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Uma Lisboa inclusiva e livre

Há quatro anos, os lisboetas e as lisboetas eram mais pobres, havia mais desemprego e muita gente abandonou a cidade

Não posso desligar a minha qualidade de lisboeta das minhas raízes ideológicas. Acredito que as cidades são lugares de enorme potencial para provar que o cosmopolitismo é o lado certo da História. Lisboa pode provar que a inclusão de todas e de todos beneficia a cidade e os seus habitantes, contrariando o racismo, a xenofobia, o sexismo, a homofobia e a transfobia, rejeitando, assim, o lado errado da História.

Um candidato ou uma candidata à CML não pode ser desligado da sua filiação partidária ou ideológica. Fernando Medina representa o socialismo democrático, filia-se num partido com provas dadas em matéria de igualdade e é por convicção que apresenta uma lista de candidaturas às juntas de freguesia absolutamente paritária (o que está muito longe de acontecer com Teresa Leal Coelho).

Fernando Medina começa por ser o único candidato que quer realmente ser presidente da CML. Não está a disputar concursos de popularidade, mas a dar continuidade a um projeto com provas dadas. Já demonstrou ter visão para a cidade. Fez obras absolutamente necessárias, cujos resultados estão à vista, sem medo da impopularidade, porque é sabido do incómodo que as obras provocam, porque é sabido que esse incómodo é explorado demagogicamente, mas hoje Lisboa está melhor e mais inclusiva.

Há quatro anos, os lisboetas e as lisboetas eram mais pobres, havia mais desemprego e muita gente abandonou a cidade. Quatro anos depois, é justo sublinhar a boa gestão de Fernando Medina: os impostos mantiveram-se no nível mais baixo, os pagamentos aos fornecedores foram feitos a tempo e horas, todas e todos assistimos à aposta na reabilitação urbana e a dívida da cidade foi reduzida.

Por outro lado, numa lógica inclusiva, as praças, as avenidas e os espaços verdes foram devolvidos às pessoas. Finalmente, foi clara a aposta nos direitos sociais, sem os quais não há liberdade. É por isso que hoje, com os novos tarifários da Carris, temos mais de 300 mil idosos a andarem de autocarro. 
É por isso que a economia de proximidade foi valorizada e que se investiu na cultura como pilar de desenvolvimento da cidade. É por isso que não houve hesitações na aposta na escola pública e no apoio aos bairros sociais.

É preciso acompanhar Lisboa e fazer mais. Fernando Medina percebe que a transformação rápida de Lisboa tem um lado bom da moeda e um lado mau – o da exclusão. É por isso fundamental reforçar a economia da cidade, fazer crescer a área de escritórios, reforçar a ligação às universidades, apoiar a cultura empreendedora, assegurar que o turismo cresce de forma sustentável e apoiar de forma mais intensa a economia de proximidade. O projeto de Fernando Medina passa por isto e por melhorar a qualidade de vida de quem vive e de quem trabalha em Lisboa, concretamente no domínio dos direitos sociais (como a escola, a saúde e o ambiente).

Uma das prioridades claras é, e muito bem, a promoção do transporte público. Lisboa cresce economicamente e aumenta o número das centenas de milhares de automóveis que diariamente entram e saem da cidade. Fernando Medina tem um plano bem delineado para a Carris e para a recuperação dos elétricos, tragicamente desmantelados há uns anos. É suficiente conhecer outras cidades pelo mundo fora para perceber que a resposta ao problema da mobilidade em Lisboa não é construir mais avenidas e mais faixas para automóveis, mas antes uma resposta estruturada no transporte púbico da área urbana.

Com a chegada da crise em 2011 fechou-se o crédito à habitação e ganhou força o arrendamento. Hoje, com a nova lei das rendas, não há preços acessíveis no arrendamento. Vivemos na incerteza quanto à nossa habitação e às escolas dos nossos filhos. 
E não há liberdade na incerteza.

Concretizar o direito constitucional à habitação não é fácil, mas há um caminho. Já está em marcha o maior programa de habitação pública das últimas décadas (lá está, há obra feita), mas Fernando Medina anunciou na sua candidatura uma solução urgente: será proposto ao Governo e aos grupos parlamentares a criação da figura do contrato de arrendamento de longa duração ou de duração ilimitada com um regime fiscal muito mais favorável para quem investe. Ganham os senhorios, ganha a cidade com a diversidade e ganham as famílias.

Os últimos quatro anos e o projeto concreto de Fernando Medina para o futuro são convincentes e credíveis. Quero uma cidade livre, porque igual. Fernando Medina esteve sempre ao lado da liberdade e da igualdade. É nesses valores, de resto, que a sua ação política se radica. Ninguém fica de fora.

(Artigo publicado na VISÃO 1277, de 24 de agosto de 2017)