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Perfil

Carmo Machado

Carmo Machado

ENSINO

Carmo Miranda Machado é formadora profissional na área comportamental e professora de Português no ensino público há vinte e sete anos, tendo trabalhado com alunos do 7º ao 12º anos de escolaridade. Possui um Mestrado em Ciências da Educação (Orientação das Aprendizagens) pela Universidade Católica Portuguesa e tem como formação base uma Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa. Tem dedicado a sua vida às suas três grandes paixões: o ensino, a escrita e as viagens pelo mundo. Colabora na Revista Mais Alentejo desde Fevereiro de 2010 como autora da crónica Ruas do Mundo, tendo ganho o Prémio Mais Literatura atribuído por esta revista nesse mesmo ano. Publicou até ao momento, os seguintes títulos pela editora Colibri: Entre Dois Mundos, Entre Duas Línguas (2007); Eu Mulher de Mim (2009); O Homem das Violetas Roxas (2011) e Rios de Paixão (2015).

  • O dia seguinte

    Depois das eleições de domingo, nada voltará a ser como era. Explico porquê. Após o jogo do gato e do rato levado a cabo pelos principais partidos no que aos professores diz respeito, constatámos duas possibilidades preocupantes: ou os professores gostaram deste jogo ou então, dada a percentagem de abstenção (45,5%) ter sido recorde nestas eleições, os professores não foram sequer votar. Então, o que nos resta agora?

  • Sim, Senhor Ministro

    Dê-nos uma boa razão, Senhor Ministro, ou, por outras palavras, se em vez de político o Senhor Ministro fosse professor, a que estratégias automotivacionais recorreria para encontrar a energia, o ânimo, a alegria para fazer a diferença na vida dos seus alunos, algo que os professores fazem dia após dia, ano após ano?

  • A arma da avaliação

    Ao comparar os alunos uns com os outros e ao transformar toda a informação obtida através dos dados recolhidos sobre cada aluno numa mera escala numérica, a avaliação apresenta um efeito redutor. A opinão da professora Carmo Machado

  • A profissionalidade do(c)ente

    Qual a especificidade da profissão docente? Encontrar-se-á esta na capacidade para convocar e fazer reuniões com pais e encarregados de educação? No levantamento de processos disciplinares? No encaminhamento de alunos para aconselhamento psicológico? A professora Carmo Machado reflete sobre o que é que os professores fazem que mais ninguém pode fazer

  • Acabou-se a poesia

    "Paguei milhares de fotocópias do meu bolso, realizei visitas de estudo fora do meu horário de trabalho, fiz trabalho de secretaria que não me competia, levei de casa materiais que eram meus, imprimi com os meus próprios tinteiros centenas de testes, carreguei às costas o meu próprio projetor". O desabafo da professora Carmo Machado sobre o chumbo da recuperação total do tempo de carreira dos docentes

  • Eu parti o telemóvel

    Muitos dos nossos alunos estão na escola porque é obrigatório. Não têm escapatória. Podem tirar-lhes tudo, dentro da escola, e eles não reagirão. Tentem tirar-lhes o telemóvel e virá a mãe e o pai e a tia a exigir a sua devolução imediata. Preparem-se até para ser agredidos, se necessário for. Por favor, mas não lhe tirem o telemóvel! Se têm dúvidas, tentem!

  • A aula de português

    Com tantas obras literárias de estudo obrigatório e uma lista interminável de conteúdos gramaticais, alguns dos quais com nomes verdadeiramente pomposos, por vezes esquecemo-nos de que o domínio da língua e da linguagem deveriam ser o principal conteúdo da aula de Português

  • A agressividade na sala de aula

    Eu repreendi-o. Ameacei com a falta. Chamei para a mesa todas as regras que ele insiste em rejeitar. O meu aluno, aparentemente agressivo, começou a falar com uma velocidade estonteante e, quanto mais falava e se emocionava, mais gaguejava. Convoquei todos os Deuses do ensino para resolver a situação a bem, quando ouço, já com voz mais calma: "Só cheguei agora porque fui visitar a minha tia à prisão"...

  • Para que serve concretamente o que ensinamos?

    Como dar a volta aos conteúdos obrigatórios da disciplina de Português quando nem eu própria consigo explicar de forma convincente a utilidade prática da capacidade de identificar a função sintática do complemento oblíquo e do predicativo do sujeito numa frase?