Luís Delgado

Comentador político
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Não dá para demitir a Comissão Europeia?

E como é que a Comissão Europeia chegou a esta fabulosa constatação de que precisa de aprovar o uso de emergência? Primeiro pelo evidente falhanço nas compras que fez, com entregas a roçar o ridículo, e a ser continuamente alteradas, e depois, mais importante, porque percebeu que desde os finais de dezembro a início de março, o conjunto dos 27 têm uma média de 7,5% de vacinados (e já contando com uma só dose) e para sua, e nossa, vergonha coletiva, o Reino Unido já vai em 31,1%, ao EUA com 23%, e Israel (que tem a nossa população) com uns fantásticos 94,9 por cento

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Siza e Leão estão em Marte

Na economia, o ministro Siza vai (re)apresentar o "grande" plano Apoiar, com verbas ridículas, acessos limitados a uma infinidade de setores, e pequenas ajudas sociais. Tudo isto é lateral, sem eficácia e de uma exiguidade penosa. Será que Siza e Leão também arrancaram para Marte? Ou estão por cá, mas vivem lá?

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Atrasar a segunda dose é fazer batota

Neste caso, a ponderação acertada nunca deve ser uma questão de números, mas de cumprir escrupulosamente as indicações científicas das farmacêuticas que fizeram as vacinas. São duas doses, com o espaço de 21 dias, para existir imunidade assegurada de mais de 90 por cento. E mesmo assim existe uma percentagem de risco para quem for vacinado. E também é bom começar pelo princípio: vacinado é vacinado, e não meio vacinado, quase vacinado, à beira de estar vacinado. Por favor, não se ponham a inventar.

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Para ter orgulho no SNS, vá a um centro de vacinação!

Vendo esta coreografia, tão bem montada e executada, e com tantos jovens, que estão ali, calcula-se, voluntariamente, mais os profissionais absolutamente experimentados e bem-dispostos, sentimos orgulho, de verdade, no nosso Serviço Nacional de Saúde, e em todas as instituições que colaboram e colocam à disposição os espaços e o suporte logístico. Impressionante. Muito bem montado. Muito bem organizado. Muito bem executado.

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Plano britânico não dá para copiar

Para Portugal chegar à imunidade de grupo, 70 por cento, o mesmo tem de acontecer com todos os outros países da União, como é suposto e previsto no mecanismo conjunto. Ou seja, não estamos só a falar de 14 milhões de vacinas para nós, mas de 600 milhões de vacinas para 300 milhões de habitantes da União. É muito, muito difícil.

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A nossa História é um grande embaraço!

Pensando melhor, e analisando tudo isto em perspetiva, é preciso começar pelo senhor D. Afonso Henriques, um malandro, um traidor sem uma réstia de dignidade, que criou uma raça desavergonhada, que deu à luz colonialistas, como Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Fernão de Magalhães e Pedro Álvares Cabral. Que raça indigna. Maldita. Imperialista. Tudo isto é um peso para nós. Não podemos mais. Não aguentamos

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Abertura falhada é o pesadelo do Governo

O que custa não é fechar, o que pesa é abrir. Gera pânico, inquietação profunda, e nos casos mais graves incapacidade de decidir. E o Governo sabe, como ninguém, que não há espaço, nem disposição, e muito menos compreensão pública, se o desconfinamento for mal feito, apressado, e sem limites. E se voltar tudo ao que era

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Rush Limbaugh, o conservador mais amado e odiado

«Amamos as pessoas. Quando olhamos para os Estados Unidos da América, quando estamos em qualquer lugar, quando vemos um grupo de pessoas, como este, vemos americanos. Vemos seres humanos. Não vemos grupos. Não vemos vítimas. Não vemos pessoas que queremos explorar. O que vemos é o seu potencial».

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Quem acredita na queda brutal de contagiados?

Claro que fazendo agora apenas metade (em média) dos testes realizados em Janeiro, é lógico que os contagiados vão desaparecendo. Desaparecer não desaparecem, mas não são detetados, não pressionam os números, não vão para os hospitais, não entram nas UCI. Isso leva a uma outra pergunta: a maioria das mortes acontece em casa, e não nos hospitais. Como é que se explica isto, sendo que a Covid não é propriamente uma doença fulminante?

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O exemplar sucesso da vacinação britânica

Se Israel já está em imunidade de grupo, com 74 por cento de vacinados, os britânicos atingirão esse patamar no início do Verão. Melhor razão não existe: Boris exerceu diretamente a soberania britânica, e usou o seu poder financeiro. Um Brexit assim, até é bom

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Biden é o trunfo escondido de Trump

Biden é uma cópia mal tirada de Obama, e a sua administração contém muitas primeiras, segundas e terceiras figuras da anterior Presidência democrata. E Barak Obama não foi um grande presidente. Muito longe disso.

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Um PM escaldado vale por dois

Desta vez, todos aprendemos. Qualquer decisão mais precipitada resultará numa 4ª vaga da pandemia, e essa responsabilidade o Governo já não poderia atirar para cima dos portugueses ainda vivos. Seria sua, diretamente, e teria de arcar com todas as consequências

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Quem acredita nesta OMS?

É pesadamente burocrática, quase sempre inativa, e foi um verdadeiro fracasso global nesta pandemia de Covid. Tal foi o desatino, a falta de consistência, o diz uma coisa e o seu contrário, que hoje as recomendações da OMS não são levadas a sério. Por ninguém. Nem por eles. Teve tempo para se recompor, desde dezembro de 2019, mas não conseguiu, não vai chegar lá, e nunca melhorará

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Trump ainda cega democratas e amedronta republicanos

A Câmara dos Representantes está parada, com o país numa crise sem precedentes, tanto sanitária como económica, o Senado distraído com esta espécie de julgamento, e o novo presidente centrado em revogar as ordens executivas do anterior. Por agora ninguém se mexe, que não seja descobrir a fórmula para arrumar com Trump, de vez, e sem qualquer pretensão futura

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A Sputnik V é que nos vai safar

Tendo a fórmula certa e uma testagem ao vivo, com números maciços, a Sputnik aprovada pela EMA baralharia todo o jogo financeiro e de produção das outras vacinas, e desencadearia uma corrida sem precedentes na produção, distribuição e inoculação das que já existem. Esta razão, sem dúvida, é a mais poderosa de todas

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O que falta ao CDS para não morrer?

O CDS, com esta ou a próxima liderança, precisa de ser recolocado no espaço ideológico que foi seu: a direita liberal, democrática, popular e populista, com compaixão, mas forte nas suas exigências e atrevido no posicionamento político. O CDS tem de estar seguro e convencido que sabe o que defende e valoriza, sem se acomodar a ser o irmão mais novo do PSD

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A genuína humildade de Marta Temido

É genuína, verdadeira, transparente no reconhecimento dos erros, que todos cometemos todos os dias, e na aceitação pública dos nossos medos pessoais e públicos, que teve a grandeza de título: «Tenho, como todos nós, o receio que isto não acabe». Esta naturalidade, esta simplicidade só existe em quem não acha que domina tudo, que sabe tudo, e que é melhor em tudo.

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Dois pesadelos: Trump e SEF

"Não havia necessidade de bater no homem porque ele já estava numa posição de fragilidade", declarou um dos inspetores. Será que percebemos bem? Será que era isto que queria dizer? A frase é esclarecedora. Não bateram porque já não havia necessidade. O homem já estava num frangalho. Mas se houvesse necessidade, deduz-se, o senhor levava mais uma carga de pancada

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Vacinados são só 70 mil. Os outros são quase

Temos de ter mais vacinas. Não podemos ficar reféns da compra conjunta de Bruxelas. Para além desse sistema, cada Estado deveria ter a capacidade de fazer as suas próprias encomendas e compras, fora do mecanismo europeu. A que título é que deixámos essa parte vital da nossa soberania nas mãos de terceiros?

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A bagunça das vacinas que sobram ou vão em excesso

A Comissão de Vacinação percebeu esse problema já tarde, mandando agora fazer as listas de suplentes, para que não se deitem fora as vacinas que ultrapassem a janela de oportunidade. Se é assim, precisamos todos, os que não foram vacinados, que nos expliquem, ao pormenor, essa contagem e logística para o envio de vacinas. Sobram sempre? Mandam mais do que o necessário?

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Não há vacina eficaz para a balda nacional

O que é totalmente claro, já agora, é que centenas ou milhares de vacinas foram distribuídas sem nenhuma garantia de que os recetores pertenciam aos grupos prioritários. A balda nacional. "Solicitamos o envio da lista de funcionários do seu serviço para a vacinação", deve ter sido assim. Ou parecido. E quem recebeu, rapidamente decidiu: "Senhor Diretor de Recursos Humanos por favor envie a lista completa dos nossos funcionários para o centro de saúde"