Marco Galinha: As ligações e as polémicas do novo patrão dos média

Foto: Luis Barra

Marco Belo Galinha é um antigo campeão de BTT, de 43 anos, inebriado por caravelas, devoto de Fátima e inspirado pelos exemplos de Afonso Henriques e Nuno Álvares Pereira em “batalhas difíceis”. Nascido em Rio Maior, é o sétimo de oito irmãos de uma família com raízes na Benedita (Alcobaça), em tempos dona de pequena fábrica de calçado.

Poderoso e influente rosto do Grupo Bel e da Global Media, ganhou fama no programa televisivo Shark Tank. Autodidata, abandonou o curso de Engenharia Informática do Técnico, multiplicou negócios e criou um universo de empresas (distribuição, vending, tecnologia, energias renováveis, metalomecânica, imobiliário, turismo, média, etc), montado ao estilo de bonecas russas: de umas saem outras. “Considero o capital como o sangue que me corre nas veias”, assumiu perante alunos da Escola Profissional de Ourém. É da opinião que os “criadores de riqueza” são maltratados e detesta o País da lamúria. “Falem menos, trabalhem mais”, lamentou-se. “Quando um dedo aponta em frente, estão vários dedos a apontar para trás.”  

Marco e os PEP Galinha não quer pagar a colunistas que sejam Pessoas Politicamente Expostas por recear ações judiciais e abalos nos negócios, mas especialistas dividem-se quanto ao argumento. Facto, exagero ou desculpa?

Fanático de Portugal, do seu passado, símbolos e “grandes líderes”, cultiva a obediência e a disciplina. Patriota, vê na família “o primeiro pilar” da vida. Durante a pandemia, discorreu, orgulhoso, sobre a forma como as suas empresas enfrentaram o cenário de guerra dos tempos modernos. “O Grupo Bel tem generais a trabalhar, tem coronéis, tem sargentos”, explicou à TVI. Para a admnistração da Global Media, Galinha levou o oficial general do Exército Rui Moura, que tem o “pelouro” do combate à pirataria digital, e já lá estava o autointitulado “general prussiano” de Sócrates, Afonso Camões, designado entretanto secretário-geral.

A Arte da Guerra, de Sun Tzu, é o livro preferido do empresário, embora as estantes também acolham a Bíblia, os segredos da Mossad ou histórias da Guerra Fria. É esse, aliás, o clima que se vive numa das suas “casas”, a Global Media. Os métodos e as perceções do empresário sobre o negócio bateram de frente com o muro que as redações reivindicam como seu. Para quem detesta decidir a partir das cinco da tarde, o “levantamento de rancho” a acusá-lo de ingerências editorais até o sono lhe tirou. Durante esse tumultuoso processo, Marco Galinha revelou facetas que suscitaram ainda mais curiosidade sobre o seu percurso, as ligações políticas e empresariais. Afinal, quantas caras tem um “tubarão”?

Chega, vídeo e PEP Mortágua
São quatro minutos e 19 segundos que contam uma história, mas a principal ficou por contar. A 24 de maio, Nuno Afonso, chefe de gabinete de André Ventura no Parlamento e vice-presidente do Chega (seria despromovido a vogal dias depois, no congresso de Coimbra), divulgou nas redes sociais o vídeo do terceiro episódio da série A Masmorra do Bloco, gravado na Assembleia, folhetim que o partido da direita radical populista vem dedicando às “hipocrisias” do adversário.

O presidente-executivo da Global Media (GM) seria ouvido no dia seguinte na Comissão Parlamentar de Cultura e Comunicação a pedido do BE e a pretexto da situação laboral do grupo. Mas, logo de véspera, o Chega defendeu-o. Nuno Afonso acusou os bloquistas de “bullying” e de quererem controlar a Imprensa através de “carradas de avençados”, alguns dos quais o empresário já teria dispensado, poupando 200 mil euros. Recorrendo a valores de acesso muito reservado na GM, Nuno Afonso deu o exemplo da deputada Mariana Mortágua, colunista semanal do JN, que recebe, garante, mais de cinco mil euros anuais pelas crónicas que agora “vai deixar de receber”.

Como é que ele soube? Boa pergunta.

Naveprinter por 5,5 milhões

Em 2019, a Naveprinter, gráfica da Global Media sediada na Maia, esteve quase a ser vendida por um valor próximo dos 12 milhões de euros. O negócio nunca se concretizou, mas, desta vez, estará bem encaminhado. Dos dois lados da mesa está Marco Galinha.

A transação entre o Grupo Bel, através da sociedade Páginas Civilizadas (de que é acionista maioritário), e a GM (da qual é presidente-executivo), terá ficado lavrada há meses num contrato-promessa. A Naveprinter deverá custar ao Grupo Bel cerca de 5,5 milhões de euros, abaixo do valor da avaliação. O comprador paga dois milhões de euros e difere o restante por 36 meses. Quanto à GM, fica a pagar uma renda anual superior a 400 mil euros à empresa detida maioritariamente pelo Grupo Bel.

Ouvido pela Comissão Parlamentar de Cultura e Comunicação, a 25 de maio, o empresário admitiu a existência do contrato-promessa, embora sem o detalhar, e referiu-se à gráfica da Maia como “ativo não estratégico”, que acumula prejuízos. “A Naveprinter andou em processo de venda mais de três anos, ninguém quis pegar no dossier e, mais uma vez, o Grupo Bel está preparado para salvar a Global Media, recuperando esses ativos para outro setor que seja possível, mas não existe neste momento”, explicou aos deputados. “A Global Media ficar com a Naveprinter era o caminho direto para o cemitério, porque o papel tem os dias contados”, justificou.

“Conheço várias pessoas na Global”, escuda-se o dirigente. “Não faço a menor ideia”, refere Marco Galinha. A administração, garante, não divulga dados de colaboradores. “Não fui notificada de qualquer decisão do JN como a que o dirigente do Chega revelou, citando dados internos”, reage Mariana Mortágua. “Mais estranho é que, face ao sucedido, a administração da GM ainda não tenha esclarecido que lugar terá o Chega na administração do grupo”, ironiza.

Aos deputados, Galinha garantiu desconhecer o vídeo do Chega.

O problema, explicou, eram os riscos associados aos pagamentos a Pessoas Politicamente Expostas (PEP, no original]. O “levantamento rigoroso” na Global detetou, disse, cerca de 800 casos, número considerado “inverosímil” por fontes internas, a menos que reporte ao universo total de colaborações. Nas reuniões sobre o tema, confirmou a VISÃO, Galinha falou apenas de um nome, sempre o mesmo, como fonte de preocupação: Mariana Mortágua. Em público, aludiu ao facto de ter sido alertado por uma organização internacional, cujo nome não revela, e poder ser alvo de ações judiciais e prejudicado nos negócios, sobretudo nos EUA, por causa dos PEP. “É expressamente proibido pagarmos a deputados da nação – não são tão poucos quanto isso – e às suas famílias”, afirmou, através de videoconferência, no Parlamento.

Será mesmo assim?

Para Susana Coroado, da Associação Transparência e Integridade, a medida “mitiga riscos de corrupção e de branqueamento de capitais”, mas “ser PEP não significa ser necessariamente corrupto”, adverte. “A Lei 83/2017 só é de cumprimento obrigatório para as entidades listadas na lei. Não inclui meios de comunicação social. Ainda assim, qualquer empresa e afins pode aderir numa perspetiva de prevenção de riscos de branqueamento e reputacionais.” Óscar Afonso, do Observatório de Economia e Gestão de Fraude, destoa. O pagamento a colunistas políticos por artigos de opinião “não se enquadra na prevenção de riscos relacionada com Pessoas Politicamente Expostas. Contudo, considero que não devem ser pagos”.

Miami Empresa ligada a Galinha corresponde a um apartamento avaliado em mais de um milhão de dólares

Um especialista internacional, com quase 20 anos no combate à corrupção, ao financiamento do terrorismo e à lavagem de dinheiro, cujas funções implicam anonimato, não se revê nos argumentos de Galinha. “Não há razão para que um PEP não seja pago por trabalho intelectual ou outro. Isso não é, só por si, um risco de branqueamento de capitais”, explica este colaborador regular do Banco Mundial e da Comissão Europeia. “A legislação não impede ninguém de fazer negócios lícitos e de receber por eles. Se um jornal paga a um PEP por uma coluna semanal, o compliance do banco onde entra esse dinheiro tem especial dever de diligência e cuidadosa avaliação de risco para confirmar que aqueles créditos são mesmo provenientes do jornal e de atividade lícita. Nada mais.”

Na Global, há quem seja pago pelos artigos e quem o faça de graça.

Entre estes últimos, “alguns não percebem porque foram proibidos de escrever nos nossos jornais”, alegou Marco Galinha perante os deputados, sem dar exemplos. “Não sejamos inocentes: um colunista ou comentador político fá-lo numa lógica de oportunidade política, garante a continuidade da influência nos partidos ou uma notoriedade que lhe dê acesso a cargos partidários”, justifica à VISÃO. “Havendo recursos escassos, e todos nós sabemos a crise que os média atravessam, fará mais sentido pagar a um político no ativo ou a jornalistas?”, questiona.

O caso de Nuno Afonso será exceção.

Galinha sugeriu Nuno Afonso para colunista de um órgão da Global Media e insiste que se dê destaque ao Chega em nome da “pluralidade”

Só assim se compreende que, desde o outono, Marco Galinha venha sugerindo o nome do dirigente do Chega para colunista de um dos órgãos do grupo, confirmou a VISÃO junto de fontes editorais e da administração. Os argumentos do presidente-executivo são a urgência de equilibrar a alegada falta de pluralidade nas marcas do grupo e o facto de o político em causa dispensar honorários. Até ver, a “sugestão” esbarrou em critérios editoriais de independência, no respeito pela criação intelectual e pelos padrões de exigência das colaborações. Nuno Afonso confirma ter enviado artigos para publicação a vários órgãos de informação, “entre os quais os da Global Media”. “Mas nunca fui convidado”, esclarece à VISÃO o agora colunista do semanário Novo. “E não sou remunerado.”

Marco Galinha, todavia, não se limitou a sugeri-lo para cronista: segundo as informações recolhidas e contrastadas pela VISÃO junto de fontes internas conhecedoras deste processo, o “patrão” insiste no tema há meses e reclama mais espaço editorial e noticioso para as propostas e os protagonistas do Chega. Em reuniões com mais de uma dezena de quadros superiores, criticou as chefias por bloquearem as posições do partido e ignorarem Ventura. “Dar-lhes espaço e protagonismo é a melhor forma de as pessoas perceberem o que está em causa”, terá argumentado, numa dessas ocasiões. Não satisfeito, também quis saber que cobertura noticiosa seria dada ao congresso do Chega e ao próprio líder.

Ponte Salazar “sempre”, “bandidos” do RSI nunca mais

Ativo nas redes sociais, Marco Galinha é, por vezes, mais inflamado nas suas opiniões, mesmo quando geram controvérsias

“Hoje até parei na minimaratona para tirar a foto da Ponte Salazar que fez 50 anos!” Marco Galinha é um desportista nato e praticante assíduo nas redes sociais. A 23 de outubro de 2016 fez uma pausa na corrida e tirou uma selfie com a Ponte 25 de Abril em fundo, mas a revolução não era para ali chamada. “O passado faz parte da história, não devemos apagar, até para não cometermos os mesmos erros! Para mim é e será sempre a Ponte Salazar, aliás nunca percebi a necessidade de arrancarem o nome”, escreveu, após críticas à publicação no Facebook.

A 9 de dezembro, o CEO do Grupo Bel queixou-se de “mais um assalto” à frota da empresa. “Sempre os mesmos, hoje não foram apanhados por pouco, não sei qual é a raça ou cor, mas são ladrões e devem receber o RSI [Rendimento Social de Inserção]”, indignou-se. Galinha garantiu que, nos últimos cinco anos, o grupo foi alvo de “mais de 40 sequestros com armas na cabeça a pais de família que honradamente trabalham todos os dias para pagar contas”. E desabafou: “Num País com leis certas, a perseguição de um crime de flagrante delito era mais certeira, mas assim protege mais os bandidos…” O empresário elogia, sim, a polícia: “É uma grande honra ver estes operacionais em ação que arriscam a vida tantas vezes por nós e são sempre um alvo fácil no ‘abuso de autoridade’”, escreveu sobre a PSP, em 2018. O post sobre os assaltos foi, entretanto, apagado.

Marco Galinha não diz se conhece Nuno Afonso ou se lhe foi referenciado. Mas o irmão José Belo Galinha sim (ver caixa). Militante do Chega, nem disfarçou o entusiasmo quando Marco se tornou acionista de referência da Global: “A TSF no caminho da democracia e sem rabos presos”, escreveu nas redes sociais a 1 de novembro de 2020, embora se tratasse apenas da entrevista de André Ventura à estação de rádio no quadro de outras conversas com os candidatos a Belém.

Desconfianças mútuas
Era este o quadro entre finais de maio e início de junho quando, numa posição inédita conjunta, quatro conselhos de redação da Global Media (JN, DN, TSF e O Jogo), além dos jornalistas do Dinheiro Vivo, denunciaram “interferências”, “ingerências” e “condicionamentos” editoriais, alegadamente protagonizadas ou instruídas por Marco Galinha. A escolha de colunistas, o facto de o presidente-executivo ter acedido à plataforma de administrador das páginas das marcas no Facebook e a circunstância de serem contadas cabeças nas redações estão no rol das queixas. Inês Cardoso (JN) e Rosália Amorim (DN), diretoras dos dois diários generalistas, demitiram-se de administradoras e, apesar das insistências, nunca estiveram disponíveis para falar à VISÃO.

O “patrão” do grupo rejeita as acusações. Todas.

Quer “jornalismo de qualidade e não perder dinheiro ou muito dinheiro. Não sou político, nem faço política”, esclarece. “As direções de informação são livres de escolherem quem querem para comentar. E isso não será alterado com esta administração.” Galinha queixa-se de incompreensão quando, na sua versão, tenta salvar um grupo que “perdeu 230 milhões de euros em 11 anos”. Mas, por diversas vezes, foi alertado pelas direções editorais para as especificidades e sensibilidades deste negócio. “Nunca ligou ao que lhe dissemos”, refere quem com ele reúne.

A contratação de 20 jovens “jornalistas”, anunciada por Galinha no Parlamento, é uma das situações polémicas. O presidente-executivo garante terem sido recrutados nos moldes habituais, com envolvimento das direções editoriais. Estas queixaram-se de só terem sido ouvidas depois de o diretor de marketing entrevistar os candidatos, “que estão mais interessados em ser programadores ou gerir redes sociais”. Também já houve a fase em que Galinha quis promover internamente o youtuber Windoh (Diogo Figueiras) e até sugeri-lo para artigos e entrevistas. O empresário viu no jovem boas ideias para a área digital e de novos “média” e convidou-o para reuniões na Global, tendo Windoh dado nas vistas quando estacionou o seu BMW i8 verde-alface, de mais de 165 mil euros, nas instalações de Lisboa. O jovem que gastou 1 500 euros num bife coberto de ouro no Dubai, estará, segundo a TVI, sob investigação da PJ por vender um curso sobre criptomoedas. “Não tenho problema nenhum que me investiguem”, reagiu, em março, à Notícias Magazine.

As diretrizes e os departamentos do Grupo Bel na Global são cada vez mais presentes, seja ao nível dos recursos humanos ou dos serviços jurídicos. Para junto de si, Galinha chamou Bruno Ventura, antigo vice-presidente da distrital do PSD-Lisboa durante a liderança de Miguel Pinto Luz. O assessor da administração, ex-diretor da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), tem estado muito ativo nas áreas comerciais e digitais do grupo, embora já tenha ganho a alcunha de “controleiro”. Quanto à amizade de Galinha com o vice-presidente da Câmara de Cascais, cuja candidatura a líder do PSD apoiou, vem do tempo do Instituto Superior Técnico, diz o próprio. Mas o visado tem outra versão: “Conheci o Marco por altura das eleições internas de 2020, quando reuni personalidades da sociedade civil”, garante. “Damo-nos bem, mas não somos amigos de casa”, acrescenta Miguel Pinto Luz, colunista do JN desde o ano passado e um dos comentadores do espaço de opinião da TSF, Não Alinhados, desde 8 de março.         

De Sócrates ao pós-Sócrates
Pode parecer que Marco Galinha puxa para a asa direita.
Mas a inclinação, na verdade, começou à esquerda.
A 15 de setembro de 2009, a Praça Rodrigues Lobo (Leiria), encheu-se de bandeiras do PS para dar fôlego a um já desgastado José Sócrates, candidato nas legislativas desse ano que ganharia sem maioria absoluta. Um ainda jovem empresário da região, então com 32 anos, dera nas vistas em alguns jantares, entrara no radar do PS distrital e o telemóvel soou. “Sinto-me muito honrado por me terem telefonado para participar”, afirmou Marco Galinha, subindo ao púlpito.

O primeiro a reparar nele fora o já falecido João Vasconcelos, “homem das startups” e da Web Summit, secretário de Estado no primeiro governo de António Costa. Mas Almeida Ribeiro, Luís Bernardo e André Figueiredo, todos à época pesos-pesados junto de Sócrates, conhecem-no desses tempos e o primeiro até lhe cedeu o lugar no comício. Marco defendeu Sócrates das notícias e “calúnias” da época, centradas na polémica das escutas entre São Bento e Belém, nos casos da licenciatura, do apartamento da Rua Brancaamp e da alegada tentativa de controlo da comunicação social. “E querem viver, andar com o País para a frente, com este tipo de conversas e assuntos?”, questionou, condoído, Galinha. “Sinto que o engenheiro Sócrates me dá confiança”, assumiu. “Se o País, por acaso, fosse parar a outras mãos, seria muito mau para todos nós.”

PS e Chega Galinha contratou a consultora de Luís Bernardo para a Global e sugeriu internamente Nuno Afonso para colunista de um dos títulos

O cabeça de lista por Leiria foi então o ex-ministro Luís Amado, cujos negócios familiares, segundo a Sábado, incluem uma empresa que é sócia de Marco Galinha na imobiliária Leaguestrong, de atividade residual, e sobre a qual o empresário não quis falar à VISÃO. “O Marco é um fura-vidas, sempre teve como objetivo chegar a pessoas aparentemente inacessíveis. Pede a uns para chegar a outros”, relatam a partir do seu universo familiar.

Ora, uma dúzia de anos depois do comício de Leiria, as boas almas socialistas reencontram-se. Mas já sem Sócrates por perto ou a servir de inspiração.

A entrada de Marco Galinha no capital da Global foi assessorada por Almeida Ribeiro, antigo quadro dos serviços secretos e ex-secretário de Estado Adjunto de Sócrates. Luís Bernardo, ex-assessor do chefe de governo do PS fê-lo “como amigo, informalmente”. Maçon, Almeida Ribeiro – que não respondeu à VISÃO – estava no ISCTE quando Galinha se lembrou dele para dirigir a Aximage, empresa de sondagens e estudos de mercado comprada pelo Grupo Bel em 2020, negócio que também teve intervenção de Luís Bernardo.

Luís Bernardo (ex-Sócrates e ex-Benfica) já trabalha com a Global Media. “Se o Marco seguisse os meus conselhos…”

Almeida Ribeiro e o ex-diretor de comunicação do Benfica trabalharam para o ex-ministro Manuel Maria Carrilho, estiveram com Sócrates no governo, e até se juntaram, por momentos, no futebol, quando Bernardo recorreu aos serviços do ex-espião no “gabinete de crise” criado pelo clube para lidar com os processos judiciais. Nas eleições internas do PS montaram a equipa de António José Seguro para derrotar António Costa, mas Almeida Ribeiro portou-se como agente duplo: as escutas do processo Marquês apanharam-no a informar Sócrates de tudo o que se passava na candidatura. A 8 de outubro de 2012, findo o consulado socialista, Almeida Ribeiro, Luís Bernardo, Óscar Gaspar (ex-secretário de Estado da Saúde) e Vítor Escária (atual chefe de gabinete do primeiro-ministro) foram sócios na United Pride Holdings, SGPS, empresa de consultoria fechada em 2019.

“Se o Marco seguisse os meus conselhos, a Global Media estava bem diferente”, graceja Luís Bernardo, à beira de formalizar a ligação da sua consultora WL Partners ao grupo. O seu nome ressoa pela casa há vários meses. “Pediu a lista dos maiores anunciantes e dos municípios que mais investem em publicidade e passa a vida a fazer exigências”, relatam fontes internas. Ele explica: “Temos praticamente fechado um acordo de colaboração para facilitar sinergias entre diversas entidades e darmos apoio à concretização de projetos com clientes que possam ser úteis à Global”, garante à VISÃO. Um desses cliente pode bem ser a Altice Portugal, admite. “Trabalho muito com eles”, justifica Luís Bernardo.

Na multinacional de telecomunicações está outro amigo de Bernardo e do próprio Galinha: ex-deputado e ex-secretário-geral adjunto de Sócrates, André Figueiredo. A sua fidelidade ao antigo líder foi, até dada altura, inquestionável. Todo-o-terreno e para todas as estações. Era um dos homens à mesa, na sala de jantar de Sócrates, em 2015, quando este assitiu ao debate entre António Costa e Pedro Passos Coelho enquanto cumpria a prisão domiciliária. Agora, é diretor de comunicação e chefe de gabinete do CEO Alexandre Fonseca, outro amigo de Marco Galinha, mas tal não garante nada: por agora, o investimento publicitário da Altice na Global é praticamente zero e o interesse tecnológico nulo. A adesão do grupo a outro operador não ajudou. 

Mais de três milhões sem rasto

Grupo Bel foi condenado a pagar 2,2 milhões de euros ao Fisco, na sequência de uma inspeção tributária que não encontrou documentos que justificassem saídas de dinheiro e respetivos destinatários

Foto: Marcos Borga

Durante uma inspeção aos anos fiscais de 2012 e 2013 na Tabaqueira Bel II, uma das empresas que depois dariam origem ao Grupo Bel, a Autoridade Tributária não conseguiu rastrear o percurso e os destinatários de mais de três milhões de euros alegadamente subtraídos à sociedade. O relatório fala em “fortes indícios” de saídas financeiras “sem qualquer controlo quanto ao destino”. Contestada nas instâncias judiciais por Marco Galinha, a versão acabou sufragada pela sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria (TAFL), em 2018, e pelo acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS), no ano seguinte. O grupo a que o empresário preside foi condenado a liquidar mais de 2,2 milhões de euros ao Fisco, no âmbito de tributação autónoma, face à inexistência de documentação que justificasse saídas em numerário e permitisse identificar o destinatário dos €3 083 757 que terão “voado” da empresa, além de outras irregularidades.

À época, a Tabaqueira Bel II era liderada pelo industrial Manuel Barbeiro Costa e dirigida por Marco Galinha (sócios e administradores, a par da ex-mulher do segundo, sem influência na gestão quotidiana, soube a VISÃO). As desavenças entre os principais sócios vêm dessa época, envolveram o grupo Respol, para o qual Marco trabalhou, e geraram acesos conflitos judiciais.

No caso dos negócios de tabaco, o relatório da AT, que incidiu sobre sociedades do mesmo universo empresarial, detetou situações contabilísticas e financeiras caóticas: gastos com viaturas (reparações, combustíveis, impostos, portagens, entre outros) sem relação com a atividade da empresa, duplicação de despesas, ausência de extratos bancários, cópias de cheques ou outros documentos que identificassem transferências de dinheiro e destinatários das mesmas. A sociedade esteve dois anos sem programa informático de gestão, faturação e contabilidade e foi impossível validar o inventário do tabaco distribuído nas máquinas ou ter acesso a dados contabilísticos sobre clientes.

Segundo os tribunais, “a situação de indistinção patrimonial, financeira e contabilística” possibilitou “a ocorrência de saídas de numerário, sem contrapartida e sem suporte documental” e que “não têm destinatário conhecido ou cognoscível”. À VISÃO, Marco Galinha disse apenas que o grupo não tem dívidas fiscais.

Era uma vez na América
“Tubarão” nos negócios, Galinha também nada em águas internacionais. E a réplica do selo oficial do Departamento do Tesouro no gabinete indicia uma relação especial com os EUA. O currículo oficial refere a formação em Marketing e Gestão na Harvard Business School. A relação da Active Space Technologies (Grupo Bel) com a NASA também é conhecida, mas Marco não ousa levantar voo quando questionado sobre outros negócios e ligações. Aos deputados, referiu ter quatro empresas na pátria de Kennedy, sem as nomear, e admitiu ter falhado a compra de outra, na área da segurança. “Todas as empresas com sede em Portugal e no estrangeiro inserem-se no âmbito das atividades empresariais desenvolvidas pelo Grupo Bel”, foi a lacónica frase repetida à VISÃO sobre estes assuntos.

Se as respostas de Marco Galinha não revelam muito sobre o seu lugar na América, talvez a América nos diga algo sobre ele.

Primeira paragem: 450 Alton Road, apartamento 1904, Miami Beach, Flórida.

Com vistas soberbas para a baía Biscayne e design de interiores da autoria de Philippe Starck, o edifício Icon, construído numa das áreas mais exclusivas da cidade, é um arranha-céus em forma de S com 40 andares, piscinas, spa, biblioteca, restaurante e outros luxos, destinado a estilos de vida de classe mundial. Num apartamento com mais de 163 metros quadrados, avaliado em mais de um milhão de dólares, está sediada a Miami Shark Corporation, sociedade registada a 20 de fevereiro de 2019 em nome de Marco Belo Galinha.

Aparentemente, a Miami Shark não tem atividade conhecida.

Já o gerente da Corporate Maintenance Services, empresa contratada para tratar do registo e das burocracias da sociedade ligada a Galinha, tem que se lhe diga.

Nascido nas Bahamas, filho de um ex-cônsul do Uruguai condenado a nove anos de prisão em 2006 por fraude bancária numa operação com créditos do antigo Espírito Santo Bank de Miami, então do universo BES, Nicholas Stanham é advogado especializado em bens imobiliários de luxo e estruturação empresarial para clientes não residentes nos EUA de elevada liquidez. A morada do escritório do qual é sócio-fundador e da empresa que tratou do registo da Miami Shark, de Marco Galinha, é a mesma, conforme documentação acessível online.

Ao longo dos anos, Nicholas Stanham tem vindo a ser associado na Imprensa a casos relacionados com branqueamento de capitais. Foi um dos advogados do peruano Fernando Zevallos, condenado a 20 anos de prisão por narcotráfico (2005) e a 27 anos por lavagem de dinheiro (2020). O criminoso chegou a ter conta no BES, em Miami, e, em 2008, os tribunais peruanos pediram a extradição dos seus advogados, entre eles Nicholas, suspeitos de facilitar a lavagem do dinheiro do narcotraficante através de 11 empresas offshore, dando aparência legal aos seus negócios. Ouvido por um juiz, Nicholas Stanham declinou responsabilidades e atribuiu culpas ao sócio maioritário do escritório onde então trabalhava. Em 2010, com o processo por concluir, a sociedade de advogados foi dissolvida para evitar as investigações e o sócio maioritário ter-se-á mudado para Israel.

Entre 2012 e 2014, Nicholas Stanham surgiu ligado a Rafael Amezcua, dono da sociedade financeira Ficrea, no México, acusada de defraudar as poupanças de seis mil pessoas, muitas delas idosas. Os cabecilhas adquiriram 104 carros de marcas Porsche e BMW, compraram mais de 100 imóveis nos EUA, em Espanha e no Reino Unido, e foram acusados de lavagem de dinheiro e outros delitos financeiros. Na Flórida, o dono da Ficrea registou 26 empresas: entre as sociedades que administravam o portefólio imobiliário estava a Corporate Maintenance Services, de Nicholas Stanham.

O advogado apareceu ainda associado a Angélica Rivera, antiga primeira-dama do México (mulher do ex-Presidente Enrique Peña Nieto), proprietária de um apartamento em Miami ocultado através de uma sociedade-fachada, comprado com crédito do BES local – mais de 1,3 milhões de dólares – empréstimo que liquidou em seis anos. Stanham assessorou Rivera entre 2007 e 2008, pelo menos.

Claudia Villafañe, ex-mulher de Maradona, foi uma das pessoas famosas que adquiriram, em tempos, apartamentos nesta zona de Miami. Quando o astro argentino entrou com processos judiciais para recuperar o dinheiro investido, nem com a “mão de Deus” lá chegou. 

Na impossibilidade de obter de Galinha informações sobre os seus investimentos, ou do Grupo Bel, no exterior, a VISÃO tentou recolhê-las junto do advogado na Flórida, sem sucesso. A Miami Shark Corporation é, pois, um mistério, ainda que apareça na página profissional do CEO do Grupo Bel no Linkedin.

O amigo Devin e outros laços
Mas nem só desta América se faz um “tubarão”.
Em novembro de 2012, Marco Galinha surgiu como modesto contribuinte da campanha eleitoral para a reeleição de Barack Obama: foram apenas 800 dólares, é certo, mas o endereço que deixou registado na lista oficial de financiadores deu glamour ao gesto: é a localização do luxuoso hotel Waldorf Astoria, em Nova Iorque.

Amigo de confiança dos norte-americanos, o empresário da região do oeste tem sido premiado e distinguido pelos bons serviços prestados à delegação portuguesa da AFCEA (Armed Forces Communications and Electronics Association, no original), organização sem fins lucrativos sediada no estado de Virgínia (EUA), a meia hora de carro do quartel-general da CIA. A AFCEA promove sinergias entre indústrias tecnológicas, academias, governos, setores de defesa, segurança interna e inteligência. O tenente-general aposentado William Bender, ex-diretor de informações da Força Aérea dos EUA, é o chairman da organização.

Devin Nunes, congressista com acesso às “secretas”, é um dos seus bons contactos nos EUA

Por cá, Galinha associou-se ao fundo de investimentos norte-americano Apollo, quando apresentou, sem sucesso, uma proposta para a compra da Media Capital.

Um dos seus amigos na política dos EUA, de acordo com fontes de topo da Global Media, é Devin Nunes, congressista republicano de origens açorianas, ligado ao Comité de Inteligência, a quem o ex-Presidente Trump concedeu a Medalha da Liberdade.

Sim, Devin está longe de ser um desconhecido.

Com acesso a ampla variedade de informações das agências de espionagem, ele também guarda, segundo a National Public Radio, alguns dos seus segredos mais profundos. Foi, aliás, o rosto mediático do frustrado combate da direita para ilibar Trump do processo de impeachment e das suspeitas de conluio e conspiração com agentes russos visando a derrota de Hillary Clinton nas eleições de 2016. As tentativas de espionagem e desinformação estenderam-se à campanha que elegeu Joe Biden. Em entrevista por escrito ao DN, 20 dias depois das eleições, Devin Nunes ainda acreditava que Trump se manteria como Presidente.      

A casa da Rússia
Se a ação dos russos nos bastidores da política norte-americana é algo que não oferece controvérsia, a presença da oligarquia próxima do Kremlin nos negócios de Marco Galinha começa a dar que falar.

Leivikov, sogro e parceiro Mark Leivikov e Marco Galinha partilham negócios imobiliários e de hotelaria. O filantropo russo, milionário dos Urais e bem relacionado no Kremlin, é também o sogro do empresário

Casado com Alina Leivikova Belo, designer de joias e diretora de comunicação do Farol Hotel (Cascais), o empresário partilha com o sogro, Mark Leivikov, a administração da Flugraph, SGPS, sociedade com interesses no imobiliário, hotelaria e turismo, resultante da fusão de várias empresas detidas pelo Opus Estate Group Limited, sediado no Dubai. Alguns sites de notícias russos associam esta empresa a um ex-governador da região de Chelyabinsk, nos Urais do Sul, um dos maiores centros industriais do país na área da metalurgia e produção militar, de onde o ramo russo da família de Galinha é natural.

Em Portugal, Mark Leivikov não se furta a eventos sociais e é reconhecido pela faceta de filantropo cultural. Medalhado pela Unesco, o seu vínculo a fundações e organizações estatais nas áreas educacional e artística, entre elas a Academia de Artes da Rússia, constituem cartão de visita, além dos negócios imobiliários ou da gestão do Farol Hotel. Mais ofuscada pela distância é a sua atividade no país governado por Putin.

Espírito militar Marco promove equipas de “generais”, “coronéis” e “sargentos”

Nascido em família abastada, este antigo chefe do departamento ideológico da organização juvenil do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) no Instituto Politécnico de Chelyabinsk, com morada na Quinta da Marinha, em Cascais, pertence ao chamado “clube dos oligarcas” da região, reunidos em torno da União de Industriais e Empresários. Mark Leivikov já foi considerado uma das 100 pessoas mais ricas desta parte da Rússia. Próximo do ex-vice-primeiro-ministro Viktor Khristenko e “versado nas complexidades da política, da economia e das relações humanas”, segundo amigos, o sogro e parceiro de negócios de Galinha tem ou teve interesses em empresas privadas e estatais nos setores de construção, energia, imobiliário, restauração, hotelaria e metalurgia, onde se incluíram uma boîte e um casino. A proximidade à nomenclatura de Moscovo não o livrou de escândalos mediáticos a propósito dos seus investimentos na Rússia. Uma sociedade offshore em que figurava como acionista apareceu nos Panama Papers. Porém, nem Mark nem Marco estiveram disponíveis para falar à VISÃO dos laços de família e negócios em comum.

Recapitulemos, pois: Galinha atua hoje em tabuleiros que vão muito além do seu peso empresarial no espaço mediático nacional, embora nem tudo se revele transparente. Perante isto, a Global Media, principal dor de cabeça no momento, até parece assunto menor. Ou talvez não, dada a influência que representa. Há dias, o empresário fez rondas pelas redações a anunciar os bons resultados do grupo nos últimos meses em termos de faturação. Prometeu aumentar salários mais baixos e deu ares de querer esquecer conflitos recentes e latentes, ou não se continue a falar de cortes e despedimentos, lá para setembro. Para o livrar de mais sustos, já lhe explicaram que a palavra “camarada” não tem, nas redações, as conotações que ele julgava, nem sugere infiltrações esquerdistas no grupo. Por agora, talvez Galinha respire de alívio. Mas, tal como advertiu em entrevista recente à Exame, tem uma única forma de estar nos negócios: “Se a coisa corre mal, salto fora.” Até porque o capital, reforça, “dorme onde nós queremos, não é onde os governos querem”. 

O Belo Galinha do Chega

“Na política, somos diferentes. Ele é mais à esquerda e passa a vida a dar-me na cabeça”, diz à VISÃO o irmão do presidente-executivo da Global Media, próximo de André Ventura e Nuno Afonso.

Quando, a 12 de novembro, no decorrer desta investigação, a VISÃO telefonou a José Belo Galinha para falar das afinidades políticas da família e da sua ligação ao Chega, ele desmentiu ser filiado e negou ter sido delegado à convenção de Évora do partido. Confrontado com o teor de documentos que contrariavam essa versão, admitiu então que era o militante nº 38 do Chega, em Leiria, e confirmou a presença na tal reunião-magna.

José Galinha negou também que Marco cultivasse ligações políticas, mas os apoios a Sócrates, em 2009, e a Miguel Pinto Luz (PSD), em 2020, reavivaram-lhe a memória. Quanto ao Chega, assume identificação “total” com Ventura. “O meu irmão nunca se envolveu no partido, muito menos financeiramente”, esclareceu, em resposta às nossas perguntas. “Na política, somos diferentes. Ele é mais à esquerda e passa a vida a dar-me na cabeça.” Marco costuma recorrer ao exemplo dos irmãos Portas – Miguel era do BE e Paulo é de direita – para justificar a pluralidade política do clã. A 17 de dezembro de 2019, José substituiu o irmão na mesa de honra do almoço-debate com o líder do Chega no International Club of Portugal, do qual o Grupo Bel é “gold sponsor”.

Derrotado na “corrida” à distrital de Leiria, José Galinha foi recentemente suspenso da militância por 30 dias. “Não me explicaram porquê.” Em causa estarão ataques públicos à direção distrital por causa das escolhas para as autárquicas. “Mas nada beliscou a relação com o Chega”, garante, dizendo-se próximo de André Ventura e Nuno Afonso, como, aliás, referiu na primeira conversa com a VISÃO. “Ainda hoje [quinta, 8] dei os parabéns ao Nuno, que faz anos, e trocámos mensagens. Por aí já vê…” Nega, porém, ter sido mensageiro entre a Global Media e o dirigente para que fossem divulgados, em vídeo, dados confidenciais sobre as colaborações de Mariana Mortágua no JN: “Não sei nada, pergunte ao Nuno. Mas as guerras entre o BE e o PCP talvez expliquem isso…”

Diretor-geral da multinacional norte-americana de produtos industriais NCH, sócio e administrador da Futurete, empresa de máquinas e moinhos de café do Grupo Bel, José Galinha é porta-voz do movimento pelas obras no IC2 e organiza marchas lentas contra as “promessas por cumprir”.

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