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Peixola: Aqui (só) há peixe, mesmo quando a ementa muda

Comer e beber

Dois anos após a abertura do Peixola, em Lisboa, a escolha torna-se mais abrangente e excêntrica. A culpa é de Vítor Hugo, que trabalha o que vem do mar de forma original – ainda estamos a suspirar pela sopa de clorofila

Além da Maré Alta, que é como se chama ao novo horário alargado até às duas da manhã, há também o serviço take away, através das plataformas de entrega de comida ao domicílio.
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Além da Maré Alta, que é como se chama ao novo horário alargado até às duas da manhã, há também o serviço take away, através das plataformas de entrega de comida ao domicílio.

Sopa de clorofila de espinafres com garoupa marinada e pó de avelã
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Sopa de clorofila de espinafres com garoupa marinada e pó de avelã

Carpaccio de vieiras
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Carpaccio de vieiras

Ostras com maracujá
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Ostras com maracujá

Os cocktails de autor são coloridos e originais – se tiver ousadia, servem para acompanhar a comida
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Os cocktails de autor são coloridos e originais – se tiver ousadia, servem para acompanhar a comida

O taco choco
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O taco choco

O chefe Vítor Hugo (ex-Eleven e ex-100 Maneiras) aceitou o desafio dos quatro sócios para dar novos contornos ao produto que vem do mar
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O chefe Vítor Hugo (ex-Eleven e ex-100 Maneiras) aceitou o desafio dos quatro sócios para dar novos contornos ao produto que vem do mar

Mal se desce o degrau que leva à sala do Peixola, é o balcão de 30 lugares, em marmorite esverdeada, que salta à vista. Aliás, ele torna-se visível ainda do lado de fora do restaurante, assim se espreite pela grande janela virada para a Rua do Alecrim, quase a chegar ao Cais do Sodré.

Nada disto é novo, pedimos desculpa, porque afinal são as novidades a causa deste texto. Aberto há dois anos, quis agora a gerência que o Peixola fizesse um refresh à sua ementa. Bendito seja o chefe Vítor Hugo (ex-Eleven e ex-100 Maneiras) que aceitou o desafio dos quatro sócios para dar novos contornos ao produto que vem do mar. Além do atum e do salmão, que antes abundavam na carta, há agora as ostras (pena que estejam escondidas debaixo de uma espuma fresca de maracujá), vieiras, polvo e lírio. Já se sabe que, nestas coisas de comida, o gosto é subjetivo. Acharíamos, porém, imperdoável não deixar aqui uma singela ode à sopa de clorofila de espinafres com garoupa marinada e pó de avelã (€7,5). Servida fria, de um verde intenso, mistura-se muito bem com os pedacinhos de legumes e com as flores de várias cores, mas deixa-nos tristes porque acaba. “Inspirei-me no italiano minestrone, fazendo com que se tornasse uma sopa mais leve e fresca. Acabou por resultar no seu inverso.”

A salada de tapioca, um prato para vegetarianos que não se importem com o molho da marinada levar peixe, traz originalidade e sabor ao balcão. Ao mesmo tempo, saem cocktails de autor, alguns deles serão reconhecidos pelos frequentadores da Espumantaria do Cais ou da Espumantaria Petisco, dos mesmos donos. São coloridos e originais – se tiver ousadia, servem para acompanhar a comida. Caso contrário, há espumante e uma seleção de vinhos que vão muito bem com o peixe servido. Não existe um grama de carne na ementa, repetimos. E avisamos para não esperar que os frutos do mar apareçam grelhados no carvão. Aqui, as inspirações são outras, garante Nuno Correia Pereira, um dos sócios, mas já tínhamos percebido pelos tacos, tártaros ou ceviches da ementa. A partir de agora, os pratos podem ser provados até à uma e meia da manhã, de quarta a sábado. É só entrar, sentar e escolher – nem que seja um peixe de água doce, leia-se uma sobremesa. O petit gatêau de caramelo com gelado de frutos silvestres e crumble de gengibre (€5) é uma opção segura, garantimos.

Peixola > R. do Alecrim, 35, Lisboa > T. 21 346 0011 > seg-ter 19h-24h, qua-sáb 19h-2h