Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Pesca artesanal em Sines: Viver do que o mar oferece

O Mar que nos une

Viagem fotográfica a bordo do "Cidade de Sines", pela lente de Arlindo Camacho. Um trabalho no âmbito do projeto O Mar Que nos Une, uma iniciativa da VISÃO em parceria com a Fundação Galp que esteve em exposição no World Press Photo, em Lisboa

As saídas para o mar são cada vez mais incertas. "A cidade de Sines" foi construída em 1992, e é hoje uma das poucas embarcações que ainda se dedica, neste porto, à pesca artesanal.
1 / 11

As saídas para o mar são cada vez mais incertas. "A cidade de Sines" foi construída em 1992, e é hoje uma das poucas embarcações que ainda se dedica, neste porto, à pesca artesanal.

A Nossa Senhora é uma figura marcante na embarcação. A fé e a religião acompanham sempre os homens que saem para o mar.
2 / 11

A Nossa Senhora é uma figura marcante na embarcação. A fé e a religião acompanham sempre os homens que saem para o mar.

A primeira luz da manhã, depois de uma madrugada de pouco peixe. Paulo Jorge Oliveira, 54 anos, é nascido e criado em Sines e passou as últimas três décadas no mar.
3 / 11

A primeira luz da manhã, depois de uma madrugada de pouco peixe. Paulo Jorge Oliveira, 54 anos, é nascido e criado em Sines e passou as últimas três décadas no mar.

A pequena embarcação "Cidade de Sines", que no passado chegou a ter seis homens a trabalhar em simultâneo, hoje em dia nunca vai ao mar com mais de três. O pouco peixe e o baixo de valor de venda não compensam os custos.
4 / 11

A pequena embarcação "Cidade de Sines", que no passado chegou a ter seis homens a trabalhar em simultâneo, hoje em dia nunca vai ao mar com mais de três. O pouco peixe e o baixo de valor de venda não compensam os custos.

Os momentos de antecipação e esperança. Nunca se dá por garantido o que o mar tem para dar.
5 / 11

Os momentos de antecipação e esperança. Nunca se dá por garantido o que o mar tem para dar.

Ricardo Cruz, de 53 anos, comprou em 1992 o seu primeiro barco e criou o próprio negócio. Diz orgulhosamente que é dos poucos que é mestre e armador: é o dono da embarcação mas também sai para o mar.
6 / 11

Ricardo Cruz, de 53 anos, comprou em 1992 o seu primeiro barco e criou o próprio negócio. Diz orgulhosamente que é dos poucos que é mestre e armador: é o dono da embarcação mas também sai para o mar.

O futuro preocupa o mestre Ricardo, mas diz que em enquanto tiver forças vai sempre voltar ao mar. É aqui que é feliz e se sente vivo.
7 / 11

O futuro preocupa o mestre Ricardo, mas diz que em enquanto tiver forças vai sempre voltar ao mar. É aqui que é feliz e se sente vivo.

Apesar de alguma escassez, a costa de Sines tem ainda uma boa variedade de espécies. Na imagem uma raia, muito presente nesta zona.
8 / 11

Apesar de alguma escassez, a costa de Sines tem ainda uma boa variedade de espécies. Na imagem uma raia, muito presente nesta zona.

Depois de limpas as redes e atiradas novamente ao mar, faz-se a separação do que foi apanhado por tamanhos e qualidades de peixe.
9 / 11

Depois de limpas as redes e atiradas novamente ao mar, faz-se a separação do que foi apanhado por tamanhos e qualidades de peixe.

Longe vão os tempos de grandes pescarias. Agora, "há dias que nem dá para tabaco". Os valores conseguidos com a venda são divididos por partes iguais: depois de pagar as despesas com o combustível, o valor é dividido pelo barco e por cada um dos tripulantes.
10 / 11

Longe vão os tempos de grandes pescarias. Agora, "há dias que nem dá para tabaco". Os valores conseguidos com a venda são divididos por partes iguais: depois de pagar as despesas com o combustível, o valor é dividido pelo barco e por cada um dos tripulantes.

11 / 11

“Onde anda o peixe?” é a pergunta que se ouve a bordo do “Cidade de Sines”, uma das poucas embarcações que ainda se dedica à pesca artesanal neste importante porto português. Uma história de esforço, respeito, fé e partilha, pela lente do fotógrafo Arlindo Camacho, para ver nesta fotogaleria.

Arlindo Camacho é desde cedo apaixonado por fotografia. Colabora com vários órgãos de comunicação nacionais, entre os quais a VISÃO e a PRIMA, e realiza vários projetos artísticos e documentais.

O Mar Que nos Une é uma viagem emotiva e informativa à volta dos mares que unem Portugal Continental, Açores, Espanha, Brasil, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Uma exposição promovida pela Fundação Galp, em parceria com a VISÃO, que esteve em exposição no âmbito do World Press Photo.