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Mão Morta, em Braga: A jogar em casa

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O grupo português Mão Morta apresenta em Braga, a sua cidade natal, o espetáculo de comemoração dos 25 anos do disco Mutantes S.21. O concerto está marcado para este sábado, 6, no Theatro Circo

Os nove temas de 'Mutantes S.21' têm nomes de cidades e serão interpretados neste concerto

Os nove temas de 'Mutantes S.21' têm nomes de cidades e serão interpretados neste concerto

D.R.

Quando, em dezembro de 1992, lançaram Mutantes S.21, os Mão Morta eram há muito uma referência para os fãs do rock mais underground. Mas poucos esperariam, possivelmente nem os próprios, o que aconteceria a seguir. O disco, em tudo fiel ao imaginário negro e sujo da banda fundada em 1984 por Adolfo Luxúria Canibal, Joaquim Pinto e Miguel Pedro, que à data já contava com quatro álbuns editados, acabaria por representar um momento de viragem na carreira dos Mão Morta, tornando-os, a partir de então, numa das maiores referências do rock nacional.

Um feito conseguido também devido ao Pop-Off, um programa da RTP 2, dedicado às franjas mais alternativas do pop-rock português, que fez um vídeo do tema Budapeste, da autoria de Nuno Tudela, desde então tornado numa espécie de realizador oficial do grupo. A visibilidade conseguida na televisão tornou o tema também num êxito radiofónico, fazendo com que frases como “Sempre a abrir a noite toda, sempre a rock & rolar” ou “charro aqui charro ali, mais um vodka para atestar” entrassem em definitivo para a memória coletiva de toda uma geração.

Com uma temática que relata histórias em ambientes urbanos, passadas num futuro então ainda distante, agora tão próximo e presente, todos os nove temas de Mutantes S.21 têm nomes de cidades e serão interpretados neste concerto, que marca o regresso dos Mão Morta à sua cidade natal, Braga.

Mão Morta > Theatro Circo > Av. da Liberdade, 697, Braga > T. 253 203 800 > 6 jan, sáb 21h > €15