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Já arrancaram as Melhores Empresas para Trabalhar 2018

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Iniciativa da EXAME, em parceria com a Everis e a AESE, arrancou esta quarta-feira. A partir de agora, as empresas já podem concorrer ao prémio que tem lugar anualmente desde 2001. Conheça todas as condições.

Tiago Freire

Tiago Freire

DIRETOR DA EXAME

A revista EXAME arranca esta quarta-feira, mais uma vez, com a elaboração do estudo Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal, importante análise destinada a aferir o índice global de satisfação dos colaboradores no seu local de trabalho e o seu grau de compromisso com a empresa para a qual trabalham. A revista de negócios foi o primeiro órgão de comunicação social a publicar esta lista no mercado nacional, em 2001, galardão que se mantém até hoje.

Tal como nas últimas edições serão 100 as empresas distinguidas neste prémio e que usufruirão - tal como todas as outras participantes que não cheguem a entrar na lista - de um relatório pormenorizado da sua participação e de uma análise comparativa com empresas similares do mesmo setor de atividade. Trata-se da maior análise alguma vez realizada no território nacional sobre a satisfação dos colaboradores nos seus locais de trabalho e, na edição de 2017 envolveu a participação total de mais de 42 mil trabalhadores.

As inscrições para a iniciativa Melhores Empresas para Trabalhar de 2018, que resulta de uma parceria entre a revista Exame, a consultora Everis e a escola de Negócios AESE, abrem hoje e prolongam-se até 8 de Junho. A sua empresa poderá candidatar-se através do site www.mept.pt desde que preencha os requisitos necessários: que possua 10 ou mais colaboradores efetivos, ou seja, que pertençam aos quadros da empresa, ou que tenham gerado um volume de negócios superior a dois milhões de euros em 2017 (ver caixa em baixo).

O total de participantes no estudo do ano passado acumulava um volume de negócios de cerca de dois mil milhões de euros, distribuindo-se de forma mais ou menos equitativa entre pequenas, médias e grandes empresas, o que é bastante representativo do tecido empresarial nacional. Também na edição do ano passado se registou um crescimento de 20% do número de empresas participantes, sendo que do total, cerca de 75% eram empresas repetentes no estudo face ao ano anterior, o que atesta não só a estabilidade das suas boas práticas de gestão de pessoas, como a sua preocupação em por à prova, com regularidade, o resultado destas práticas de Recursos Humanos.

Blip, KW Business e Hilti no top 3 de 2017

A grande vencedora do ano foi a Blip (na foto), tecnológica do Porto, empresa que tem participado ano após ano na lista, até atingir o lugar cimeiro do pódio. Foi fundada em 2009, na UPTEC (Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto) por três amigos com o objetivo de desenvolver software e aplicações para plataformas digitais de apostas. A aventura começou com pouco mais de 10 pessoas, e hoje já ultrapassa as 300. Porém, apesar do crescimento, uma das suas premissas tem sido preservar a informalidade inicial, a irreverência e a proximidade de quando era apenas uma pequena empresa. E este parece ser o grande segredo da vencedora. Ali, são todos amigos e os momentos de diversão nunca escasseiam no ambiente de trabalho.

Na segunda e terceira posição ficaram a KW Business, uma empresa ligada à multinacional de consultoria imobiliária com origem nos Estados Unidos e a Hilti, empresa de Leça do Balio, Matosinhos, e que fornece software, tecnologias, serviços e ferramentas para a construção civil. Esta última foi a grande vencedora da edição e 2016.

Esta iniciativa não seria possível sem a colaboração dos dois parceiros da Exame: a Everis e a AESE. António Brandão, chairman da consultora Everis, entende que o prémio Melhores Empresas para Trabalhar é importante no mercado nacional pois ajuda a colocar este tema em debate. “Mesmo pessoas que não são responsáveis por empresas ou trabalham nas área de RH, lêem sobre estes prémios e os seus resultados e conversam entre si, passando a ter em atenção o fator “Melhor Empresa para Trabalhar” como ponto de satisfação, comparação entre profissionais ou de seleção de futuras oportunidades de carreira”, afirma.

Já Fátima Carioca, directora da escola de negócios AESE, adianta a propósito que a iniciativa “Melhores Empresas para Trabalhar” é especialmente relevante na promoção de boas práticas de gestão das pessoas, num momento em que se requer elevado desempenho e eficiência, mas em que é igualmente importante ser sensível às necessidades sociais dos colaboradores, das suas famílias e, de outros grupos sociais e instituições com os quais a empresa interage. “Esta é, aliás, a razão fundamental de sermos parceiros nesta iniciativa”, remata.

Quem pode participar

Poderão inscrever-se no Prémio Melhores Empresas para Trabalhar 2018 todas as organizações que cumpram cumulativamente os seguintes critérios:

  • Qualquer empresa ou organização do setor privado, independentemente da sua natureza jurídica, ou qualquer entidade do setor empresarial do estado
  • Terão de cumprir os seguintes critérios de dimensão, considerando o final do 2017:

- Possuam 10 ou mais colaboradores (com contrato individual de trabalho, com ou sem termo, ou contrato de trabalho em funções públicas) ou que

- Tenham gerado um volume de negócios superior a 2 milhões de euros

A participação na iniciativa “Melhores Empresas para Trabalhar de 2018 é totalmente gratuita para as empresas candidatas.

A iniciativa está dividida em várias fases:

  1. Abertura do período de inscrição das empresas
  2. Início do processo de seleção das Melhores Empresas para Trabalhar com o registo dos colaboradores e disponibilização aos colaboradores dos acessos aos questionários e às práticas das empresas
  3. Análise e consolidação dos resultados
  4. Visita dos jornalistas às organizações finalistas
  5. Divulgação de resultados