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O restaurante Meat Me, em Lisboa, é uma ode à carne

Comer e beber

Do chuleton de vaca das melhores raças do mundo ao peito e às asas de codorniz e franguinho, o restaurante Meat Me, acabado de abrir no Chiado, é um regalo para os carnívoros

O grelhador é a peça-chave do novo restaurante Meat Me, paredes-meias com o Teatro São Luiz, no Chiado

O grelhador é a peça-chave do novo restaurante Meat Me, paredes-meias com o Teatro São Luiz, no Chiado

D.R.

A carne é servida com um bilhete de identidade, que indica a proveniência de cada peça, quem é o produtor, o processo de criação e o tempo de maturação

A carne é servida com um bilhete de identidade, que indica a proveniência de cada peça, quem é o produtor, o processo de criação e o tempo de maturação

D.R.

Considerada a melhor raça do mundo, a wagyu é uma das carnes que se servem no novo restaurante Meat Me, paredes-meias com o Teatro São Luiz, no Chiado. Criados em pastos ao ar livre, estes animais gozam das condições perfeitas para se desenvolverem naturalmente. A ementa inclui ainda o porco preto Montaraz, criado em montados de azinheiras e sobreiros do Baixo Alentejo e alimentado a bolota, um fruto rico em ácido oleico. Mais do que uma steakhouse especializada em cortes e na carne maturada, no Meat Me, do grupo Sea Me (proprietário do Prego da Peixaria, Sea Me e Soão), dá-se atenção aos pormenores que vão desde as fardas, feitas à medida, até ao gelo, preparado a partir de congelação lenta durante cerca 24 horas, entre os 13 e os 15 graus, cortado à mão. Falta ainda mencionar o nome de José Gordon, proprietário da bodega El Capricho, perto de Léon, em Espanha, considerado o produtor da melhor carne do mundo pela revista Time, e que abastece o Meat Me. Já na cozinha, aberta aos olhares, que encontra inspiração na escola francesa e no tradicional churrasco português, encontra-se Tomás Pires, discípulo do chefe Aimé Barroyer.

A ementa (repare-se no detalhe dos desenhos feitos pela ilustradora Ana Gil) divide-se por animais: de vaca, há lombo (250g/€27), chuleton El Capricho (€95/kg), vazia com osso (€195/kg); de porco, destaca-se a barriga de leitão à bairrada (€17) e o tomahawk de porco preto (€35); e de boi, o chuleton (€180/kg), carnes essas que são depois grelhadas no Josper. Há ainda perna, peito e asas de codorniz (€12,50), franguinho asiático (€16/600g), e, em alternativa à carne, polvo barbacue (€22) e atum chimichurri (€24). Antes de se sentar à mesa, aconselhamos uma visita ao bar, no mezzanine, para experimentar um dos cocktails criados pelo head bartender Vasco Martins. “Retomar às origens e voltar à coquetelaria dos anos 20 aos anos 60 é o nosso objetivo”, diz. Falta só dizer que há que ir com tempo, pois nesta primeira paragem, aprende-se a apreciar bebidas feitas com paixão.

No bar, a carta cocktails criada pelo head bartender Vasco Martins leva-nos à coquetelaria dos anos 20 aos 60

No bar, a carta cocktails criada pelo head bartender Vasco Martins leva-nos à coquetelaria dos anos 20 aos 60

D.R.

Meat Me > R. Duques de Bragança, 9, Lisboa > T. 21 347 1356 > seg-qui 12h30, 15h30, 19h-24h, sex 12h30-15h30, 19h-1h, sáb 12h30-1h, dom 12h30-24h