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Alcobaça: À descoberta da cidade da ginja, dos doces conventuais, dos chalés transformados em hotéis de charme

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Quem passa por Alcobaça, prova doces conventuais e frango na púcara, visita o mosteiro, compra chitas e cerâmica. Mas há mais para descobrir na cidade que deve o nome aos rios Alcoa e Baça, como aqui se comprova

O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça é Património da Humanidade
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O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça é Património da Humanidade

É na igreja do Mosteiro de Alcobaça que estão os túmulos de D. Pedro I e D. Inês de Castro
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É na igreja do Mosteiro de Alcobaça que estão os túmulos de D. Pedro I e D. Inês de Castro

Marcos Borga

Nas vitrinas da pastelaria Alcôa, contam-se mais de 20 variedades de doces conventuais, feitos em tachos de cobre e seguindo as receitas de há cinco séculos
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Nas vitrinas da pastelaria Alcôa, contam-se mais de 20 variedades de doces conventuais, feitos em tachos de cobre e seguindo as receitas de há cinco séculos

Marcos Borga

A coroa de abadessa, confecionada com gila, amêndoa, avelã, gemas e açúcar
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A coroa de abadessa, confecionada com gila, amêndoa, avelã, gemas e açúcar

O Challet Fonte Nova, um turismo de habitação com nove quartos, fica a cerca de cinco minutos do Mosteiro
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O Challet Fonte Nova, um turismo de habitação com nove quartos, fica a cerca de cinco minutos do Mosteiro

Na Lollipop, há saias de godés, sweatshirts com aplicações e colares feitos a partir de lenços vintage. Peças únicas, desenhadas por Sílvia Duarte, a proprietária da loja
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Na Lollipop, há saias de godés, sweatshirts com aplicações e colares feitos a partir de lenços vintage. Peças únicas, desenhadas por Sílvia Duarte, a proprietária da loja

Bem perto da Alcôa, fica o restaurante António Padeiro, a funcionar há 81 anos
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Bem perto da Alcôa, fica o restaurante António Padeiro, a funcionar há 81 anos

O frango na púcara, prato típico de Alcobaça, está na carta do restaurante António Padeiro. “No tempo dos frades era feito com perdiz; também o servimos assim no restaurante”, diz dona Júlia, a proprietária
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O frango na púcara, prato típico de Alcobaça, está na carta do restaurante António Padeiro. “No tempo dos frades era feito com perdiz; também o servimos assim no restaurante”, diz dona Júlia, a proprietária

Peças de cerâmica do acervo do Museu da Faiança de Alcobaça - Galeria Monumental
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Peças de cerâmica do acervo do Museu da Faiança de Alcobaça - Galeria Monumental

A pintora Paula Teresa reproduz em azulejo os padrões da chita de Alcobaça
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A pintora Paula Teresa reproduz em azulejo os padrões da chita de Alcobaça

Na Made in Alcobaça a tradicional chita de algodão dá vida a várias peças de têxteis-lar, acessórios, cadernos e objetos decorativos
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Na Made in Alcobaça a tradicional chita de algodão dá vida a várias peças de têxteis-lar, acessórios, cadernos e objetos decorativos

Na Nazário e Santos vende-se chita de Alcobaça a metro
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Na Nazário e Santos vende-se chita de Alcobaça a metro

A Fiore di Zucca, aberta desde meados de fevereiro, serve pizzas feitas em forno a lenha de azinho
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A Fiore di Zucca, aberta desde meados de fevereiro, serve pizzas feitas em forno a lenha de azinho

A Ginja M.S.R., considerada a verdadeira ginja de Alcobaça, é produzida de forma artesanal com ginjas frescas da variedade Folha-no-Pé
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A Ginja M.S.R., considerada a verdadeira ginja de Alcobaça, é produzida de forma artesanal com ginjas frescas da variedade Folha-no-Pé

O Museu do Vinho de Alcobaça é o maior em dimensão, edifícios e coleção
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O Museu do Vinho de Alcobaça é o maior em dimensão, edifícios e coleção

A água é presença constante enquanto caminhamos pelo centro de Alcobaça e, sem nos darmos conta, lá está ela à espreita. Como quando atravessamos a ponte sobre o rio Alcoa, em direção ao Percurso Camoniano – Pedro & Inês. Neste passeio, ao longo da margem esquerda do rio, estão instaladas dez peças de cerâmica – todas diferentes, nas formas e nas cores, resultado da interpretação do episódio de Inês de Castro de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, por parte de vários designers de empresas de cerâmica da região. São para ver com atenção e perceber todos os pormenores, dos mais românticos aos mais dramáticos. Aliás, o coração da cidade deve ser percorrido atentamente, para não se perderem as muitas peças de cerâmica nos muros, nas paredes e nas varandas, os chalés de arquitetura romântica e o Armazém das Artes, um edifício singular da autoria do escultor José Aurélio.

No Jardim do Amor, ladeado por muros brancos e na confluência entre os rios Alcoa e Baça que deram origem ao nome da cidade de Alcobaça, também se ouve a água a correr. Ali, destaca-se a Biblioteca Municipal, instalada no Palacete Araújo Guimarães, a Central Hidroelétrica, o pombal e os bancos de madeira com desenhos em forma de coração. Inspirado no amor entre D. Pedro I e D. Inês de Castro, cujos túmulos se encontram no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça – já lá iremos, mais à frente –, o jardim é um dos recantos mais apetecíveis da cidade e guarda uma curiosidade. Embutidos num dos muros estão 700 cofres, onde é possível guardar juras de amor – o kit, composto por um pequeno papiro, duas chaves e um conjunto de amostras dos sabores do concelho, adquire-se no comércio local. As juras de amor são guardadas por três anos e, para renová-las, é preciso voltar a Alcobaça.

Com o mosteiro por perto
A cidade percorre-se a pé, e um par de dias não será demais. “Se desenharmos um raio de 50 quilómetros à volta da cidade, temos serra e mar. Estamos numa região de grande riqueza”, afirma Clara Libório, 42 anos, arquiteta e proprietária do Hostel Rossio Alcobaça. Com 13 quartos, o hostel tem um terraço onde apetece estar, com uma vista privilegiada para o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, logo ali, do outro lado da rua. “Temos capacidade para receber 30 pessoas. Há hóspedes que regressam por várias vezes, o que me dá uma grande satisfação”, sublinha.

A visita ao monumento nacional, Património da Humanidade, é obrigatória. Na fachada barroca do Mosteiro de Alcobaça, destacam-se as estátuas de São Bernardo e de São Bento, e no seu interior são visitáveis várias salas, a cozinha e o refeitório. É na igreja que se encontram os túmulos de D. Pedro I e D. Inês de Castro, posicionados frente a frente, em memória da sua trágica história de amor. Sem os ver, a visita a Alcobaça não fica completa.

A cerca de cinco minutos do mosteiro, está o turismo de habitação de Maria João Lameiras Oliveira. O Challet Fonte Nova fica próximo, e isso não é por acaso. O terreno que o seu avô comprou, na década de 60, foi, no século XVI, jardins e vinhas do mosteiro. “O meu pai era um visionário, foi ele que recuperou o edifício para fazer este turismo. Manteve a traça original, assim como muitos dos materiais”, conta Maria João. Quem optar por ficar no chalé, tem à disposição nove quartos, todos com decorações diferentes, um pequeno spa e um jardim, ideal para leituras e passeios.

Pássaros, fruta e flores
Para visitar o Museu da Faiança de Alcobaça – Galeria Conventual, na Rua Frei Fortunato, conhecida como “rua de baixo”, é preciso fazer marcação. Mas valerá a pena, dizemos nós, pois ficará a conhecer o acervo com milhares de peças de faiança. É um projeto privado, fruto da coleção iniciada em 1953 e reunida, ao longo de várias décadas, pelo casal Maria do Céu e Luís Pereira de Sampaio, natural de Alcobaça. “A abertura do museu ao público e à comunidade científica é uma homenagem aos meus pais. Reúne uma das melhores coleções privadas de cerâmica portuguesa, com destaque para a produzida na região de Alcobaça, desde 1875 (data da fundação da primeira fábrica) até à atualidade”, explica o filho do casal, Jorge Pereira de Sampaio. O historiador e ex-diretor do Mosteiro de Alcobaça gere ainda outros projetos de família, como a Galeria Conventual, ao lado do museu, dedicada às antiguidades, e o ateliê da pintora Paula Teresa que reproduz, em azulejo, os padrões da chita de Alcobaça.

O tecido de algodão, com riscas e desenhos de pássaros, fruta, flores ou animais, é um dos produtos tradicionais e matéria-prima das criações de Florbela Costa, proprietária da Made In Alcobaça. Abriu portas em 2007, depois da requalificação da Praça 25 de Abril, frontal ao mosteiro. Vende os mais diversos artigos, confecionados com dezenas de padrões deste tecido: sacos, tapetes, aventais, abajures, bolsas, com preços a partir dos 3,50 euros. Apaixonada pela área da decoração, Florbela quis que o negócio marcasse pela diferença: “Olhei para a chita de uma forma diferente. Tudo o que fazemos é produzido no ateliê, no andar de cima, e sai da minha cabeça diretamente para as mãos da costureira, sem desenhos.” O que não conseguem fazer ali, como a pintura dos candeeiros, é criado com a ajuda de artesãos alcobacenses.

Também das chitas vive o negócio de António Nazário e de José Santos, sócios e proprietários, desde 2008, da casa de comércio centenária Alberto Coradinho, agora Nazário e Santos. Fica na “rua das lojas”, nome pelo qual é conhecida a Rua Alexandre Herculano. Vende têxteis-lar, lãs, vestuário para “uma geração mais velha”, diz António, e também chita de Alcobaça a metro, “que não se encontra em muitos estabelecimentos”. A casa tem história: diz-se que o edifício era a antiga Igreja de Santo António do Espírito Santo. Lá dentro, destaca-se o piso superior com varandim e, ainda, as cortinas com borlas, à entrada dos provadores.

Mais à frente, na esquina da Rua Alexandre Herculano com a Praça Dom Afonso Henriques, as montras da Lollipop mostram outro lado, mais moderno, do comércio de Alcobaça. “Adoro vitrinismo e decorar a loja. No ano passado, fiz um jardim numa das montras”, conta Sílvia Duarte, 43 anos, apaixonada por moda, pelo vintage e adepta do slow fashion. “Para mim, faz todo o sentido dar outra vida aos tecidos, sempre que possível de origem portuguesa.” Na Lollipop, transformam-se materiais e personalizam-se peças de vestuário feminino. O destaque vai para as saias com volume (de godés), as sweatshirts com aplicações e para os acessórios, como os colares feitos a partir de lenços vintage. “São peças únicas, muito especiais e exclusivas”, diz Sílvia. Os modelos são costurados no ateliê da loja, num andar superior, pelas mãos da irmã, Marisa Duarte.

Coroas de abadessa e frango na púcara
Na longa vitrina da Alcôa, não há doce conventual que não dê água na boca. Entre castanhas de ovos, delícias de amêndoa, ovos do paraíso, cornucópias e coroas de abadessa, contam-se mais de 20 variedades e, todos os anos, há uma novidade. A pastelaria, fundada em 1957, propriedade de Paula Alves e do marido Isidro Alves, desde 1983, é uma “instituição” em Alcobaça. Paula diz que “o sucesso da casa se deve à qualidade e à tradição. Depois, é a paixão, amor e dedicação pelo que fazemos”. O fabrico é feito na cozinha da loja, frente ao mosteiro, seguindo as receitas tal e qual como há cinco séculos, em tachos de cobre e pelas mãos sábias de uma equipa que Paula faz questão de elogiar. O doce mais vendido é a cornucópia, feito com massa frita em azeite e recheada com doce de ovos, mas a coroa de abadessa, confecionada com gila, amêndoa, avelã, gemas e açúcar, é também uma referência. “Oferecemo-la ao Papa Francisco quando ele veio a Fátima, por altura do centenário das Aparições. Foi um momento especial para nós”, conta a proprietária da pastelaria, que jornais, como o norte--americano New York Times e o francês Le Figaro, ajudaram a divulgar pelo mundo.

Bem perto da Alcôa, o restaurante António Padeiro faz as delícias dos comensais, há 81 anos, os mesmos que tem dona Júlia, que encontramos na cozinha a preparar os pastéis de bacalhau. “A minha mãe é uma pessoa com um talento fascinante”, diz Ana Branco que, com o marido Francisco, gere há 12 anos o restaurante. A casa foi fundada pelo seu avô, António Lourenço Branco, que era jogador de futebol de dia e padeiro à noite. O forno, onde cozia o pão, está à vista de todos, desde junho do ano passado, quando uma terceira sala abriu. “As pessoas faziam fila à porta, à procura dos petiscos da casa. No início, comia-se só na sala em baixo, a principal. O meu avô tinha gaiolas penduradas por cima das mesas, por isso há duas mesas a que demos o nome de ‘gaiola da direita’ e de ‘gaiola da esquerda’”, conta Ana, de sorriso na cara. No cardápio, há especialidades como os rissóis de robalo e camarão, acompanhados com arroz de camarão (€12,50), polvo com batata-doce (€15) e também frango na púcara (€10), prato tradicional de Alcobaça. “No tempo dos frades era feito com perdiz; também o servimos assim no restaurante”, diz dona Júlia. No António Padeiro, a refeição começa sempre com uma recheada tábua de entradas, a que é difícil resistir, por isso aconselha-se moderação.
Quem queira uma alternativa à cozinha tradicional, também encontra. A novidade mais recente é a pizzaria Fiore di Zucca, outro projeto de Ana Branco e de Francisco, que há anos tinham a ideia de abrir um restaurante de comida italiana inspirado nas suas viagens. De portas abertas desde meados de fevereiro, serve pizzas feitas em forno a lenha de azinho, com massa preparada com farinha 00 e produtos DOP italianos.

Do roteiro faz também parte o Museu do Vinho, “o único com enfoque nacional e o maior em dimensão, edifícios e coleção, com mais de 10 mil peças ligadas à enologia, tecnologia ou artes gráficas”, explica o diretor António Guerreiro. A visita, feita com hora marcada, passa pela Adega dos Balseiros, Adega dos Depósitos, Adega dos Tonéis e termina numa taberna típica, com prova de vinhos. Uma boa forma de dizer adeus a Alcobaça.

Dormir

Challet Fonte Nova R. da Fonte Nova, 8, Alcobaça > T. 262 598 300 > a partir de €85

Hostel Rossio Alcobaça Pç. 25 de Abril, 15, Alcobaça > T. 262 598 237 > a partir de €14 (cama em dormitório)

Your Hotel & Spa Alcobaça
A poucos quilómetros do centro da cidade, este quatro estrelas é o refúgio ideal para repor energias. No Spa & Beyond, há tratamentos com maçã e caroços de cereja, e um circuito de hidroterapia que pode fazer-se à noite, disponíveis também a não hóspedes (90 min, €22,50 por pessoa). R. Manuel Rodrigues Serrazina, Fervença, Vestiaria, Alcobaça > T. 262 505 370 > a partir de €59,04

Comprar

Lollipop R. Alexandre Herculano, 2, Alcobaça > T. 91 508 3497 > ter-sáb 10h-19h

Made In Alcobaça Pç. 25 de Abril, 64, Alcobaça > T. 262 585 402 > seg-dom 9h30-19h30

Nazário e Santos R. Alexandre Herculano, 42-46, Alcobaça > T. 262 582 147 > seg-sex 9h30-13h, 14h30-19h, sáb 9h-13h, 15h-19h

Comer

António Padeiro
R. Dom Mauro Cocheril, 27, Alcobaça > T. 262 582 295 > seg-dom 12h-15h30, 19h-22h

Alcôa Pç. 25 de Abril, 44, Alcobaça > T. 262 597 474 > seg-sáb 8h-19h30, dom 8h30-19h30

Fiore Di Zucca Pç. 25 de Abril, 80, Alcobaça > T. 262 581 622 > seg-ter, qui-dom 12h-15h, 19h-22h

Ginja M.S.R.
Surgiu na década de 20 do século passado por iniciativa de Manuel de Sousa Ribeiro. Considerada a verdadeira ginja de Alcobaça, é produzida de forma artesanal com ginjas frescas da variedade Folha-no-Pé. David Pinto & Companhia, Lda > EN 8, km 118,4, Ponte do Jardim, Alcobaça > T. 262 598 268

Ver

Museu da Faiança de Alcobaça – Galeria Conventual R. Frei Fortunato, Alcobaça > T. 262 582 955 / 93 658 5478 > visitas sob marcação > grátis

Museu do Vinho de Alcobaça R. de Leiria, Olival Fechado, Alcobaça > T. 96 849 7832 > visitas guiadas: ter--dom 10h, 11h, 12h, 14h, 15h, 16h, 17h > €4, dom de manhã grátis

Mosteiro de Alcobaça Pç. 25 de Abril, Alcobaça > T. 262 505 120 > out-mar 9h-18h (última entrada 17h30), abr-set 9h-19h (última entrada 18h30) > €6, dom e fer até 14h grátis

Jardim do Amor R. Araújo Guimarães, Alcobaça > mar-out 7h-19h30, out-mar 10h-18h30

Parque dos Monges
Neste parque temático, onde se recria a forma de viver dos monges da Ordem de Cister, pernoita-se em cabanas à beira do lago, visita-se o lontrário, o terrário, o museu de doces conventuais e a aldeia medieval. Para os mais radicais, há atividades como escalada e canoagem. R. Quinta das Freiras, 10, Chiqueda, Alcobaça > T. 262 581 306 > ter-dom 10h-19h > €10, €8 (3-10 anos), grátis (menores de 3 anos)

Fábrica da Atlantis – Vista Alegre
O programa de visitas à fábrica e ao museu dá a conhecer a história da Atlantis e o processo de fabrico do cristal e do vidro. Zona Industrial do Casal da Areia, Cós, Alcobaça > T. 262 540 269 > €2,60 (visitas por marcação, com o mínimo de cinco pessoas)

  • Alcôa: O paraíso dos doces conventuais, em Alcobaça

    Comer e beber

    Cornucópias, coroas de abadessa e queijinhos do céu são alguns dos doces conventuais a que é impossível resistir quando se entra na Alcôa. A pastelaria, fundada em 1957, é um dos locais de visita obrigatória em Alcobaça, cidade que cresceu à volta do mosteiro mas que tem muito mais para descobrir. Para ler no capa da VISÃO Se7e, esta quinta-feira, 21, nas bancas