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A guerra de sofá

A Europa depende da NATO e a NATO tem como principal “acionista” os EUA. É da História e da vida que nunca é boa política dependermos de outrem. O que está a acontecer neste momento com a invasão da Ucrânia foi pensado, planeado com todo o pormenor, há décadas!

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Ucrânia/Rússia: Os meninos soldado do conflito

As imagens que se sucedem em toda a Comunicação Social mostram-nos uma Ucrânia transformada numa nação em arma, onde todos, mas mesmo todos, recebem treino militar. Se todos estarão dispostos a lutar, essa é outra questão

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O fascismo não existiu

Se poderia compreender uma negação de tudo isto de quem não o viveu, é-me inconcebível aceitar tais afirmações de quem tem obrigação de saber muito bem o que foi, o que aconteceu e porque aconteceu. A minha geração errou ao não ter tido a coragem de imprimir nos filhos a clara visão das conquistas da revolução

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Inverno demográfico sem debate

A sobrevivência do nosso sistema de Segurança Social passa necessariamente por uma política migratória consistente, que envolva toda a sociedade. No entanto, continuamos sem definir clara e sobretudo concretamente que tipo de país e que estrutura de acolhimento e integração queremos ser relativamente aos fluxos migratórios

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Se calhar não é assim tão mau...

Há muito vínhamos alertando para o facto contra natura da decisão de atribuição do estatuto de Asilo ou Refugiado se encontrar nas mãos duma polícia

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Afeganistão: um retrocesso de 20 anos

No Afeganistão de 2021, uma mulher que não tenha um familiar homem está condenada a morrer à fome, ao frio, à doença mais comum. Algumas vão sobrevivendo com a ajuda de vizinhos que não se reveem neste regime masculino e sobretudo misógino. Mas o medo tomou conta de todas as vidas, de todas as ruas

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O exemplo de Aristides: heróis póstumos

A recente crise afegã, da qual ainda não começámos a sentir nem um décimo das consequências, veio colocar questões muito concretas relativamente à aplicação da Lei e desafiar os países a cumprirem o Novo Pacto Europeu para as Migrações que assinaram, mas que, aparentemente se mantem como letra, não morta, mas… caladinha, sem ondas

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Herois do mar, pobre povo

O descrédito no sistema político, ou melhor nos atores políticos e nas figuras públicas, leva a que o povo, que em democracia é quem mais ordena, comece a olhar em redor à procura de outras soluções, outros rumos. Assim se iniciaram as grandes ditaduras dos tempos modernos: com o aval, o voto e a participação ativa das massas cansadas do despautério público, das “xico espertices”, dos pequenos (e grandes!) atropelos à coisa pública

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Migrantes? Afundem-nos

Portugal tem vindo a fazer grande notícia com o acolhimento de meia dúzia de refugiados. Portugal é um país com portos marítimos. Portugal necessita de imigração. Então porque carga de água não se “chega à frente” para acolher estas pessoas?

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Os invisíveis

Foi aqui, em Portugal, durante a Presidência Europeia, na qual o tema das migrações foi central! Ou pelo menos, dizem-nos que foi, porque espremido acabamos por obter o quê? Meia dúzia de recomendações de gabinete de quem nunca viu o desespero nos olhos de quem chega

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Pessoa de bem, mas...

O programa Vistos Gold, que tanta tinta tem feito correr e que a UE se preparava para encerrar em toda a sua zona, pode voltar a ser reativado neste pós-hecatombe

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As burkas silenciosas

Há um grupo muitíssimo vulnerável e sobretudo silencioso, amordaçado, desconhecido. Trata-se das mulheres e crianças imigrantes, cuja história ainda se encontra por contar e sobre as quais o silêncio se impõe a dois níveis: ao nível da comunidade e ao nível das próprias vítimas

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Ceuta aqui tão perto

Os fluxos migratórios não se estancam – previnem-se. E a sua prevenção tem que ser feita, realmente, através de cooperação para o desenvolvimento nos países de origem

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O pecado dos inocentes

Fausto canta que “por mais que seja santa, a guerra é a guerra!” e é a mais crua e simples das verdades. Os que sucumbem aos ataques, quer dum, quer de outro lado, sangram da mesma forma, são filhos, pais, amantes, riram e choraram, tiveram dias de sonho e de angústia, partilham o mesmo destino humano

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Menores em fuga

Um miúdo, que conheceu por acaso devido à sua profissão e por breves minutos, veio ao seu encontro desesperado. Trata-se dum menor do Kuwait, à guarda do Estado Português e que fugiu da instituição onde estava. Depois de ter dormido ao relento e cheio de fome, foi esperá-la à porta do trabalho e pediu ajuda

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Limpar a História, conspurcar o presente

Mais do que os brasões da Praça do Império ou derrubar o Monumento aos Descobrimentos, deveria preocupar-nos muito mais os indícios atuais de xenofobia e intolerância que surgem um pouco por todo o lado

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Manuel Lourenço, o irmão anónimo de Eduardo Lourenço

O Ti Manuel da Amália era irmão deste grande pensador cuja perda Portugal agora chora. E, tal como o seu célebre irmão, também ele era um homem de uma cultura fora de série, sobretudo se tivermos em conta que toda a vida viveu naquela terra infértil de barrancos, que é a raia da Beira Alta