CROWNSHY AT OUTPOST: exposição coletiva instalada nas divisões e jardim de uma casa histórica nas Azenhas do Mar

Atenção à navegação: CROWNSHY AT OUTPOST é uma oportunidade única de ver cerca de 100 peças de arte distribuídas de forma harmoniosa – e até humorística – por sete apartamentos e um jardim idílico de 9000 m2, em cima do mar. Única e limitada no tempo. Instalada na Outpost – Casa das Arribas, um refúgio hoteleiro nas Azenhas do Mar, em Sintra, tem entrada livre, inaugurou esta sexta-feira 5 e está apenas aberta até domingo, 7 de novembro.  

Pelas diferentes divisões do espaço, que incluem casas de banho, cozinhas e até uma sauna, Max Frisinger (n.1980), o curador e artista alemão espalhou os trabalhos de 30 artistas portugueses e internacionais, de forma bastante detalhada para que houvesse um ponto de contacto entre uns e outros. Tal como a sua vida, que tem sido passada a criar esculturas e instalações à volta da ideia de objet trouvé (arte encontrada) à qual dá nova vida, como também a descobrir e cruzar artistas, para montar exposições.  

Uma das peças de Max Frisinger, feita a partir de um antigo sistema de aquecimento, está em exposição no jardim da Outpost

A viver na aldeia do Penedo, também em Sintra, Max Frisinger teve há três anos uma residência temporária na Outpost – Casa das Arribas, propriedade de Chris Kraus, um refúgio hoteleiro construído a partir da reformulação de uma casa dos anos 40, do arquiteto Raul Lino, em frente ao mar. “Foi o Chris quem me desafiou a fazer uma exposição de arte aqui, que ocupasse todos os espaços do hotel. Sem barreiras, num jogo de brincadeiras com as várias divisões da casa.” Começou a prepará-la em janeiro deste ano, foi escolhendo artista a artista, peça a peça, e estudando os melhores sítios para as instalar – alguns tão bem selecionados que parecem estar ali desde sempre. “Com boa arte podes realmente mudar uma divisão”, diz, durante a visita guiada à imprensa. 

Peça de Rui Matos, um dos portugueses convidados para a exposição

Entre os nomes portugueses encontram-se Dalila Gonçalves, a apresentar um trabalho relacionado com a cerâmica e instalação; Rui Matos, com uma série de peças de ferro e de bronze espalhadas pelo jardim da casa; Patrícia Geraldes, que recorre a materiais naturais para representar a relação entre humanidade e natureza; e Joana Gonçalves Pereira, com peças que exploram a relação entre a durabilidade de objetos do dia a dia e a fragilidade da cerâmica – por curiosidade, uma das vizinhas do curador em Sintra. “O tema principal das minhas exposições é sempre a localização. Aqui não temos a típica galeria de arte das paredes em branco, nem o hotel que expõe arte, mas um espaço sem grande linha conceptual, que se aproveita também daquilo que o rodeia.” Muitos trabalhos foram colocados em lugares-chave com uma lógica própria, mas outras foram feitos para o local em si, como o quarto que Max chama de ‘fun room’, onde dois artistas se instalaram temporariamente para criar novas peças site-specific.  

CROWNSHY AT OUTPOST é uma exposição para visitar sem plano pré-definido, com atenção à forma como a arte de cada convidado comunica entre si e se liga à arquitetura do edifício – além de ser uma excelente ocasião para ver a belíssima Casa das Arribas.   

Todos os hotéis têm um néon e este é o da CROWNSHY, uma instalação da polaca Natalia Stachon

De sexta 5 a domingo 7 de novembro, das 11h às 19h, na Outpost – Casa das Arribas, Rua Dr. António Brandão de Vasconcelos, 35 – Azenhas do Mar . Entrada livre 

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