José Brissos-Lino

Doutorado em Psicologia e Especialista em Ciência das Religiões; Diretor do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona; Coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo; Director da revista teológica AD AETERNUM; Investigador do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias – Universidade de Lisboa) e do CIPES (Centro de Investigação em Política, Economia e Sociedade – Universidade Lusófona). Desenvolve há muitos anos intensa atividade em instituições culturais, humanitárias e de solidariedade social, algumas das quais fundou. Poeta e ficcionista.
A identidade nacional e os factores por detrás dela
Opinião

Portugueses, não tenham medo de olhar para o retrovisor!

É costume dizer-se que a memória dos povos é curta. Depressa esquecemos as páginas douradas do passado, mas ainda mais depressa esquecemos as negras. Mas conhecer a história colectiva de um país continua a ser o melhor antídoto para evitar cair nos mesmos erros, sempre que as oportunidades espreitam

Opinião

O desaparecimento dos dinossauros da fé

De vez em quando temos a sensação de que se está a passar na porta giratória para um mundo diferente. Em especial quando se toma consciência de que alguns dos maiores dinossauros do mundo cristão nos deixaram

Opinião

A ira do Irão

O velho orgulho persa vive hoje isolado num regime desenquadrado do mundo contemporâneo, reduzido a uma teocracia islâmica obsoleta que já não cativa os jovens. O regime tem prazo de validade e um dia destes cai

Operação Marquês: Arguidos apostam na nulidade da prova obtida na investigação
Opinião

Falando de tudo menos do caso Marquês (que já cheira mal!)

Afinal, o que é normal no funcionamento da justiça quando falamos de um estado de direito democrático? E o que não se compreende?

Opinião

Embriaguez sem vinho

A juventude é a embriaguez sem vinho, dizia Goethe, mas quando o vinho está azedo a embriaguez passa a doença. A recorrência das crises, os surtos pandémicos e a falta de horizontes podem estar a criar uma geração perdida. Mas não terá sido quase sempre assim?

Opinião

Sopa de letras

Se os cristãos fossem hoje a cumprir a Torah à letra estaríamos a apedrejar até à morte os adúlteros e os homossexuais, não poderíamos envergar roupa com incorporação de determinados tipos de tecidos, não podíamos comer um rol imenso de alimentos e satisfaríamos muitos outros interditos, além de guardar religiosamente o sábado, quando ninguém poderia trabalhar

Opinião

Euromiopia

Cuidado com o eurocentrismo. Há mais mundo para lá da Europa, meus senhores. A bitola europeia não serve para avaliar a diversidade da casa comum da humanidade

Opinião

A ciência e o malmequer

Mal-me-quer, bem-me-quer… Parece que há cristãos que recorrem ao jogo do malmequer para definir a sua vida, guiando-se por preconceitos e pensamento mágico, sem ter os pés assentes no chão

Opinião

O pai Abraão tem muitos filhos

Abraão tem muitos filhos. Os judeus reivindicam a herança abraâmica, tal como os cristãos, que se consideram filhos do patriarca no sentido espiritual, e até os muçulmanos preservam a sua memória, considerando-o um dos cinco grandes profetas do Islão

Opinião

Notícias boas também são boas notícias

Abrir a televisão para ouvir um serviço noticioso é hoje quase um exercício de masoquismo, não só pela exagerada extensão destes, em regra, mas sobretudo pela ênfase e quase exclusividades concedida às notícias más

Opinião

França: A Marianne de barrete frígio ficou traumatizada

Os políticos europeus em geral não sabem nada do fenómeno religioso. Pior. Fingem que sabem e não se rodeiam de quem os possa esclarecer. Entretanto, a França parece querer trilhar um caminho perigoso

Opinião

Como o “bicho” mexe com a prática religiosa

A pandemia alterou a nossa vida de cima a baixo em todos os sentidos, tanto na vertente individual como na colectiva. Isso inclui o fenómeno religioso, embora ainda não saibamos em que medida o influencia

Opinião

Nunca troquem uma criança por um sábado!

Os rituais sempre foram estruturantes na socialização humana, assim como na construção e consolidação das crenças e correspondentes liturgias colectivas. Mas não são tudo. Há mais vida para além dos rituais

Opinião

Adeus, John Wayne!

A cultura patriarcal predominante nos meios religiosos americanos já vem de muito longe. Trump apenas lhe deu gás e juntou-lhe ingredientes como racismo, xenobofia, misoginia, e um certo marialvismo stars and stripes, além duns pozinhos de neo-nazismo

Opinião

Fora com os judeus?

O anti-semitismo e a xenofobia em geral podem começar por enfermar de razões económicas, sociais, culturais e políticas, mas transferem-se rapidamente para o domínio do irracional, com as devidas consequências

Opinião

A fábula dos bons e dos maus

Depois da cacofonia da noite de domingo passado convém começar por lembrar que só há um vencedor destas presidenciais: Marcelo Rebelo de Sousa, que foi reeleito à primeira volta com vitória esmagadora em todos os distritos e regiões autónomas do País

Opinião

A fraude do nacionalismo cristão

Um dos maiores erros estratégicos da fé americana é emparelhar nacionalismo com cristianismo. Jesus Cristo nunca disse uma palavra que fosse sobre ideais nacionalistas, nem agiu nesse sentido. Muito pelo contrário

Opinião

O estado dos portugueses

Era bom que todos entendessem que a presente situação pode ser ainda pior do ponto de vista emocional do que uma guerra, pelo menos num aspecto. É que a guerra implica um inimigo a combater, com um rosto, uma intenção e uma identidade, contra quem se podem dirigir as nossas energias, o que não é possível numa pandemia causada por um vírus que não se vê a olho nu e cuja presença não se sente nem percepciona

Opinião

A insurreição americana

Donald Trump passou todo o mandato a destilar ódios e a dividir o país, colocando uns americanos contra os outros. Como se isso não bastasse funcionou como uma bola de demolição num processo sistemático e orientado de destruição do sistema democrático

Opinião

O pecado cheira a sexo

É mais do que evidente que as religiões – em particular as monoteístas – sempre encontraram enormes dificuldades em lidar com a questão da sexualidade humana, tendo por isso provocado muita exclusão, punição, incompreensão e dor ao longo da História. Não era necessário

Opinião

Embuste à la carte

Não tarda nada temos a tribo das videntes de novo em antena a adivinhar como vai ser o próximo ano. Um conjunto de nulidades que contam com a generosa facilitação dos programadores do entretenimento televisivo