Santo Infante: decoração 100% made in Portugal em casa aberta de Lisboa

Por estes dias nas ruas da Santos-o-Velho ouve-se pouco a língua portuguesa. Hordas de estrangeiros em mangas de t-shirt ocupam as esplanadas ensolaradas e aproveitam a oferta gastronómica que nos últimos anos apareceu na zona – um café-mercearia de onda biológica, um restaurante do Médio Oriente, uma pizzaria, um café para brunches… A contrabalançar esta avalanche, o edifício com o número 6 da própria Rua de Santos-o-Velho transpira Portugalidade por todos os poros. No piso térreo uma loja de traça antiga carregada de peças de artistas portugueses, daí para cima uma casa típica de Lisboa, inteiramente decorada com produtos de carimbo nacional. A façanha deve-se à equipa da Santo Infante, um projeto de decoração e arquitetura nascido este verão com o objetivo de provar que é possível fazer e decorar uma casa só com peças fabricadas – em muitos casos à mão – em Portugal e que, durante um mês se materializa numa casa aberta onde impera o bom gosto

Estabelecer ligações entre as marcas de design e decoração portuguesas é um dos objetivos da Santo Infante. © Marta Poppe

Paz e Gonçalo Braga são os irmãos fundadores da Santo Infante. No final do verão montaram uma loja-showroom-escritório na Avenida Infante Santo, uma ideia já antiga de Paz, arquiteta, que trabalhou mais de dez anos no Brasil, de onde trouxe esta vontade de usar “o local”, frisa, nos seus projetos. Agora, além de o fazerem na loja-mãe, abriram um projeto pop up dois em um: uma loja que funcionará até ao dia 8 de janeiro de 2022 e uma casa para visitar e participar em workshops, de portas abertas até 18 de dezembro deste ano. “Muito inspirada pela CASACOR, do Brasil, sempre pensei que fazia sentido termos o nosso próprio evento anual onde mostramos que é possível usar as peças portuguesas na decoração”, explica. A oportunidade apareceu mais cedo do que esperava, através de um trabalho de remodelação do prédio que os irmãos decidiram aproveitar enquanto não entrava em obras para testar o conceito.  

Num tempo recorde e com pouco investimento rechearam este T3 com paredes de azulejos e chão de tábua corrida numa montra onde expõem quase 70 marcas nacionais, espalhadas por todas as divisões. Nas paredes da sala há tapeçarias de Rita Sevilha e esculturas da grau cerâmica, a mesa está posta com talheres do escultor e joalheiro Sebastião Lobo e loiças da Sanpi, no teto, um bonito cadeeiro da Utu; o quarto tem têxteis da AMIDST studios, candeeiros de mesa de cabeceira da Musgo e uma cama da Join; o quarto dos miúdos tem brinquedos de madeira da So So; num pequeno corredor de acesso à casa de banho há um suporte para bicicletas do artista Miguel Saboya. E a lista continua por aí fora, com uma seleção cuidada de peças a fazer lembrar uma conta de Pinterest a três dimensões. Todas as peças podem ser compradas na loja pop up da Santo Infante, sendo as maiores disponibilizadas no final do projeto ou encomendadas no local. Para navegar entre elas, há catálogo em QR code disponível na casa.  

Há um catálogo disponível em QR Code para conhecer todas as marcas presentes neste projeto. © Marta Poppe

E porque as marcas portuguesas são o ADN da casa, mas não se esgotam apenas na decoração, a Casa Aberta tem uma agenda preenchida com workshops de outras áreas, além de receber joalheiros, marcas de café, de cerveja artesanal ou azeites. Nos workshops, dia 27 as portas abrem-se para receber os têxteis manuais de Rita Sevilha (€50), dia 4 de dezembro há estamparia manual em tecido e embrulhos personalizados com carimbos, com o Atelier Karaka (€45), e dia 11 a artista Rita Kroh ensina a fazer coroas de Natal com lã merino e flores secas (€50). Já nos ‘one day brand’, como lhes chamam, a agenda faz-se com a Jo Reid Jewellery, dia 3 de dezembro ou a Le Mot, dia 9. O calendário está já anunciado no site da Santo Infante, onde podem ser feitas as inscrições – necessárias apenas para os workshops. 

Last but not least, a Santo Infante tem os seus próprios cabazes de Natal organizados em três caixas temáticas, de edição limitada (20 caixas apenas de cada modelo), todas com ilustrações de artistas portugueses. A Santo Pão tem uma peça cerâmica da San Pi, um creme de avelãs da Gleba, uma faca Alentejo Azul e um trabalho da ilustradora Carolina Celas (€90); a Santo Grão traz cafés de especialidade da Sargento Martinho e da SO Coffee Roasters, uma colher do artista Sebastião Lobo, um individual Teresa Gameiro, entre outros artigos (€120) e a Santo Sabão tem um sabonete Daki, uma saboneteira Alentejo Azul, uma bolsa Noma e uma ilustração da artista Teresa Rego (€65). As caixas estão à venda na loja pop up e também na casa-mãe, na Avenida Infante Santo.

Porque a Santo Infante pode ter-se enchido de boas ideias para a época de Natal, mas é um projeto com muita vontade de crescer. A PRIMA gosta.  

As três caixas da Santo Infante estabelecem ligações entre várias marcas portuguesas. © Pauludiniz_photography

Loja Pop up Santo Infante Rua de Santos-o-Velho, 6-10. Loja até 8 de dezembro, Casa aberta até 18 de dezembro. Mais informações e reservas de workshops em www.santoinfante.pt 

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