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Governo quer tratar os cigarros eletrónicos como tabaco tradicional

Sociedade

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Não são ainda claros os efeitos dos cigarros eletrónicos. Há quem defenda que são prejudiciais à saúde e países que os recomendam exatamente pela razão contrária. Por cá, o Executivo prefere trata-los como se fossem tabaco. Recorde o que a VISÃO já escreveu sobre o tema

O Governo está a preparar alterações à lei do tabaco que deverão entrar em vigor em janeiro. De acordo com o jornal Público, a nova abordagem do Executivo de António Costa vai no sentido de equiparar os cigarros eletrónicos ao tabaco tradicional.

O projeto de proposta de lei prevê, de acordo com aquele jornal, que passe a ser proibido fumar produtos de tabacos em combustão ou seja cigarros eletrónicos em todos os locais onde atualmente já é proibido fumar. As alterações visam proteger os cidadãos da exposição involuntária ao fumo e desincentivar a procura destes produtos.

No mesmo documento revelado pelo Público, vem expressa ainda a obrigação de as embalagens destes cigarros deverem passar a ter rótulos a alertar para os perigos que o seu consumo, pelo que passará a ser proibido comercializar os cigarros eletrónicos com referências a que este produto é menos nocivo do qu eo tabaco tradicional.

Esta decisão surge numa altura em que não é ainda claro se os cigarros eletrónicos são, ou não, inofensivos para a saúde. Há, aliás, opiniões bem contraditórias. Ainda em abril deste ano, por exemplo, a sociedade britânica de médicos propõe o cigarro eletrónico como forma de largar o vício.

Recorde aqui o que a VISÃO já publicou sobre esta matéria.