José Brissos-Lino

Doutorado em Psicologia e Especialista em Ciência das Religiões; Diretor do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona; Coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo; Director da revista teológica AD AETERNUM; Investigador do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias – Universidade de Lisboa) e do CIPES (Centro de Investigação em Política, Economia e Sociedade – Universidade Lusófona). Desenvolve há muitos anos intensa atividade em instituições culturais, humanitárias e de solidariedade social, algumas das quais fundou. Poeta e ficcionista.
Vestígios de Azul

A um passo da ditadura das minorias?

Afinal, menos é mais? Não será que a democracia corre riscos quando minorias tentam impor à força a sua vontade às maiorias? O politicamente correcto não estará a empurrar-nos aos poucos para a ditadura das minorias?

Quando a religião faz mal à saúde
Vestígios de Azul

Religião e preconceito

Ao contrário do vaticínio de alguns “profetas” a religião afinal não morreu no século vinte nem neste, e não vai morrer porque o ser humano necessita da dimensão transcendental. O que vamos ver cada vez mais é uma reconfiguração do sentido e vivência do sagrado

Vestígios de Azul

A supermãe de Thomas

É comum dizer-se que a vida humana é sagrada ou que as vidas das pessoas são preciosas, mas poucos agem em conformidade investindo na vida de outros seres humanos a sério. Mas as mães – e não propriamente as apenas progenitoras ou parideiras – são das poucas que o procuram fazer. E as que o fazem tornam-se sempre supermães

Vestígios de Azul

Um professor de História chamado passado

Neste início de ano fazem-se planos, renovam-se as expectativas, insufla-se a esperança. Mas há que optar entre o saudosismo e a confiança no futuro, abandonando de vez o malfadado sebastianismo

Vestígios de Azul

Costa e o cão

Os partidos da oposição em geral juntaram mais uma vez um espectáculo público de hipocrisia política ao espectáculo público de falta de integridade que vem sendo dado por membros do governo. Foi pior a emenda do que o soneto

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A Igreja Bolsonarista dos Últimos Dias

Não fui eu que gizei o termo mas é delicioso, sem ofensa para a Igreja Mórmon, é claro, mas os golpistas do segmento religioso evangélico estão aí a cometer as maiores barbaridades

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Ratzinger, a vinha, os lobos e as raposas

Muito se tem dito e escrito nos últimos dias sobre Joseph Ratzinger a propósito do seu falecimento, aos 95 anos. Mas o rasto de controvérsia e contradição permanece

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Da fábrica à incineradora de heróis

Gostamos muito de desencantar heróis atrás de uma moita, mas ainda gostamos mais de os lançar depois ao chão. É inveja? É imaturidade cívica? Talvez não. É apenas um jeitinho de ser português

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Dickens e o Menino que não tinha direito a aniversário

As comunidades protestantes entre os colonos americanos nos séculos XVII e XVIII recusavam-se a festejar a quadra natalícia. O Massachusetts só definiu o dia de Natal como feriado em 1855 e em 1870 tornou-se feriado federal. Até aí a cultura puritana punia os que ousavam celebrá-lo. Mas Charles Dickens inspirou uma reviravolta

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Natal em tempo de guerra

Não é inédito, mas a questão volta sempre a colocar-se: como compatibilizar o calendário cristão com a loucura essencial de todas as guerras?

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Marcelopédio

Inventado pelos ingleses, o ludopédio, depois conhecido como futebol, foi durante cerca de um século uma espécie de coutada privada de europeus e sul-americanos, onde os outros vinham fazer uma perninha. Mas agora começa a mudar

Vestígios de Azul

A selvajaria russa

Putin segue a boa tradição de carniceiros históricos como Estaline, Hitler, Mao e Pol Pot, entre outros. A selvajaria russa perpetrada neste momento contra o povo ucraniano só tem um objectivo: salvar a pele do ditador do Kremlin

EUA: Estado do Ohio quer deixar estudantes dar respostas de acordo com a sua religião ainda que cientificamente erradas 
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A quimera das origens

De vez em quando ouvimos dizer que precisamos de voltar à igreja primitiva. Mas qual delas?

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O urso engasgado

Se eu me chamasse Esopo gostaria muito de escrever uma fábula do tipo da que se segue

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A Viúva

Há momentos em que a Igreja parece mais a viúva de Cristo do que a sua noiva. Já Martinho Lutero o dizia há quinhentos anos. Hoje talvez ainda dissesse pior

Vestígios de Azul

E as igrejas, Senhor?

O melhor que poderia suceder ao segmento evangélico do país irmão seria um banho de humildade, com o afastamento daqueles que deixaram de ser pastores autênticos para passarem à função de meros mercenários políticos, indignos de pisar um púlpito. Mas as cambalhotas multiplicam-se

Vestígios de Azul

O ethos brasileiro

O ethos da vida pública brasileira não é facilmente entendível pelos portugueses. Na cultura tupiniquim tudo é feito com os nervos à flor da pele, muita emoção, muito ruído, muita cor, muito movimento e alguma confusão

Vestígios de Azul

A América será em breve um melting pot (também) religioso

Ao contrário da Europa, a América fez o caminho para a Modernidade através da religião. Mas as tendências recentes prenunciam uma nova realidade: os cristãos poderão representar menos de metade da população dos EUA dentro de décadas

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Cirilo é tão criminoso de guerra como Putin

O patriarca ortodoxo Cirilo é um antigo agente da polícia secreta soviética, a KGB, a quem Putin entregou em mão o quase monopólio religioso da Rússia. Em troca Cirilo tornou-se uma espécie de moço de recados do ditador do Kremlin

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De Gorbatchev a Putin, com Deus pelo meio

Num texto memorialista recente o conhecido jornalista e escritor norte-americano Philip Yancey discorreu sobre Mikhail Gorbachev, a propósito da sua morte, relembrando como o conheceu pessoalmente em Moscovo enquanto líder da antiga União Soviética

Vestígios de Azul

Irão: o misterioso gatilho psicológico do cabelo feminino

Distraídos com o peso da inflação, a guerra da Rússia contra a Ucrânia e as eleições em Itália e no Brasil, tendemos a esquecer a verdadeira revolução que está a suceder na velha Pérsia, que desde há 43 anos anda travestida em teocracia islâmica