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10 estratégias para se tornar um grande comunicador

Sociedade

José Carlos Carvalho

No seu livro “Fale menos comunique mais”, Carla Rocha ensina dez truques para nos tornarmos grandes comunicadores

Márcia G. Rodrigues

Capa do novo livro de Carla Rocha

Capa do novo livro de Carla Rocha

Além de nos fazer companhia de segunda a sexta no seu programa “Rocha no Ar”, na RFM, Carla Rocha é também formadora na área da comunicação. O seu novo livro “Fale menos comunique mais – 10 estratégias para se tornar um grande comunicador” conta com exercícios, conselhos e dicas para uma comunicação eficaz, e nós resumimos as 10 estratégias essenciais para ser um grande comunicador.

Assertividade: não fique em cima do muro, escolha um dos lados

Para praticar a assertividade, a locutora de rádio dá três conselhos: pensar antes de falar, ser claro, direto e honesto e evitar dizem “sim” quando gostaria de dizer “não”.

Características da pessoa assertiva:

Sabe conversar adequadamente;

Expressa sentimentos;

Faz pedidos;

Responde a pedidos;

Resiste à pressão;

Aceita uma crítica;

Mostra interesse;

Pede desculpa.

Escutar: Ouça mais do que fala

Algumas táticas para praticar a escuta ativa:

Concentre-se na pessoa que fala consigo;

Repita na sua cabeça as mensagens-chave que recebeu;

Mostre que está a compreender o que lhe dizem mantendo contacto visual ou acenando com a cabeça;

Clarifique a informação. Repita o que lhe estão a dizer por palavras suas para se certificar de que entendeu a mensagem tal e qual ela foi transmitida;

Evite interromper ou orientar a conversa;

Encoraje o outro a falar;

Numa situação de conflito, liberte-se das emoções negativas. Controle as suas emoções e ajude os outros a controlarem as deles. Só o simples facto de mostrar que está disposto a ouvir e a compreender o outro tem um efeito apaziguador.

Simplicidade: fale português, fuja do “compliquês”

Carla Rocha explica a regra dos três “S”:

Seleccione: o que quer dizer? Reduza a informação ao essencial;

Simplifique: evite mensagens complexas, opte por mensagens de compreensão imediata;

Sublinhe: reforce a ideia do principal com uma frase memorável.

Não se esqueça de manter a mensagem curta. Quanto mais objetiva, mais simples e mais clara.

Conte mais histórias: abra o seu livro, revele-se

Conte histórias curtas, histórias emocionalmente curtas, histórias em que tudo correu mal.

Quando estruturar uma história deve ter em conta o seguinte:

A essência da história;

O acontecimento ou a situação;

As pessoas que entram na história;

O obstáculo que foi necessário enfrentar;

O processo escolhido para superar o obstáculo;

A resolução da história;

A lição aprendida.

Empatia: calce os sapatos dos outros, mesmo que lhe fiquem apertados

Para aumentar a sua capacidade de empatia, evite:

Julgar o outro enquanto ele fala ou tecer rótulos como “pouco inteligente”, “fútil”, “chato”, “preguiçoso”, etc;

Julgar de antemão o que é importante e o que não é em relação ao que o outro está a dizer – ouça com a mente aberta;

Comparar-se ao outro;

Querer responder rapidamente e interromper constantemente.

Mantenha a mente aberta: a arte de não se fechar na sua concha

Mantenha a mente aberta quando comunica:

Seja flexível. Não tente ter sempre razão;

Visões e opiniões são isso mesmo, não são verdades absolutas;

Procure ter autocontrolo nas situações mais desafiantes;

Escute atentamente o ponto de vista do outro e só depois responda;

Reflita, evite falar impulsivamente;

Não critique nada que não conheça;

Admita os seus erros. Com a atitude certa, até nos momentos de conflito pode aumentar a sua credibilidade;

Esteja aberto ao compromisso e à negociação.

Linguagem corporal: escolha bem o que diz, mesmo quando está calado

PROCURE:

Manter-se direito;

Movimentar-se q.b.;

Ocupar espaço, ganhar confiança;

Utilizar as mãos a seu favor;

Sorrir;

Manter o contacto visual;

Posicionar-se corretamente;

Dar exclusividade à outra pessoa;

Tirar partido da sua voz.

EVITE:

Cruzar os braços à frente (mostra que está na defensiva);

Pôr as mãos atrás das costas (revela autoridade);

Coçar a cabeça (revela dúvida e confusão);

Olhar em volta prolongadamente (revela desinteresse e aborrecimento);

Olhar para baixo (revela timidez ou falta de confiança);

Olhar de cima (revela superioridade).

Capacidade de mostrar: escolha as palavras mais nítidas e mais coloridas

Técnicas para desenvolver a capacidade de falar “visualmente”:

Manter a curiosidade de criança;

Usar analogias;

Descrever as suas personagens;

Interagir com a audiência.

Autenticidade: não se separe do que comunica

Seja autêntico. Incorpore aquilo que está a comunicar. Uma pessoa está mais propícia a adquirir um produto se o seu comunicador se apresentar de forma fidedigna e verdadeira. “Ser-se genuíno é fundamental para uma apresentação forte e memorável”, diz Carla Rocha.

Humor: o melhor ângulo é o positivo

“Há estudos que demonstram que o humor ajuda a aprendizagem e deixa a plateia mais recetiva à mensagem que estamos a passar. As pessoas com sentido de humor são percecionadas como boas pessoas.”, escreveu Rocha no seu livro.

Táticas para introduzir o humor na comunicação:

Use um vídeo engraçado para reforçar o seu ponto de vista;

Crie frases memoráveis e inusitadas para reforçar uma ideia que quer muito que a equipa retenha daquela reunião;

Use o seu material.