José Brissos-Lino

Doutorado em Psicologia e Especialista em Ciência das Religiões; Diretor do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona; Coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo; Director da revista teológica AD AETERNUM; Investigador do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias – Universidade de Lisboa) e do CIPES (Centro de Investigação em Política, Economia e Sociedade – Universidade Lusófona). Desenvolve há muitos anos intensa atividade em instituições culturais, humanitárias e de solidariedade social, algumas das quais fundou. Poeta e ficcionista.
Opinião

Jesus Cristo tinha uma agenda liberal?

Dizer apenas que todas as vidas são importantes é uma tirada lapalissiana. É óbvio que sim, mas o problema é que nem todas as vidas estão em risco devido a fenómenos sociais como o racismo, a xenofobia, a violência sobre mulheres e crianças, o abuso sexual e o tráfico de pessoas, já para não falar nesta economia que mata, no dizer do papa Francisco

Opinião

Privilégios políticos são abraço de urso para a Igreja

Basta de desancar o secularismo para justificar a quebra da prática e adesão à fé cristã nos países desenvolvidos. Há alguns paradoxos que ajudam a determinar onde está realmente o problema

Opinião

O “efeito trincheira”

A forma como boa parte das pessoas vivenciam hoje a política é um atraso de vida. Literalmente. Voltámos atrás 100 anos, às batalhas de trincheiras que caracterizaram a I Guerra Mundial

Opinião

A Covid rouba-nos humanidade

A pandemia tem-nos afectado a todos de diversas maneiras, mas não há dúvida de que são as crianças e adolescentes, os doentes e os idosos os que pagam a maior fatura

Opinião

Trumpistas ou cristãos?

Numa das suas mais dramáticas reuniões anuais que reuniu 16.000 pastores e líderes a maior denominação protestante dos Estados Unidos, a Convenção Baptista do Sul, elegeu há dias em Nashville o seu novo presidente, um pastor moderado do Alabama, evitando assim a tomada de poder por parte da ala direita insurgente da denominação

Opinião

O que faz falta é agitar a malta

Para algum jornalismo o que interessa não é informar o público mas agitar as emoções, não as consciências. O importante não é dar a conhecer o que se passa no país e no mundo mas selecionar o fluxo noticioso de acordo com uma dada intenção, que vai quase sempre associada a um enviesamento e a uma sugestão dirigida, de modo a desencadear determinadas reações

Opinião

Pela autodeterminação da Europa evangélica

O movimento evangélico europeu precisa de se libertar da tutela americana, agora que o evangelicalismo da outra margem do Atlântico está a percorrer um caminho cada vez mais estranho e perigoso

Opinião

A república do ludopédio

Os ingleses inventaram o ludopédio (futebol) e continuam a driblar-nos com ele. Mas isso só é possível porque persistimos em ser provincianos. Deslumbramo-nos com tudo o que vem de fora e nem sequer nos damos ao respeito

Opinião

Sem misericórdia

O populismo de extrema-direita costuma invocar os valores cristãos apenas como fachada para aceder ao poder e exercê-lo. Temos visto este mesmo filme na Europa e nas Américas. O exercício da misericórdia, que significa baixar o nosso coração à miséria do outro, está cada vez mais difícil

Opinião

A “piolheira” existia mas não se podia falar dela

Foi há 150 anos que teve lugar em Lisboa um evento ambicioso que ficaria para a história como as “Conferências do Casino”, que muito incomodaram o rei, o governo e a igreja católica. Como sempre, são os jovens que desencadeiam as revoluções

Opinião

Deus é americano?

A religião americana privilegia o “ser americano” antes do ser cristão e o nacionalismo antes do universalismo da fé. Só que tal mentalidade faz tábua rasa da figura de Jesus Cristo, seu discurso e obra

A identidade nacional e os factores por detrás dela
Opinião

Portugueses, não tenham medo de olhar para o retrovisor!

É costume dizer-se que a memória dos povos é curta. Depressa esquecemos as páginas douradas do passado, mas ainda mais depressa esquecemos as negras. Mas conhecer a história colectiva de um país continua a ser o melhor antídoto para evitar cair nos mesmos erros, sempre que as oportunidades espreitam

Opinião

O desaparecimento dos dinossauros da fé

De vez em quando temos a sensação de que se está a passar na porta giratória para um mundo diferente. Em especial quando se toma consciência de que alguns dos maiores dinossauros do mundo cristão nos deixaram

Opinião

A ira do Irão

O velho orgulho persa vive hoje isolado num regime desenquadrado do mundo contemporâneo, reduzido a uma teocracia islâmica obsoleta que já não cativa os jovens. O regime tem prazo de validade e um dia destes cai

Operação Marquês: Arguidos apostam na nulidade da prova obtida na investigação
Opinião

Falando de tudo menos do caso Marquês (que já cheira mal!)

Afinal, o que é normal no funcionamento da justiça quando falamos de um estado de direito democrático? E o que não se compreende?

Opinião

Embriaguez sem vinho

A juventude é a embriaguez sem vinho, dizia Goethe, mas quando o vinho está azedo a embriaguez passa a doença. A recorrência das crises, os surtos pandémicos e a falta de horizontes podem estar a criar uma geração perdida. Mas não terá sido quase sempre assim?

Opinião

Sopa de letras

Se os cristãos fossem hoje a cumprir a Torah à letra estaríamos a apedrejar até à morte os adúlteros e os homossexuais, não poderíamos envergar roupa com incorporação de determinados tipos de tecidos, não podíamos comer um rol imenso de alimentos e satisfaríamos muitos outros interditos, além de guardar religiosamente o sábado, quando ninguém poderia trabalhar

Opinião

Euromiopia

Cuidado com o eurocentrismo. Há mais mundo para lá da Europa, meus senhores. A bitola europeia não serve para avaliar a diversidade da casa comum da humanidade

Opinião

A ciência e o malmequer

Mal-me-quer, bem-me-quer… Parece que há cristãos que recorrem ao jogo do malmequer para definir a sua vida, guiando-se por preconceitos e pensamento mágico, sem ter os pés assentes no chão

Opinião

O pai Abraão tem muitos filhos

Abraão tem muitos filhos. Os judeus reivindicam a herança abraâmica, tal como os cristãos, que se consideram filhos do patriarca no sentido espiritual, e até os muçulmanos preservam a sua memória, considerando-o um dos cinco grandes profetas do Islão

Opinião

Notícias boas também são boas notícias

Abrir a televisão para ouvir um serviço noticioso é hoje quase um exercício de masoquismo, não só pela exagerada extensão destes, em regra, mas sobretudo pela ênfase e quase exclusividades concedida às notícias más