestres e até das expectativas dos analistas. É preciso recuar até ao terceiro trimestre de 2016 para encontrar um nível tão baixo de crescimento.

A responsabilidade foi do abrandamento das exportações, que foi mais pronunciado do que nas importações. Do lado da procura interna, o consumo privado perdeu gás, enquanto o investimento ganhou ímpeto.

"A procura externa líquida registou um contributo mais negativo, em resultado da desaceleração mais acentuada das Exportações de Bens e Serviços que a registada nas Importações de Bens e Serviços. O contributo positivo da procura interna estabilizou no 1º trimestre, verificando-se uma ligeira desaceleração do consumo privado, enquanto o Investimento apresentou um crescimento ligeiramente mais acentuado", pode ler-se no destaque do INE, onde os técnicos do instituto explicam que essa evolução do investimento se deve essencialmente à variação dos stocks.

Numa análise em cadeia - isto é, na comparação com os três meses anteriores - o crescimento do PIB foi de 0,4%, também com um contributo negativo da procura externa líquida e um reforço da procura interna, tanto por via do consumo como do investimento.

Recorde-se que o Governo espera que a economia nacional termine o ano com um crescimento homólogo de 2,3%, a mesma estimativa do Banco de Portugal, o que significa que este resultado não compromete esse objectivo. Porém, serve como sinal de que Portugal dificilmente continuará a crescer perto de 3% ao ano.

Correção: Inicialmente, o texto referia que este era o valor mais baixo desde o segundo trimestre de 2016, quando deveria estar escrito terceiro trimestre de 2016.