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Perfil

José Mascarenhas

José Mascarenhas

AMESTERDÃO, HOLANDA Não há mesmo muito para dizer. Tenho 34 anos e nasci em Lisboa. Fui jornalista, guionista, criativo e professor. Trabalhei em eventos, em marketing e televisão. Tenho uma licenciatura e mestrado, que me enchem o peito mais que esteróides. Fiz de tudo, mais ou menos bem. Há um ano e meio fui trabalhar e viver para Budapeste. Agora estou por Amesterdão. Todos os dias sinto falta da praia, do mar, da comida, e por incrível que pareça, descobri um amor por Portugal que não julgava existir.

  • O meu país está a arder

    AMESTERDÃO, HOLANDA - O nosso respeito, a nossa admiração, a nossa compreensão nunca mais será vossa. Havia um país inteiro que esperava mais de vocês. E vocês falharam. Por isso calem-se. Não vos queremos ouvir mais. Não agora.

  • Já me lixaram

    AMESTERDÃO, HOLANDA - Basta dois holandeses estarem próximos, que há uma espécie de emparelhamento – estilo telemóvel e coluna de Bluetooth. Sabemos que não vamos falar com eles o resto da noite. É cultural

  • Os nossos

    AMESTERDÃO, HOLANDA - Viver longe também é perder. Tempo, amigos, momentos. Jantaradas, festas e conversas. É tentar encontrar e falhar. É ser e procurar. Lembrar e querer voltar a ter. É perdermo-nos por instantes fingindo que fazemos parte de algo, mas que afinal, no fim do dia, não há encaixe ou sinergia.

  • Maria Leal, aqui só para ti

    AMESTERDÃO, HOLANDA Não somos holandeses, apenas vivemos aqui. Não são os nossos actores, não lhes conhecemos a cara. E para ser sincero, até há um desinteresse em saber o que se passa. E não vem de desleixo, mas de um sentimento de que “não é nada connosco"

  • Esta crónica é sobre comida

    AMESTERDÃO, HOLANDA Aqui a comida é...não sei. Não sei mesmo. Sei que há muitos sítios onde se podem comer panquecas e lojas de queijo por todo o lado. E entrecosto. Não há restaurante que não tenha entrecosto no menu

  • O (outro) senhor do adeus

    AMESTERDÃO, HOLANDA Em Amesterdão também há um "Senhor do Adeus", menos simpático e mais louco do que o do Saldanha. Estas comparações são constantes. Diárias. Para bem ou para mal, quem está fora encontra sempre pequenos pontos de ligação ao que conhece e que lhe é familiar