Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Campanha para profissionalizar a prostituição na Irlanda

Sociedade

  • 333

Uma campanha fora do normal está a invadir as ruas da Irlanda. Não se trata da promoção mas de combate ao preconceito sobre o que é a prostituição, pela visão de quem trabalha no ramo

Um grupo de prostitutas irlandesas juntou-se para combater o preconceito em relação ao seu modo de vida através de posters oferecidos ao público em geral.

Os cartazes intitulados "Escolhi o trabalho que se adapta às minhas necessidades" pretendem mostrar as prostitutas como mulheres comuns e independentes, acompanhadas de frases quotidianas como, por exemplo, "preciso deixar o meu filho no treino de futebol, levar a minha filha à aula de dança irlandesa, pagar a hipoteca e as contas" com o desfecho "e sou uma profissional do sexo".

Segundo o site do movimento a ideia é humanizar e desmistificar a versão que existe à volta deste assunto, e apresentar uma versão equilibrada e realista da atividade, de uma forma natural, sem enaltecer ou vitimizar os homens e mulheres que optam por este ramo.

A campanha é intitulada de "Turn off the Blue Light" (Apague a luz azul) numa reação à campanha "Turn Off the Red Light" (Apague a Luz Vermelha), que luta pelo fim da prostituição no país.

Segundo as organizadoras tanto as representações negativas como as positivas da prostituição são nocivas. Se, por um lado, a imagem dos trabalhadores do sexo como vitimas exploradas e abusadas é incrivelmente negativa, a imagem de "prostituta feliz" que ganha dinheiro de forma glamourosa também não representa a experiência vivida por quem trabalha no ramo.

Apesar de na Grã-Bretanha e Irlanda a prostituição ser uma atividade não criminializada (desde que praticada por maiores de 18 anos), oferecer serviços sexuais nas ruas e administrar bordéis é proibido.