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Cidade americana tem plano para acabar com praga de gansos: matá-los para alimentar os mais pobres

Sociedade

Sharon Talson/Getty Images

Para combater a praga crescente que se tornou o ganso-do-canadá, Denver quer transformar o bicho em alimento para as famílias necessitadas

Já tinham tentado tudo para controlar a sua população de gansos-do-canadá, desde a lubrificação de ovos, uso de repelentes e ainda barreiras visuais para desencorajar os gansos a acasalar. A razão? São bichos protegidos pela Lei das Aves Migratórias. Mas perante a praga iminente, a Denver Parks and Recreation, que faz a gestão dos espaços verdes públicos naquela cidade americana, obteve autorização do governo estadual e federal para pôr esta tática mais radical em prática.

O programa em causa começou no início do mês, aproveitando que estas aves estão mais vulneráveis - porque mudam a pena durante junho e julho e não conseguem voar – e já tem o aval do Departamento de Agricultura (USDA), a assegurar que a carne de ganso-do-canadá é segura para consumo humano.

"A população de gansos residentes nesta área é demasiado grande e, se não interviermos, pode causar muitos problemas: excesso de pastoreio e de excrementos; doenças e ataques a humanos por aves agressivas, além da incrustação em reservatórios, relvados e outras áreas de lazer”, sublinhou a porta-voz do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Suzanne Bond, a defender a medida.

Há cerca de 5 mil gansos a viver na cidade, que há mais de 15 anos tenta controlar aquela população de aves. Segundo os responsáveis da cidade, o número excessivo de bichos levou já a um aumento de conflitos nos parques, destruição da vegetação, problemas de saneamento e má qualidade da água, entre outros.

“Temos tantas reclamações de pessoas que não conseguem sentar-se na relva por haver tanto cocó de ganso nos parques, mas tantos...”, assumiu também Scott Gilmore, vice-diretor executivo da Denver Parks and Recreation, à CNN.

O controlo da população e a regulamentação da carne para consumo humano serão conduzidos pelo Departamento de Agricultura, que no fim deverá doar a carne às organizações de apoio às populações desfavorecidas e também às instituições de reabilitação da vida selvagem.