Carlos Moedas: Quem é a nova estrela da política nacional

Mais de 250 mensagens entraram, umas atrás das outras, no telemóvel de Carlos Moedas, logo após as duas horas da manhã de segunda-feira, assim que se soube que a coligação de centro-direita tinha conquistado ao PS o município de Lisboa. Grande parte das SMS de felicitações, vindas de vários cantos do País e da Europa, principalmente de quem com o social-democrata trabalhou quando este passou pelo governo e por Bruxelas, ainda estava por responder a meio da tarde do primeiro dia, já como presidente eleito da câmara da capital. A vitória do engenheiro civil de 51 anos, que se revelou naquele que ficou conhecido como o “governo da Troika”, apanhou de surpresa toda uma direita que, ao acordar da mais longa noite eleitoral dos últimos anos, passou a ver em Moedas o rosto da mudança e um sinal de que um regresso ao poder nacional já esteve bem mais longe. Numa semana em que, na Alemanha, a família política do autarca lisboeta perdeu terreno, da Europa também veio um sinal de esperança, como foi o caso das palavras enviadas por telemóvel pelo primeiro-ministro grego, Kyriákos Mitsotákis.

Confiança renovada Vitória em Lisboa deu ao PSD motivos para festejar, contribuiu para silenciar a oposição interna a Rui Rio e fez crescer as expectativas do partido para as legislativas de 2023

Se, em 2011, a chegada de Carlos Moedas a secretário de Estado Adjunto e a indicação para comissário europeu, no final de 2014, foram uma aposta do então líder do PSD, Passos Coelho – que à VISÃO disse não estar disponível para comentar esta vitória do seu ex-colaborador, por querer manter-se afastado dos holofotes políticos –, agora, a conquista da principal câmara do País é o primeiro grande feito de Moedas, encarado como um volte-face nas probabilidades que lhe eram apontadas ao longo das últimas semanas. Algo semelhante, com as devidas distâncias, à chegada a deputado por Beja, em 2011 – depois de 16 anos em que o PSD não teve qualquer parlamentar eleito por aquele círculo. O resultado inesperado terá deixado atónita a própria família, já que, no dia seguinte às eleições, as rotinas tiveram de ser alteradas à última hora – a começar pela dos três filhos.

“Tenho uma filha que está a estudar fora. Os outros estão cá. E deitaram-se muito, muito tarde. Deitaram-se tão tarde, que lhes dei a possibilidade de ficarem em casa de manhã e pedi desculpas aos professores. Aliás, o meu filho tinha dois testes – só espero que os resultados desses testes sejam bons”, admitiu à VISÃO, após o almoço que fez questão de ter com os funcionários da higiene urbana e das oficinas do município, nos Olivais, em Lisboa, no primeiro dia como presidente eleito – a quem, três dias antes, jurou ali rumar, em caso de êxito, no domingo. Apesar de um grande cansaço, que o terá levado a equacionar adiar para terça o cumprimento da promessa, fontes ligadas à candidatura revelaram que mudou de ideias quando percebeu o quão simbólico seria esse gesto para os quase dez mil trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa num momento de transição de poder.

A Lisboa de Moedas

Uma “fabrica de unicórnios”, transportes gratuitos para avós e netos, menos impostos – estas foram as promessas que levaram o social-democrata à câmara

A “fábrica de unicórnios”
A primeira palavra do programa vai para os empreendedores. Moedas quer atrair talento “de todo o mundo” para a capital portuguesa e incentivar as startups lisboetas a tornarem-se “marcas globais”. Para isso, promete criar um espaço dedicado à inovação, onde estas empresas possam partilhar experiências – uma “fábrica de unicórnios”, como lhe chama.

Casas para as artes
Todas as freguesias deverão ter espaços dedicados à cultura (“espaços LXIS”), onde os lisboetas possam assistir a espetáculos e onde os que sonham com o mundo artístico possam ter oportunidade de dar os primeiros passos. Para o Parque Mayer, o engenheiro civil idealizou um Centro Nacional de Cultura, que reúna artistas, aspirantes e chefes de cozinha.

Baixar impostos
Foi uma das principais bandeiras da campanha: Carlos Moedas defendeu uma redução no IRS dos lisboetas até ao patamar máximo permitido às autarquias – 5 por cento. E a isenção do IMT para os jovens, com menos de 35 anos, que comprem a primeira casa.

Transportes grátis
Todos os lisboetas até aos 23 anos e com mais de 65 terão direito, segundo o programa, a um passe gratuito da Carris, para colaborarem com a “transição verde”. Mas, ao mesmo tempo, Moedas prometeu 50% de desconto no estacionamento da EMEL para moradores. Ainda em matéria de transportes, o social-democrata quer acabar com a linha de comboio de superfície entre Algés e o Cais do Sodré, para “esbater as barreiras que impedem os lisboetas de aproveitar” o rio Tejo.

Cidade azul
Aproveitando a tradição marítima, Moedas quer “construir, em Lisboa, as infraestruturas necessárias para torná-la uma capital global da economia do mar” e uma “referência internacional” em termos portuários.

Reformados
No espaço de um ano, espera construir quatro centros intergeracionais com residências para idosos e creches, bem como distribuir seguros de saúde gratuitos a todas as pessoas com mais de 65 anos “que precisem”.

Para Moedas, que repetiu o percurso de três horas dentro daquelas instalações, “nem sempre as pessoas se sentem valorizadas no seu trabalho, ainda por cima em funções tão duras como estas que acontecem nestas oficinas”. “Senti que não podia deixar de vir aqui no primeiro dia como presidente eleito, para valorizar as pessoas, dar ânimo aos mais descontentes com a sua vida profissional e dizer-lhes que vamos ter em atenção os recursos humanos, para perceber qual é o potencial das pessoas e onde devem estar”, adiantou, quando vinha ao seu encontro Filipa Penedos, diretora municipal de Higiene Urbana. Se, na sexta-feira, esta dirigente, que esteve envolvida no escândalo da alegada vacinação indevida contra a Covid-19 e que levou à demissão do vereador Carlos Castro, em fevereiro, não tinha recebido Moedas, desta vez, fez questão de o guiar e de desejar “boa sorte” aos novos donos da casa, principalmente ao vereador centrista eleito, Filipe Anacoreta Correia, com uma palmadinha nas costas. Moedas prometeu a todos um “diagnóstico” sobre a forma como se distribuem os que fazem funcionar aquela máquina municipal.

Quando o autarca passou por aqueles serviços, três dias antes, a confiança da candidatura Novos Tempos – que juntou o PSD ao CDS, Aliança, MPT e PPM – não era a maior relativamente à prestação do filho de “Zé” Moedas, um comunista ferrenho cofundador do jornal Diário do Alentejo, e de uma educadora de infância, Lurdes Moedas. “Já se estava a assentar a ideia de que podíamos não ganhar, mas que perder por muito pouco também iria ser uma enorme frustração”, confidenciou um dos elementos que acompanhavam o cabeça de lista da coligação. Um prego no otimismo foi espetado a caminho do sábado de reflexão, perante a fraca divulgação mediática do comício de sexta-feira à noite, que tinha sido o maior investimento financeiro da campanha.

O político alentejano, que saiu de Beja aos 18 anos para estudar no Instituto Superior Técnico – onde se licenciou em 1993 –, acabou por ter de esperar já pela madrugada de segunda-feira para saber que, com 34,26% dos votos, ultrapassara à tangente o ainda presidente da câmara, o socialista Fernando Medina, que obtivera 33,31% (separados por 2 294 votos, mas com o mesmo número de mandatos – sete). A direita voltou assim ao poder, 14 anos após a queda de Carmona Rodrigues, apoiado pelo PSD, e duas décadas passadas sobre semelhante conquista por Santana Lopes.

Fórmula: negociação e boa equipa
Quem esteve com Moedas no governo de coligação de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas vê o autarca com capacidade para gerir a frágil solução política em que a câmara e a assembleia municipal ficam, tendo em conta a maioria de esquerda em ambos os órgãos. “Não há como escamotear: há uma maioria que lhe é adversa formalmente. Isso vai exigir muita negociação e estabelecimento de pontes, que não lhe são alheias. Quando esteve no governo, não só fez muitas dessas pontes como as trabalha bem. Aliás, faz um trabalho apurado – há, até, quem o acuse de ser muito técnico. Mas é porque ficam surpreendidos com o facto de ser um excelente técnico, e agora vai poder mostrar que é um excelente político”, aponta Paula Teixeira da Cruz, ex-ministra da Justiça e antiga presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, a quem, em 2009, na sua saída desse órgão, todas as bancadas – da direita à esquerda – elogiaram a capacidade negocial durante um período difícil da autarquia, que incluiu a queda de um executivo por suspeitas de corrupção, a gestão do município por uma comissão administrativa durante meses e ainda eleições intercalares, ganhas por António Costa com uma maioria relativa. 

De acordo com a ex-vice-presidente da direção de Passos, “obviamente que a dimensão de vitória surpreendeu quase todos, e quem disser o contrário estará a faltar à verdade, porque ultrapassou as expectativas, tal como em 2001”. “O PS pode ter a tentação de precipitar novas eleições, porque é difícil digerir uma derrota após 14 anos. Mas Carlos Moedas nunca tratou mal ninguém – está na sua natureza. É uma pessoa naturalmente exigente e afável, que cria empatias. Por isso, é a pessoa ideal para estabelecer essa negociação permanente”, defende Teixeira da Cruz, que aponta a fórmula a seguir: “É importante que se rodeie de pessoas que possam fazer essa ponte política e a negociação permanente. E ter uma boa equipa técnica e de imprensa, porque a atual câmara comunicou bem demais.”

Política de consensos Foi elogiado da direita à esquerda, e até por António Costa o seu percurso como comissário europeu foi reconhecido. Em 2019, o primeiro-ministro disse que a relação entre os dois era “impecável”, “acima dos partidos”. Aqui, com Passos Coelho, António Costa, Jean-Claude Juncker e Vítor Gaspar

As características apontadas por Paula Teixeira da Cruz são desconhecidas por muitos que só contactaram com Moedas após 2011. Para trás, além de uma passagem pelo setor da energia, na francesa Engie, em meados dos anos 90, o presidente eleito da autarquia de Lisboa havia estabelecido uma carreira no setor financeiro – já depois de concluído um MBA em Gestão na Universidade de Harvard. Passou pelo departamento de aquisições do Goldman Sachs, em que terá conhecido o já falecido economista social-democrata António Borges; ajudou a criar o Eurohypo AG, um banco detido Commerzbank e especializado em imobiliário; e, até à quase chegada da Troika, rumou a Portugal, onde se dedica à própria empresa de gestão de investimentos. É devido a esse currículo que Eduardo Catroga o leva consigo na comitiva do PSD para as negociações com o governo de José Sócrates, sobre o Orçamento do Estado de 2011.

Com as legislativas que se seguiram e o resgate financeiro do País, Passos escolheu-o para o cargo de intermediador entre executivo e credores. Desses tempos, reconhecem-lhe “uma grande capacidade de trabalho” e dizem ser “organizado e arrumado ao ponto de ser obstinado, controlador: tinha muita sede de antecipar tudo e de estar sempre preparado”. “A segurança que demonstra resulta de muita preparação”, disse à VISÃO quem trabalhou com ele na equipa que preparou aquela que ficou conhecida como a “saída limpa” do País, em maio de 2014, meses antes de rumar ao cargo de comissário europeu – para o qual o nome da então ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, chegou a ser apontado.

Família Moedas tem um casamento de mais de 20 anos com Céline Abecassis-Moedas, mãe dos seus três filhos (dois vivem em Portugal e uma está a estudar fora)

É desse período que Diogo Moura, líder da concelhia do CDS/Lisboa, se lembra de Moedas, ainda que só nestas eleições autárquicas tenha conhecido o social-democrata, por quem desenvolveu uma “admiração” imediata. “É um político diferente, um bom homem e que tem visão”, garante Moura, um dos dois vereadores centristas eleitos pela coligação Novos Tempos, que admite ter ficado com a sensação de uma possível viragem, no domingo, após a visita à unidade de higiene urbana, nos Olivais, dois dias antes. “Havia uma maioria silenciosa na rua que se notava que queria apoiá-lo. E naquele dia, nesse serviço, os trabalhadores vieram ter com ele e garantiram que iam votar na coligação”, revela, admitindo que a vitória de Moedas “é um sinal de que o País está farto das políticas do PS”.

No Hotel Sana, em Lisboa, quartel-general escolhido pela coligação, o ambiente na noite de domingo traduzia um sentimento que se vivia há semanas na São Caetano à Lapa, principalmente por quem geriu a estratégia do PSD à lupa nestas autárquicas: a incógnita. Só às 21 horas, quando as televisões apresentaram as primeiras projeções, é que, na sede nacional laranja, se começou a acreditar numa viragem. Apesar de os estudos de opinião, encomendados pelo PSD, mostrarem um crescimento qualitativo da simpatia por Moedas no contraste com Fernando Medina, “a expectativa não era de que pudéssemos ganhar”, assume o coordenador autárquico social-democrata, José Silvano. Essa expectativa chegou com as primeiras percentagens oficiais renhidas. No segundo piso da São Caetano à Lapa – onde a direção de Rui Rio esteve reunida toda a noite, longe dos olhares dos jornalistas –, “a tensão aliviou”, pois “havia hipóteses”.

“Lia muito, estudava muito”, diz o amigo de Beja
Em Beja, também se viveu uma madrugada de nervos. “Sentimo-nos sempre ao lado dele”, conta Nuno Palma Ferro, 51 anos, conterrâneo e amigo de infância de Moedas. Cresceram ambos na mesma rua, onde, à noite, a brincadeira de eleição eram as escondidas. Mas, à medida que iam crescendo, Carlos, “sempre pequeno e franzino”, dava mais atenção às atividades intelectuais. “Lia muito, estudava muito”, recorda o também colega de escola. O autarca estava sempre entre os melhores da turma, destacando-se na Matemática, e, por isso, os professores começaram a incentivá-lo a seguir Medicina. Sem sucesso: “O Carlos não podia ver sangue à frente.” Ainda falou durante uns tempos em Arquitetura, mas acabaria a estudar Engenharia Civil – até pelo facto de se poder mudar para a capital e descobrir um mundo “que sempre quis conhecer”. Nunca perdeu o contacto com Palma Ferro, que acabou por se ligar à política, tendo sido o candidato social-democrata à câmara de Beja, nestas autárquicas. “Mais depressa o via como grande financeiro do que como grande político. Aqui, o mais próximo que esteve da política foi como tesoureiro da associação de estudantes no liceu”, lembra o amigo, que consultou Moedas antes de aceitar ser o candidato.

Quanto valeu Moedas como comissário europeu?

Na Comissão Juncker, entre 2014 e 2019, geriu um dos maiores programas de Ciência e Inovação do mundo, no valor de 77 mil milhões de euros, e desenhou o programa Horizonte Europa, que totalizou 100 mil milhões de euros. Foi elogiado à esquerda e à direita, em Portugal

2,6 mil milhões de euros
foi quanto entregou a Portugal, através do Plano Juncker

251 visitas
aos então 27 Estados-membros da União Europeia

300 reuniões
com chefes de Estado, governos e deputados

530 discursos
proferidos durante os quatro anos

No horizonte, que estima ser o próximo ano de mandato, o líder do PSD/Lisboa, Luís Newton, crê que, “nas grandes reformas estruturais, Carlos Moedas vai necessitar de toda a capacidade negocial com um PS que tem uma visão completamente diferente da nossa”. “Ele tem as características determinantes que fazem um grande político, entre elas a natureza conciliadora, que tenta juntar visões opostas para melhorar o processo de decisão”, defende Newton, que terá a seu cargo a bancada do PSD na Assembleia Municipal – a escolha do futuro presidente deste órgão será um primeiro teste à sobrevivência de uma vitória, que, questionado pela VISÃO quanto ao seu simbolismo, Carlos Moedas fez questão de frisar que foi conquistada “por um projeto e não por esta ou aquela liderança partidária, nem por um Messias da direita”. Já Paula Teixeira da Cruz aponta o que muitos pensam: “O PSD, objetiva e inegavelmente, perdeu as eleições autárquicas e não pode cantar vitória. O que teve foi umas vitórias estrondosas e inesperadas em cidades como Coimbra, Portalegre ou Funchal.” “Agora, em Lisboa, dado o simbolismo e importância, ganhou uma pessoa que se chama Carlos Moedas, que reúne os requisitos de que o PSD precisa. Isto é um facto”, concluiu aquela que é uma opositora de Rio e que pertence à ala centro-esquerda do partido. * com João Amaral Santos

O dia seguinte Horas depois de ser eleito, Moedas cumpriu a primeira promessa da campanha e foi almoçar com os trabalhadores da higiene urbana e das oficinas do município, nos Olivais

A família do presidente

Ao lado do autarca está a sempre discreta Céline. Investigadora, gestora, académica e mãe dos seus três filhos

Carlos Moedas aguarda, sozinho, à porta de uma sala a “rebentar pelas costuras”, em autêntica ebulição. É assim, sozinho, que, segundos depois, atravessa a multidão que o aguarda, há horas, sem arredar pé, no Hotel Sana, junto ao Marquês de Pombal. E é assim, sozinho, que este pai de duas raparigas e de um rapaz, vive a sua vida pública, conservando o seu núcleo familiar.

A seu lado, há mais de duas décadas, está Céline Abecassis-Moedas, 49 anos, com quem casou em 2000 – e que assistiu ao discurso de vitória junto ao palco, de olhos emocionados, a uma distância discreta. Com raízes francesas, descendente secular de judeus sefarditas, Céline formou-se em Economia e Gestão pela École Normale Supérieure de Cachan e na Paris-Sorbonne. Por França, fez ainda o mestrado e o doutoramento. Abraçou a vida académica em 2002, na Queen Mary University of London e na MIT Sloan School of Management. É diretora académica do Center for Technological Innovation & Entrepreneurship, em Lisboa, professora afiliada na ESCP Europe, e docente na Católica Lisbon. É ainda administradora não executiva da CUF (desde 2016) e da Vista Alegre Atlantis (desde 2020). O livro O Papel do Design na Inovação (Universidade Católica Editora) é da sua autoria.

Residente em Campo de Ourique, desde que foi nomeado administrador da Gulbenkian, em 2019, Moedas tem motivos para afastar a família da vida pública: na memoria estão episódios como aqueles em que, devido às políticas de austeridade, foi ofendido na rua quando caminhava com o filho – hoje com 16 anos e um “ás” no ténis. Todavia, os filhos levam uma vida quase normal, que relatam nas contas de Instagram, criadas quando viveram em Bruxelas.

Tem uma irmã, que vive em Lisboa. Por Beja, está a mãe Lurdes, viúva de José Moedas, que faleceu em 1993, com uma doença provocada pelo alcoolismo, em que entrou nos últimos oito anos de vida – algo que o autarca já relatou como tendo sido uma “época dificílima”. Fotos de família? Para já, ficam guardadas no álbum.

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