José Brissos-Lino

Doutorado em Psicologia e Especialista em Ciência das Religiões; Diretor do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona; Coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo; Director da revista teológica AD AETERNUM; Investigador do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias – Universidade de Lisboa) e do CIPES (Centro de Investigação em Política, Economia e Sociedade – Universidade Lusófona). Desenvolve há muitos anos intensa atividade em instituições culturais, humanitárias e de solidariedade social, algumas das quais fundou. Poeta e ficcionista.
Opinião

Merkel: Quando a fé faz a diferença na política

Embora seja matéria pouco falada, a fé tem sido sempre fundamental na vida e acção política de Angela Merkel. A isso não terá sido alheio o facto de ser filha dum pastor luterano na antiga Alemanha de Leste

Opinião

Indonésia: As sementes de Almeida

Não é só a economia mundial que se está a deslocar progressivamente para a Ásia, também o cristianismo ganha força nessas paragens de que sabemos tão pouco, mesmo em regiões inesperadas, como no maior país muçulmano do mundo

Opinião

Como vender a alma ao diabo

A partir dos anos oitenta o segmento evangélico norte-americano começou a fragmentar-se com a ascensão da direita religiosa, o envelhecimento de Billy Graham e a perda das missões como a grande prioridade que promovia a sua vitalidade e crescimento

Opinião

A loucura furiosa

Por vezes parece que estamos a viver numa espécie de loucura furiosa entre loucos, oportunistas e gente alienada, à beira dum ataque de nervos

Opinião

Livrai-nos do Asterix, Senhor!

A malfadada filosofia do politicamente correcto já vai no ponto de apedrejar a cultura e diabolizar a memória. A liberdade do saber e do saber com prazer está cada vez mais ameaçada

Opinião

Deixem o vice-almirante em paz!

Só há uma coisa de que as pessoas gostam mais do que de fabricar heróis: é deitá-los por terra na primeira curva da estrada. Se Gouveia e Melo cair na asneira de entrar na política vai arrepender-se depressa

Deus já não cabe no espaço público?
Opinião

Porque pode a religião provocar violência extrema?

Porque sentirão os crentes a obrigação de “defender a honra” do seu deus perante os que têm fé diferente, de forma violenta? Será esse deus assim tão fraco e impotente que não consegue sequer defender-se a si mesmo, ou os fiéis interiorizaram o conceito duma divindade mesquinha e vulnerável?

Opinião

A Madeira (também) teve o seu dia de S. Bartolomeu

Foi há 175 anos que rebentou a primeira grande perseguição religiosa que Portugal conheceu, depois da missa na Sé Catedral do Funchal. Houve fiéis protestantes mortos e centenas deles tiveram que abandonar a ilha à pressa

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TALIBANG!

Cansado dos vinte anos de atoleiro militar no Afeganistão Trump fechou um acordo de rendição com os talibãs, em 2020, para a retirada das tropas ocidentais, mas fê-lo nas costas dos aliados da NATO. Os ingleses já se vieram queixar

Opinião

As Lídias e os Pichardos desta vida

Temos que escolher entre viver acantonados num território, agarrados a um passado longínquo, por mais glorioso que tenha sido, de modo saudosista e deprimido, ou darmo-nos ao mundo. De resto, apenas se optarmos pela segunda hipótese estaremos a ser fiéis à vocação histórica universal dos nossos antepassados

Opinião

Otelo como criação shakespeareana

A notícia da morte de Otelo (1936-2021) diz pouco sobre a sua vida, mas os comentários produzidos em público a esse respeito são extremamente elucidativos sobre os seus autores. No meio da cacofonia destaca-se a lucidez e sentido da História de Ramalho Eanes

Opinião

Futebol em tempos de cólera

A ideia de associar o desporto a uma atividade lúdica, como no mundo antigo (“mens sana in corpore sano” diria Juvenal), de modo a desenvolver a saúde física e mental mas também as boas relações entre indivíduos e as virtudes sociais parece estar há muito lançada por terra, pelo menos no futebol profissional

Opinião

Jesus Cristo tinha uma agenda liberal?

Dizer apenas que todas as vidas são importantes é uma tirada lapalissiana. É óbvio que sim, mas o problema é que nem todas as vidas estão em risco devido a fenómenos sociais como o racismo, a xenofobia, a violência sobre mulheres e crianças, o abuso sexual e o tráfico de pessoas, já para não falar nesta economia que mata, no dizer do papa Francisco

Opinião

Privilégios políticos são abraço de urso para a Igreja

Basta de desancar o secularismo para justificar a quebra da prática e adesão à fé cristã nos países desenvolvidos. Há alguns paradoxos que ajudam a determinar onde está realmente o problema

Opinião

O “efeito trincheira”

A forma como boa parte das pessoas vivenciam hoje a política é um atraso de vida. Literalmente. Voltámos atrás 100 anos, às batalhas de trincheiras que caracterizaram a I Guerra Mundial

Opinião

A Covid rouba-nos humanidade

A pandemia tem-nos afectado a todos de diversas maneiras, mas não há dúvida de que são as crianças e adolescentes, os doentes e os idosos os que pagam a maior fatura

Opinião

Trumpistas ou cristãos?

Numa das suas mais dramáticas reuniões anuais que reuniu 16.000 pastores e líderes a maior denominação protestante dos Estados Unidos, a Convenção Baptista do Sul, elegeu há dias em Nashville o seu novo presidente, um pastor moderado do Alabama, evitando assim a tomada de poder por parte da ala direita insurgente da denominação

Opinião

O que faz falta é agitar a malta

Para algum jornalismo o que interessa não é informar o público mas agitar as emoções, não as consciências. O importante não é dar a conhecer o que se passa no país e no mundo mas selecionar o fluxo noticioso de acordo com uma dada intenção, que vai quase sempre associada a um enviesamento e a uma sugestão dirigida, de modo a desencadear determinadas reações

Opinião

Pela autodeterminação da Europa evangélica

O movimento evangélico europeu precisa de se libertar da tutela americana, agora que o evangelicalismo da outra margem do Atlântico está a percorrer um caminho cada vez mais estranho e perigoso

Opinião

A república do ludopédio

Os ingleses inventaram o ludopédio (futebol) e continuam a driblar-nos com ele. Mas isso só é possível porque persistimos em ser provincianos. Deslumbramo-nos com tudo o que vem de fora e nem sequer nos damos ao respeito

Opinião

Sem misericórdia

O populismo de extrema-direita costuma invocar os valores cristãos apenas como fachada para aceder ao poder e exercê-lo. Temos visto este mesmo filme na Europa e nas Américas. O exercício da misericórdia, que significa baixar o nosso coração à miséria do outro, está cada vez mais difícil