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Lucros da Jerónimo Martins sobem para 85 milhões

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A retalhista apresentou as contas relativas ao primeiro trimestre do ano, no qual registou uma subida de mais de 9% dos resultados líquidos.

A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos revelou esta manhã que garantiu o aumento das vendas e dos resultados líquidos durante os três primeiros meses do ano. A Jerónimo Martins, dona dos supermercados Pingo Doce (Portugal), Ara (Colômbia) e Biedronka (Polónia) viu as suas vendas subirem para os 4,2 mil milhões de euros, um aumento de 14,2% face a igual período do ano anterior, enquanto o EBITDA se fixou nos 215 milhões. Os resultados líquidos chegaram aos 85 milhões de euros, acima dos 78 milhões garantidos em período homólogo.

A impulsionar estes resultados esteve sobretudo a atividade na Polónia, onde a Biedronka registou uma faturação de quase 3 mil milhões de euros, representando 69,6% das vendas totais do grupo. Em segundo lugar, a cadeia Pingo Doce garantiu vendas de 882 milhões de euros. O Recheio, a Ara e a Hebe (cadeia de lojas de saúde e bem-estar na Polónia) tiveram também resultados positivos. Em comunicado, a Jerónimo Martins salienta que “a Biedronka e o Pingo Doce conseguiram uma época particularmente bem sucedida, impulsionada por estratégias comerciais adequadas e executadas com sucesso”, e que as perspetivas de crescimento para a Polónia são positivas para os próximos meses. Apesar de uma nova regulamentação naquele país ter obrigado ao encerramento das lojas ao domingo, a retalhista garante estar confiante de que os “planos de ajustamento às novas regras se mostrarão eficazes”.

Para Portugal, a empresa afirma que tanto o Pingo Doce quanto a cadeia de cash&carry Recheio estão “reparados para beneficiar de um contexto económico positivo e para continuar a reforçar as suas posições no mercado”. Na Colômbia, onde a Jerónimo Martins abriu 25 novas lojas durante os primeiros três meses do ano, a empresa prevê abrir até ao final do ano 150 unidades.

No mesmo documento enviado aos jornalistas, a companhia garante ainda que o plano de investimento previsto de entre 700 a 750 milhões de euros deverá ser totalmente executado durante este ano, e prevê também a expansão da atividade na Polónia, para além da renovação de lojas do Pingo Doce e da Biedronka.