Manuel Delgado 1

Manuel Delgado

Administrador Hospitalar
Opinião

Ideologia, saúde e pandemia

Esta pandemia calou temporariamente as visões mais liberais e mercantilistas da saúde e reforçou as perspetivas mais radicais dos que vêm o setor como um bloco monolítico de serviços públicos, rígido e de gestão burocrática

Opinião

A gestão política e operacional da Covid

Espera-nos um futuro próximo mais tranquilo, mas convém não baixar a guarda porque o vírus não respeita fronteiras nem continentes

Opinião

Os bons resultados da vacinação

Para aqueles que põem em causa as vacinas contra a Covid, que duvidam da sua eficácia ou questionam a sua segurança, a evidência destes dados será suficiente para se convencerem dos enormes e inestimáveis benefícios deste processo?

Opinião

Administrar hospitais em pandemia

m grande hospital central tem como orçamento anual ordinário mais de 400 milhões de euros, e por isso os seus gestores têm uma enorme responsabilidade na gestão da coisa pública

Opinião

A caminho da 4ª vaga?

Mais vale prevenir do que remediar e a coragem política para tomar medidas aparentemente antes do tempo, permite controlar os efeitos devastadores da Covid, como aconteceu a partir do Natal, muito por força da ausência de medidas em outubro

Opinião

Paradoxos de um ano atípico na atividade dos hospitais

Paradoxalmente, e apesar da aparente pressão dos doentes Covid nos hospitais, estes tiveram, assim, em 2020, um ano de baixa atividade assistencial, com as suas camas com taxas de ocupação média, em vários meses, na ordem dos 60% (março, abril, maio e dezembro), valores que contrastam com as médias habituais de 80 a 85%

Opinião

Muita cautela

Neste contexto de dificuldades e alguma imprevisibilidade, não devemos baixar a guarda quanto à possibilidade de uma 4ª vaga de Covid antes do início do verão

A joia da coroa
Opinião

Plano de recuperação e resiliência para a Saúde: Das intenções à realidade

Temos graves entropias no SNS que resultam de um modelo de emprego em acumulação que não permite resiliência na definição de horários de trabalho ou aumentos de produtividade em situações de listas de espera inaceitáveis

Opinião

O calendário do desconfinamento e a "caixa de segurança"

O desenvolvimento célere do processo de vacinação contra a Covid seria o grande aliado desta estratégia, não fossem os atrasos registados na entrega de vacinas e as confusões iniciais sobre grupos prioritários. As coisas parecem, agora, melhorar também nesta frente e esperemos que tudo convirja para um verão bem mais aliviado

Eutanásia chumbada no Parlamento
Opinião

A lei da eutanásia: Valores, tecnicidade jurídica e preconceitos

Materializar a possibilidade de um cidadão pedir, em profundo e intolerável sofrimento, que uma autoridade técnico-científica independente lhe garanta o auxílio necessário para pôr termo à sua vida, é colocar o direito à vida num novo paradigma filosófico

Opinião

Desconfinar e vacinar: Como e quando?

Nos primeiros tínhamos entre 230 e 330 novos casos por dia e no último, do Natal, uma média diária semanal de mais de 2900 casos. Quando hoje se coloca a meta dos 2000 novos casos para iniciar o desconfinamento (ainda que com a ocorrência simultânea de valores - limite também nos internamentos, na ordem dos 1300/1400 doentes) ficamos perplexos com a ausência ou a disparidade de critérios

Opinião

Um ano de covid-19 em Portugal

Façamos uma pequena viagem sobre este ano improvável, de luta contra o vírus, com sucessos e falhas, heróis e vilões, doentes que recuperaram, excesso brutal de mortalidade, recessão na Economia, encerramento de empresas e aumento do desemprego, interrupção nos diferentes graus de ensino e graves problemas de saúde mental

Opinião

As virtudes do confinamento

À 49ª semana da SARS COV 2 entre nós, o número de novos casos baixou cerca de 50% (numa tendência que já vinha da semana anterior), os internamentos diminuíram ligeiramente e os óbitos caíram cerca de 17 por cento

Opinião

Vacinas em autogestão

Ser pouco cuidadoso e ambíguo na definição de prioridades e conviver bem com os prevaricadores, perante um bem escasso e dispendioso que solidariamente financiamos, é um ato de profunda irresponsabilidade. E os que de forma ativa ou passiva atropelam premeditadamente os critérios de vacinação devem ser pública e severamente censurados

Opinião

A catástrofe anunciada

O problema maior esteve na falta de decisão política, firme, coerente e sem medo

Opinião

A Covid-19 levou-nos ao tapete

A situação atual da pandemia em Portugal tem sido, em momentos diferentes, vivida em quase todos os países, o que nos remete para outra questão relevante: o vírus não se dá a conhecer, altera as formas de intervir e apresenta-se com diferentes roupagens. Ou seja, parece ir sempre à frente, criando dificuldades novas e surpreendentes, aos investigadores, aos infeciologistas, aos políticos e à gestão dos serviços de saúde

Opinião

Saúde nas eleições presidenciais: as visões dos candidatos

Manuel Delgado faz uma análise das visões dos candidatos à Presidência da República relativamente à saúde

Opinião

A terceira vaga

É verdade que as medidas de higienização e de distanciamento ajudam muito a proteger as populações contra o vírus. Mas não são suficientes. Estava-se mesmo a ver que as enchentes nas grandes superfícies, nas pastelarias, nas estradas e nos convívios de Natal dariam este resultado, independentemente do esforço e atenção às questões da higiene e do distanciamento

Opinião

Vacinação contra a Covid: dos sucessos às perplexidades

Segue-se, agora, a parte provavelmente mais difícil do processo vacinal: quando e como chegar aos 10 milhões de portugueses e com quantas tomas (face à expectável chegada de vacinas de outros laboratórios)

Opinião

Um ano sob o signo da covid-19

O SNS sofreu um real teste de stress. Os que nele acreditam fizeram figas para que respondesse bem à pandemia. Os que não morrem de amores por ele, aguardavam ansiosamente o seu colapso, e com ele o colapso do Governo

Opinião

Porque morrem mais portugueses com covid-19 na segunda vaga?

Se o aumento de óbitos fosse proporcional ao crescimento de novos casos, isto é, se mantivéssemos a taxa de letalidade de junho (4,36%), teríamos hoje perto de 16000 óbitos a lamentar e não os cerca de 6000 que registamos