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  • Beira: Porque não podemos esperar

    Paula Alves Silva

    BEIRA, MOÇAMBIQUE - É 2019. Eu vejo um homem negro. Ele faz subir e descer uma enxada, na tentativa de diminuir a erva brava que começa a engolir o enorme terreno do Grande Hotel da Beira. Cheira a esgoto e a sabão saído das bacias de água contaminada onde homens e mulheres lavam a roupa e o corpo. Crianças sujas, desempregados, pobres fazem parte do seu dia-a-dia

  • Contagem crescente

    Mariana Palavra

    BEIRA, MOÇAMBIQUE - Ela já não tem mais tempo para se perder nas memórias. Olha para o relógio, não almoçou, algo normal desde que aqui chegou, e lembra-se que tem que ir correr para outro bairro para encontrar-se com um grupo de jovens que têm feito mobilização porta-a-porta, na luta contra o surto de cólera

  • Da oferta e da procura

    António Raúl Reis

    LUXEMBURGO - Mas a (omni)presença de um Presidente submete-se também à eterna lei da oferta e da procura: se as presenças, as selfies, as condecorações e as cartas de Marcelo se multiplicam, o seu valor diminuiu. Isso quer dizer que a minha fotografia com Marcelo tirada em Paris em 2016 já desvalorizou mais do que um carro comprado na mesma altura

  • Sonhos de menino

    Nuno Guerreiro

    NOVA IORQUE, EUA - No fim de semana passado, tive a oportunidade de continuar a realizar, mais uma vez, esse sonho de menino, não com discos nem vinis, mas num voluntariado como DJ

  • Já se ouve o fado na Eslovénia

    João Pita Costa

    LJUBLJANA, ESLOVÉNIA - E aliás há por estas bandas, mais precisamente na Bósnia, um tipo de música e sentimento que se parece muito com o Fado, de nome Sevdah. Coincidência das coincidências, e dizem que esta palavra já antiga significa Destino e dá o nome a um tipo de música - Sevdahlinka - que explora de forma sofisticada , ainda que popular, um sentimento quase português

  • Com a boca cheia de dentes-de-leão

    Vasco Pinhol

    AALESUND, NORUEGA - Sinto com frequência que ultrapassei o prazo de validade na memória dos amigos que deixei em casa. Emigrar é uma espécie de ensaio para a morte; é muito divertido, quando volto a Portugal sinto sempre que sou uma espécie de fantasma que perambula inesperado pela vida das pessoas que costumavam fazer parte do meu quotidiano

  • A bipolaridade de Macau

    Filipa Araújo

    MACAU - Por aqui as pessoas falam alto. Não consigo explicar porquê, mas berram quando estão felizes e quando estão infelizes. Berram por tudo e por nada. Utilizam o mesmo volume quando falam com alguém que está a dois metros de si, como a 20 ou 200

  • Uma nova Europa? Sim, mas não 'troppo'

    José Reis Santos

    BUDAPESTE, HUNGRIA - Numa análise (um pouco) mais fina, devemos referir que Portugal manteve bem apertado o seu cordão sanitário no que respeita a entrada de forças populistas no panorama eleitoral electivo

  • Te gosto bué

    Mariana Palavra

    LUANDA, ANGOLA - Bem sei que nem sempre fui do teu agrado. Sem papas na língua, com protestos de como tratas as mulheres, tantas e nem sempre de cada vez, ou os filhos que teimas em ter e nem sempre cuidar. E a dança, omnipresente, também foi cena que tive que passar no teu teste

  • O elo mais fraco do sistema

    Bruno Sousa

    DARMSTADT, ALEMANHA - Quão difícil é perceber que é urgente assumir a missão estratégica de reduzir a dependência do petróleo (e carvão) e ao mesmo tempo apontar a atingir as metas de emissões de CO2 a que o país se comprometeu?