Visão Sete

Siga-nos nas redes

Perfil

Viagem pelas 12 aldeias históricas de Portugal, entre lendas e castelos

Sair

Pela Beira Interior, do Vale do Coa às portas do Tejo Internacional, percorremos a rede de aldeias históricas. Uma viagem – embalada 
pelas aves de rapina, campos de cerejas e de pêssegos, 
histórias de outrora, artes e ofícios de outras épocas – onde o tempo parece ter parado. E nós com ele

Em Monsanto, viaja-se do bilhete-postal da “aldeia mais portuguesa de Portugal” àquela que, todos os dias, recebe caravanas e excursões turísticas

Em Monsanto, viaja-se do bilhete-postal da “aldeia mais portuguesa de Portugal” àquela que, todos os dias, recebe caravanas e excursões turísticas

Rui Duarte Silva

A brasileira Sílvia Rivas entra no Museu dos Descobrimentos, em Belmonte, acompanhada pelo marido e três casais amigos. Vieram de Lisboa e de Tomar e, antes de seguirem para Santiago de Compostela, desviaram até à Cova da Beira, “para ver onde nasceu Pedro Álvares Cabral”. “Viemos ver a nossa história”, dizem, enquanto fotografam pormenores da epopeia “para mostrar aos netos”.
A curiosidade em visitar a terra do descobridor do Brasil é tal que os brasileiros são, depois dos portugueses, os que mais visitam Belmonte, uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal, associação de desenvolvimento turístico criada em 2007. “A cruz de pau, ali junto ao castelo, foi oferecida pelo governo do Brasil”, explica Manuel Franco, um dos guias que nos há de acompanhar nesta viagem por entre castelos, lendas e património, campos de pessegueiros e cerejeiras, pela Beira Interior. O castelo medieval onde nasceu e viveu Cabral é visita obrigatória. As ruas do centro histórico percorrem-se a pé, mirando a rota da judiaria (ainda cá vive perto de uma centena de judeus), ou de bicicleta, seguindo o traçado da Grande Rota das Aldeias Históricas (GR22), com 565 quilómetros. Manuel Franco conta que existem cada vez mais grupos de jovens de Portugal e de Espanha a fazer esta rota. Antes de deixarmos Belmonte, o miradouro pede uma paragem para contemplar a paisagem e ver o Zêzere a correr, manso, lá ao fundo.

Com a ajuda do marido, Arminda Esteves, 67 anos, passa os dias, em Sortelha, a fazer cestas e potes com fios de bracejo

Com a ajuda do marido, Arminda Esteves, 67 anos, passa os dias, em Sortelha, a fazer cestas e potes com fios de bracejo

Rui Duarte Silva

Seguimos viagem para Sortelha, a 19 quilómetros, no concelho do Sabugal. “Não tem a vida que devia ter. O pico da ocupação aconteceu no século XVI, com 78 famílias”, continua Manuel Franco. As casas requalificadas estão, porém, de portas e janelas fechadas. No cimo da rua, no Largo do Pelourinho, Arminda Esteves, 67 anos, uma das quatro moradoras, está sentada à porta da sua antiga escola primária – “tinha uma porta para raparigas, outra para rapazes” – a coser a tampa de um pote com bracejo, planta que nasce nos campos e que apanhara nessa manhã. “Quando estou stressada, descarrego nisto”, ri-se, sem tirar os olhos da agulha. “Antes havia muita gente a fazê-
-lo”, diz, enquanto o marido, Manuel, 68 anos, junta meia dúzia de fios de bracejo que Arminda enfia na agulha para fazer cestos, potes, travessas e candeeiros. “Antigamente isto era lindo. Andávamos descalças pela rua abaixo, a correr. Naquela casa, era o posto médico, o médico vinha a cavalo do Sabugal para dar consultas”, recorda. O castelo de Sortelha não é senhorial como o de Belmonte, avisa ainda o nosso guia, Manuel Franco, depois de matarmos a sede na fonte da aldeia, mas a muralha, conhecida como “anel de pedra”, permite andar nela à volta, avistando o casario e as duas “pedras do beijo” que imortalizaram o romance entre uma princesa moura e um cristão.

O jantar cisterciense em Almeida, a lembrar o século XVI, dá vida à fortaleza por uma noite

O jantar cisterciense em Almeida, a lembrar o século XVI, dá vida à fortaleza por uma noite

Rui Duarte Silva

A tarde vai alta e fazemo-nos à estrada rumo à fortaleza de Almeida, a pouco menos de uma hora, onde nos espera um jantar cisterciense em nome dos 400 anos da morte de Frei Bernardo de Brito, monge do século XVI, uma das festas 12 em Rede que, ao longo do ano, animarão as 12 aldeias, sobretudo para “atrair novos públicos”, salienta Dalila Dias, a coordenadora da rede das aldeias. “Almeida é uma muralha em formato de estrela, tal como a de Elvas, e uma das fortificações mais importantes nas guerras napoleónicas”, diz Manuel Franco. Antes do jantar, há tempo para percorrer as ruas, onde vivem menos de 
300 pessoas. Junto à Casa da Amelinha, uma das mais antigas (1883), serve-se um cálice de ginja caseira enquanto se escutam os lamentos pelo fecho da agência da Caixa Geral de Depósitos. Há de tudo dentro das muralhas desta vila do distrito da Guarda: igreja, lar de idosos, autarquia, finanças e o Picadeiro D’El Rey, que fez José Pereira, 
69 anos, trocar o Porto por Almeida pela “arquitetura militar e rudeza deste sítio”. “O terreno é difícil, é muito frio no inverno, quente no verão”, justifica. Mas nada que o impeça de andar no volteio com o Gaivota ou o Zambeze, dois dos oito cavalos lusitanos e frísios do picadeiro, ou de levar turistas a passear de charrete pela vila. A noite é de festa. Já há fila para a mesa do jantar, a lembrar velhos tempos em que se comia caldo crespo e quartos traseiros de porco, com vinho tinto bebido em canecas de barro. Depois do repasto, o corpo pede descanso e rumamos a Marialva, onde haveremos de acordar no dia seguinte.

As ruínas do castelo de Marialva fizeram parte da coleção de crónicas Viagem a Portugal de José Saramago

As ruínas do castelo de Marialva fizeram parte da coleção de crónicas Viagem a Portugal de José Saramago

Rui Duarte Silva

Viagens de regresso ao passado
É um sábado de temperaturas amenas e, em Marialva, pela manhã, não se vê vivalma. Só os hóspedes das Casas do Côro – o projeto de enoturismo que Paulo Romão começou há 17 anos e que já tem 12 casas, restaurante e spa. Do percurso pedestre pelo caminho histórico de Marialva (3,8 km), de origem medieval, avista-se a serra da Marofa, “a mais alta do planalto da meseta ibérica”, diz Manuel Franco, enquanto conta a lenda (mais uma!) de Maria Alva Pé de Cabra: a princesa que usava vestidos até aos pés, que prometeu casar com quem lhe fizesse uns sapatos e que acabou a atirar-se do castelo. Escutam-se pássaros. 
“É um grifo”, grita Manuel. A biodiversidade está bem viva (e ainda bem). O passeio leva-nos às poucas casas que restam na devesa, no sopé do castelo, onde os moradores devem ter aproveitado a manhã para trabalhar nos campos. No Largo do Côro, as ruínas do castelo medieval, rodeado por oliveiras, pedem que entremos. Neste, o passado está bem presente, como o descreveu José Saramago em Viagem a Portugal: “É este conjunto de edificações em ruínas, o elo misterioso que as liga, a memória presente dos que viveram aqui, que subitamente comove o viajante, lhe aperta a garganta e faz subir as lágrimas aos olhos.”
Outra aldeia, nova viagem até Castelo Mendo. Às portas da vila, junto aos dois torreões onde três cabrinhas passeiam, recebe-nos Rosa Ramos, 40 anos. Ali nascida e criada, diz ser “a princesa do castelo”, e talvez não seja exagero. Está entre a meia centena de habitantes dentro das muralhas. Apesar da proximidade da autoestrada A25, a freguesia pede requalificação e dinâmica económica. Não tem posto de turismo, o Museu do Tempo e dos Sentidos só abre a pedido, a igreja do século XVII está fechada, à espera de obras urgentes… “É uma viagem de regresso ao passado”, já nos tinha alertado Rosa. A terra que recebeu a primeira feira franca no tempo de D. Sancho II, já viveu melhores dias. “O guardião do Coa”, como lhe chamam, espera que se entenda a urgência em olhar para dentro das muralhas e em dar nova vida à terra de casas filipinas e manuelinas.

A bióloga Ana Berliner abriu, em Castelo Rodrigo, há mais de uma década, a Casa da Cisterna, um turismo rural com vista para a aldeia

A bióloga Ana Berliner abriu, em Castelo Rodrigo, há mais de uma década, a Casa da Cisterna, um turismo rural com vista para a aldeia

Rui Duarte Silva

Daqui a Castelo Rodrigo são 56 quilómetros, de novo, na estrada. Haveremos de pernoitar na Casa da Cisterna, o turismo rural de dois biólogos que trocaram Lisboa pela região do Coa. É prazenteira, a aldeia medieval, quase encostada a Espanha, com casas de pedra em tons acastanhados, dourados e vermelhos, dependendo da intensidade da luz do Sol, a convidar passeios pelo empedrado das ruas. Às oito e meia da manhã de domingo, o sino da Igreja de Rocamador (século XIII) chama para a missa das nove. A chuva cai miudinha, as ruas estão vazias e só se veem as duas dezenas de cristãos que entram na homilia. “Apesar de estar em ruína, percebe-se como seria a praça central, o Palácio de Cristóvão Moura daquele lado, as casas serviçais por ali”, descreve Manuel Franco, já dentro do castelo. “Ao longe, o Parque do Douro Internacional e, lá atrás, o Planalto Mirandês.”

Há mais de uma década que a Sabores do Castelo "dá vida à aldeia", como diz o dono, o ex-engenheiro agrónomo francês André Carnet

Há mais de uma década que a Sabores do Castelo "dá vida à aldeia", como diz o dono, o ex-engenheiro agrónomo francês André Carnet

Rui Duarte Silva

Escuta-se gente. Vieram num dos muitos autocarros que chegam diariamente de Barca D’Alva. São sobretudo estrangeiros – franceses, alemães, espanhóis, americanos – que, depois de visitarem a aldeia, se servem do cocktail com licor de amêndoa amarga e vinho frisante inventado por André Carnet. O engenheiro agrónomo, de 78 anos, abriu a loja Sabores do Castelo há mais de uma década, “para dar vida à aldeia”. “O progresso destes últimos anos tem sido maravilhoso. Antes havia azeite rançoso, agora não”, congratula-se o francês, que conheceu Castelo Rodrigo após ter casado com uma portuguesa e que ocupa os dias a torrar 150 quilos de amêndoas. “Do Douro, porque é mais longa, fina e com mais sabor.” E já tem 11 variedades de amêndoa: canela, sésamo, flor de sal de Castro Marim, chocolate, cinco especiarias, picante, fumada e gengibre...
Rumamos a Trancoso. É dia de festa, há circo na cidade a anteceder o feriado municipal e, dentro das muralhas do castelo, recria-se uma batalha entre portugueses e castelhanos. Da janela de uma das casas do centro histórico, Maria Celeste, 75 anos, espreita quem passa para cima e para baixo: “Antes, garotos, era uma coisa doida.”

"Onde é que é possível ouvir o silêncio, senão aqui?", dizem-nos em Linhares da Beira, a aldeia conhecida pelo parapente

"Onde é que é possível ouvir o silêncio, senão aqui?", dizem-nos em Linhares da Beira, a aldeia conhecida pelo parapente

Rui Duarte Silva

Terras de silêncio
Do distrito da Guarda, seguimos para o concelho de Celorico da Beira, ao encontro de Linhares da Beira, a aldeia histórica no sopé da serra da Estrela, conhecida por causa do desporto de parapente. Não aterrámos de paraquedas, mas aqui apetece largar asas e voar. A aldeia que viveu da produção e transformação do linho, é agora sustentada pela agricultura. É fim de tarde de domingo e, no Clube Linharense, em frente ao castelo, festeja-se a vitória do Benfica na Taça de Portugal. Às nove da noite, os mais velhos hão de rumar à igreja para rezar o último terço do mês de Maria. O dia seguinte amanhece com o nevoeiro típico da serra. Batem as nove e meia da manhã na Torre do Castelo, soadas pelo relógio mecânico com pêndulos de pedra (réplica do século XVII). No único café aberto, Rosário Silva, 44 anos, anda ocupada a tirar bicas e galões e confessa-nos “ficar irritada” quando os turistas lhe perguntam pelo centro comercial. “Numa aldeia histórica, não há. Não sabem eles disso? Basta pegar no carro e estamos a 12 minutos do supermercado. Na cidade até devem demorar mais tempo.”

No Ateliê Histórias Criativas de Castelo Novo é con fios de lã que se cosem as peças e bonecas

No Ateliê Histórias Criativas de Castelo Novo é con fios de lã que se cosem as peças e bonecas

Rui Duarte Silva

Pouco depois, em Castelo Novo, às portas do Fundão, a criadora Ana Almeida aguarda-nos no Ateliê Histórias Criativas. A aldeia, conhecida como “a fonte da Gardunha” pelas suas fontes e minas, é sede do projeto de Ana, que criou 12 bonecas (€28/cada) e fantoches de dedo (€12), a partir das lendas de cada aldeia e de contos escritos por crianças que foram parar ao livro Lendas da Tua História, de Rosário Araújo Alçada. Lá do alto, do castelo, avistam-
-se os pomares de pessegueiros e os cerejais. No curto passeio pela aldeia, sobe-se à lagariça de pedra que outrora funcionou como lagar de vinho e percebe-se que o tempo tem aqui outro sentido.
O dia terminará em Monsanto, mais a sul, na Beira Baixa, próximo de Idanha-a-Nova. Conhecida como a aldeia mais portuguesa de Portugal é, talvez por isso, mais turística e a prová-lo estão as caravanas e as excursões que chegam quase todos os dias. Manuel Franco continua a guiar-nos, e agora pelo percurso exterior ao castelo, atravessando grandes pedras e miradouros de onde se admiram as planícies e a serra de Penha Garcia. A descer para a aldeia, abrigamo-nos do calor à sombra do Penedo do Pé Calvo. Foi “a paixão por esta rusticidade e por este monte santo” que fez com que João Roque e a mulher, Helena, 45 e 39 anos, largassem Lisboa para abrirem o bar Taverna Lvsitana e, mais tarde, o Fornvm dv Viriato, onde servem pizzas e produtos regionais. “Há cada vez mais turistas estrangeiros e nós viajamos com eles. Chegam aqui até da Nova Zelândia”, conta João, enquanto nos dá a provar hidromel à pressão, bebida antiga com água e mel fermentado. Mais abaixo, as mulheres mais velhas passam a tarde a fazer marafonas, as bonecas do culto da fertilidade. João e Helena garantem ser felizes aqui com o filho Afonso, de cinco anos, uma das quatro crianças de Monsanto. Nesta aldeia histórica, tal como nas outras, a quietude é mesmo um bálsamo. E disso já nos tinha avisado Paulo Mimoso, dono do restaurante Cova da Loba, em Linhares da Beira: “Onde é que é possível ouvir o silêncio, senão aqui?”

A aldeia histórica de Monsanto distingue-se pelos seus montes-ilha, um dos geomonumentos integrados no Geopark Naturtejo

A aldeia histórica de Monsanto distingue-se pelos seus montes-ilha, um dos geomonumentos integrados no Geopark Naturtejo

Rui Duarte Silva

ALMEIDA

Hotel Fortaleza 
de Almeida
R. da Muralha, Almeida > T. 271 574 283/ 271 574 290 > quarto duplo a partir de €75

Restaurante 
A Muralha
Lg. de S. Pedro, Almeida > T. 271 571 744 > €17,50 (preço médio)
Casa D'Irene
Lg. do Almo, Malpartida, Almeida > T. 271 574 254 > €15 (preço médio)

Casa das Artes 
e Ofícios
Cestaria, barro, loiças.
Tv. da Pereira, 1, Almeida > seg-dom 9h-19h

BELMONTE

Pousada 
do Convento 
de Belmonte
Herança do convento do século XIII, possui 24 quartos, todos com nomes de frades, e piscina.
Serra da Esperança, Belmonte > T. 275 910 300 > quarto duplo a partir de €89

Belmonte Sinai Hotel
Lg. S. Sebastião, Belmonte > T. 275 910 800 > quarto duplo a partir de €55

Restaurante 
Casa do Castelo
Lg. S. Tiago, 17, Belmonte > T. 275 181 675/ 96 471 3108 > €15 (preço médio)
Restaurante Gourmet Convento de Belmonte
A cozinha, com sabores das Beiras, é chefiada por Valdir Lubave.
Serra da Esperança, Belmonte > T. 275 910 300 > €30 (preço médio)

Cabralina
R. do Castelo, 8, Belmonte > T. 275 913 135 > seg-sáb 10h-19h

Cooperativa Belofícios
R. 1º de Maio, 16, Belmonte > T. 275 088 224 > ter-sáb 10h-13h, 14h-19h

CASTELO MENDO

Casa do Corro
Castelo Mendo > 
T. 271 513939 > quarto duplo a partir de €49

O Túnel
EN 16, Alto de Leomil, Amoreira > T. 91 673 4964 > €7 (preço médio)

Museu do Tempo
 e dos Sentidos
Castelo Mendo > 
T. 275 913 395 
> seg-dom (por marcação)

CASTELO NOVO

Cerca Design House
Lg. da Praça, nº 1, Chãos, Fundão > 
T. 275 759 060 > quarto duplo a partir de €80

Carvalhal 
Redondo 
– Farm House
Turismo rural, inserido numa 
quinta com dez hectares.
Sítio da Catraia, Castelo Novo > 
T. 275 567 027/ 92 420 4062 > quarto duplo a partir 
de €60

O Lagarto
Lg. D. Manuel I, nº 1, Castelo Novo > T. 275 567 406/ 96 602 8190 > €15 (preço médio)

O Cerejal
EN 18, Vale Clérigos, Alpedrinha > T. 275 567 140

Ateliê Histórias Criativas
Edifício Galeria de Arte Manuela Justino, Castelo Novo > T. 275 779 040 > sáb-dom 10h-19h (seg-sex por marcação)

Casa da Lagariça
Lg. Petrus Guterri, Castelo Novo > sáb-
-dom 10h-19h

Festival de Castelo Novo (Música antiga) > 21-30 julho

Chocalhos - Festival Caminhos da Transumância > Alpedrinha > 15-17 set

CASTELO RODRIGO

Casa da Cisterna
Três casas 
e 12 quartos.
Lg. da Igreja > T. 271 313 515 > quarto duplo a partir de €70

Quinta de Pêro Martins
Quatro quartos e um apartamento.
Tv. do Castelo, 10, Quinta de Pêro Martins, Figueira de Castelo Rodrigo > 
T. 271 313 133/ 96 133 6043 > quarto duplo a partir de €55

Cantinho Café
Cervejas artesanais, gin tónico, petiscos 
e pão caseiro.
R. da Sinagoga, 1, Castelo Rodrigo > 
T. 91 213 3492/ 
91 212 7993 > cervejas a partir de €3,30

Restaurante 
Casa da Cisterna
Lg. da Igreja, Castelo Rodrigo > T. 271 313 515 > €25 (preço médio, jantares por marcação)


Sabores do Castelo
Variedades de amêndoa torrada 
e chás.
R. da Praça, Castelo Rodrigo > seg-dom

Casa do Souto
Loiça, linhos, azulejos e antiguidades.
R. da Igreja, Castelo Rodrigo > T. 271 312 429 > seg-dom

IDANHA-A-VELHA

Hotel das Termas
Termas de Monfortinho, Idanha-
-a-Nova > T. 277 430 310 > quarto duplo a partir de €50

Casa de Santa Catarina
R. do Chafariz, 1, Penha Garcia, Idanha-
-a-Nova > T. 96 686 4640 > quarto duplo €50

O Raiano
EN 239, Penha Garcia > T. 277 366 350 >

Helana
R. José Silvestre Ribeiro, 35, 
Idanha-a-Nova > 
T. 277 201 095

Oficina das Artes Tradicionais
R. de São Pedro, Idanha-a-Nova > 
T. 277 201 023 > seg-
-dom 9h-13h, 14h-15h

A Casa da Ti Mercês
R. do Espírito Santo, 27, Penha Garcia > 
T. 91 706 6625

LINHARES DA BEIRA

Inatel Hotel Rural
Lg. da Misericórdia, Linhares da Beira > 
T. 271 776 081 > quarto duplo a partir de €65

Restaurante 
Cova da Loba
Cabrito e borrego grelhado, lombinho de novilho com creme de queijo da serra e sopa de perdiz em massa folhada.
Lg. da Igreja, Linhares > T. 271 776 119/ 91 422 4533 > €20

Mercearia 
Tia Amélia
Queijos, enchidos, compotas e azeites da região.
Lg. da Igreja, Linhares > seg-dom 9h-22h

Festa 12 em rede: Lenda da Dona Lopa > 5 e 6 de agosto

MARIALVA

Casas do Côro
Lg. do Côro, Marialva > T. 279 850 021 > quarto duplo a partir de €150, casas a partir de €240

Longroiva Hotel Rural
Lugar do Rossio, Longroiva, Meda > T. 279 149 020 > single a partir de €70, bungalows a partir de €159 (quatro pessoas)

Restaurante Coa Museu
R. do Museu, Vila Nova de Foz Coa > T. 93 215 0150 > €20 a €25 (preço médio)

Restaurante Casas do Côro
Lg. do Côro, Marialva > T. 279 850 021 > €57 (menu degustação, só ao jantar e com marcação prévia)

Loja do Côro
Seleção de vinhos da responsabilidade de Paulo Romão, chocolates, compotas, tapeçarias.
Lg. do Côro, 
Marialva > T. 279 850 021 > seg-dom 
9h-18h

Quinta Vale 
d’Aldeia
Vinhos, espumantes, mel e azeite.
EN 331, Meda 
> T. 279 883 229 > seg-sáb 9h-18h

Festa 12 em rede: Lenda de Maria Alva Pé de Cabra > 22 e 23 de julho

MONSANTO

Monsanto GeoHotel Escola
R. da Capela, 1, Monsanto > T. 277 314 061 > duplo a partir de €65

Adega Típica 
O Cruzeiro
Av. Fernando Ramos Rocha, Edifício Multiusos, Monsanto > T. 93 640 7676/96 736 6449 > €18

Taverna Lusitana
R. do Castelo, Monsanto > T. 92 789 2768 > €15

Petiscos 
& Granitos
R. do Castelo, 16, Monsanto > T. 277 314 029/96 420 0974 > €15

Templários
Marafonas, adufes, artesanato.
R. da Capela, 2, Monsanto > T. 96 360 1936 > seg-dom 9h-13h, 14h-20h


Loja Mais Portuguesa
R. Marquês da Graciosa, 11, Monsanto > T. 277 314 183 > seg-dom 8h30-22h

PIÓDÃO

Inxisto Lodges
Chãs d'Égua, Piódão > T. 96 708 1988 > T1 a partir de €90 (sem pequeno-almoço)


Casa da Padaria
R. Cónego Manuel Fernandes Nogueira, Piódão > T. 235 732 773/ 96 488 9498 > quarto duplo a partir de €50

Solar dos Pachecos
Petiscos (morcela, picapau, broa de batata e de abóbora).
Lg. Cónego Nogueira, Piódão > T. 235 731 424 > €10 (preço médio)


Restaurante Guarda-Rios
Barriosa, Vale de Alvoco, Seia > T. 238 661 115 > €18 (preço médio)

Loja Solar dos Pachecos
Licores (flor de sabugueiro, mirtilo, castanha, medronho), casinhas de xisto.
Lg. Cónego Nogueira, Piódão > T. 235 731 424 > seg-dom 8h-22h

SORTELHA

Cró Hotel 
e Termal Spa
EN 324, Rapoula do Coa, Sabugal > T. 271 589 002 > quarto duplo a partir de €68

Casas 
do Campanário
Duas casas, no interior das muralhas, cada uma com capacidade para quatro ou cinco pessoas.
R. da Mesquita, Sortelha > T. 271 388 638/ 96 486 4317 
> a partir €25/pessoa

Restaurante 
Dom Sancho
R. do Corro, Sortelha > T. 271 388 267 > €25 (preço médio)

Restaurante Robalo
Lg. do Cinema, 4, Sabugal > T. 271 753 566 > €17,50 (preço médio)

Loja 
do Posto 
de Turismo
Lg. do Côrro, 
Sortelha 
> T. 271 381 072 
> seg-sex 
9h30-13h, 14h-
-17h30, sáb-dom 10h-13h, 14h-18h

Loja de Artesanato Típico
Lg. do Pelourinho, Sortelha > 
seg-dom

TRANCOSO

Hotel Turismo 
de Trancoso
R. Prof. Irene Avillez > T. 271 829 200 > quarto duplo a partir de €55

Solar Sampaio 
e Melo
Lg. Dr. Eduardo Cabral, 3, Trancoso > T. 271 811 261 > quarto duplo a partir de €95

Cantinho dos Arcos
Lg. do Pelourinho, 2A, 
Trancoso > T. 271 828 270/96 4795961 > €10 a €20 (preço médio)

Casa da Prisca
Queijos, compotas, charcutaria, sardinhas doces de Trancoso.
R. da Corredoura (junto às Portas 
D'El Rei), Trancoso 
> T. 271 817 192 
> seg-sex 9h-19h, sáb-dom 10h-19h

Festival de Música no Castelo > 22 e 23 de julho