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À Noite na Cidade

Textos dos leitores

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Texto da leitora Rita Espírito Santo Varela, 11 anos, Castro Verde

Acabara de sair de casa, aquela cidade iluminava meus olhos.

Já de noite a luz da lua, batia com clareza na janela da minha sombra.

Sem saber para onde ir, comecei a caminhar em direção ao centro da cidade. De repente a minha sombra tinha-se afogado naquela calçada de Lisboa.

Fiquei triste, mas quando a primeira lagrima caiu sobre o chão, a minha sombra voltou a nascer, mas desta vez nasceu da cor de um diamante cor de mar.

Sentei-me numa pequena pedra para poder sentir o sofrimento de alguns, que sem uma migalha de pão, dormiam ali naquele lugar todas as noites.

E criando um amor com aquele lugar, jurei voltar ali todas as noites de luar.

Estava a ficar tarde, as ruas começavam a ficar desertas e as discotecas e bares calavam-se ...

Não tinha coragem pra me levantar dali, e em pouco tempo passei a ser mendiga por vontade própria...