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Cinco passos para proteger a sua privacidade. Agora

Sociedade

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Alexander Koerner/Getty Images

A divulgação, pelo WikiLeaks, de milhares de documentos que descrevem as sofisticadas ferramentas de espionagem usadas pela CIA para aceder a smartphones, computadores e até televisões com ligação à Internet, deixou no ar uma sensação de falta de privacidade

Entre as informações divulgadas pelo WikiLeaks, na semana passada, consta a alegação de que a CIA e outros serviços de informação seus aliados conseguem contornar o sistema de encriptação de serviços de mensagens populares como o WhatsApp e entrar em telemóveis, recolhendo "tráfego de audio e de mensagens antes da encriptação".

Alguns passos simples, no entanto, podem ser adotados desde já para proteção dos dados pessoais.

1 - Atualizar o seu smartphone

De acordo com os documentos, a CIA consegue controlar remotamente a atividade nos smartphones tanto com sistema operativo Android como com iOS. Os utilizadores devem atualizar os seus telemóveis com a última versão já disponível do sistema operativo e tanto a Google como a Apple já garantiram que vão resolver em breve as falhas que ainda existem (após o que será necessário nova atualização).

2 - Verifique a sua smart tv

Mais uma revelação: a CIA consegue, alegdamente, transformar as smart tvs em microfones, enquanto os aparelhos parecem simplesmente desligados. Segundo o WikiLeaks, este estado de "falso desligado" permite à agência norte-americana ouvir tudo o que se diz junto dessas televisões, enviando uma gravação para um servidor da CIA através da Internet. Pelo que se sabe até agora, só um conjunto de modelos da Samsung é vulnerável e mesmo assim implica o uso de versões antigas de firmware e, mais difícil, que um agente da CIA tenha tido acesso físico ao aparelho. De qualquer forma, pode garantir que isso não aconteceu desligando a tv e verificando se não há nenhum led azul na parte de trás. No menu principal pode ser qual a versão de firmware que está a usar e, caso não seja o mais recente e seguro, o 1118, atualizá-lo.

3 - Deixar de usar o Internet Explorer

Dos documentos divulgados na semana passada consta a informação de que a CIA usou uma "técnica muito simples" para roubar as passwords guardadas pelo browser da Microsoft. As versões 8,9 e 10 do Internet Explorer já não têm suporte há mais de um ano, sendo a 11 a única a receber atualizações de segurança. A Google já fez saber que resolveu a maioria das vulnerabilidades exploradas pela CIA.

4 - Não confie nos antivírus

"Os hackers da CIA levaram a cabo, com sucesso, ataques contra os mais conhecidos programas anti-vírus", denunciou o WikiLeaks. Avast, AVG, Bitdefender, Kaspersky, McAfee, Microsoft Security Essentials, Norton, Pandae Symantec estão entre os 21 produtos listados como vulneráveis.

5 - Leve os seus dados a sério

Não descarregue aplicações que não precise mesmo. O caso recente da muito popular app de edição de imagem Meitu é um exemplo: A troco de uns retoques nas fotografias, pedia um número desconcertante de permissões, incluindo contactos telefónicos, mensagens, números de IMEI, informações que enviava para servidores na China.