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Cientistas descobrem que ilhas da Nova Zelândia continuam a aproximar-se, dois anos depois do sismo

Mundo

Anastasia Raspopina/ Getty Images

Inicialmente, o sismo de 7.8 na escala de Richter fez as ilhas Norte e Sul aproximarem-se cinco metros, mas os especialistas descobriram agora que essa aproximação continua

Dois anos depois do sismo de Kaikoura, em 2016, ter aberto um recorde de 25 falhas, estas ainda estão a ajustar-se e a fazer com que as ilhas Norte e Sul fiquem cada vez mais próximas.

Segundo o GNS Science, o organismo nacional que se encarrega da geologia, geofísica e ciência nuclear, se a aproximação inicial foi de cinco metros, desde então, o Cabo Campbell, na Ilha Sul, está agora 35 centímetros mais perto de Wellington, na Ilha Norte.

Durante cerca de um minuto e meio, partes da costa de Marlborough elevaram-se mais de 6 metros, enquanto outras afundavam mais de dois. E além do movimento do Capo de Cambpell em direção a Wellington há outros deslocamentos a registar, entre os 5 e os 15 centímetros, em várias direções. Mesmo Welligton moveu-se cerca de 5 centímetros para nordeste desde o sismo.

Mesmo sem resposta, para já, à pergunta, parece claro à equipa de Hreinsdóttir que a ilha Sul vai continuar a aproximar-se durante os próximos anos, embora a um ritmo inferior.

O abalo de 14 de novembro, que surpreendeu os especialistas pelo número recorde de falhas de abriu e que foi descrito como "o mais raro do mundo", continua a ser alvo de várias investigações, tanto com base em dados recolhidos na altura, como em imagens de satélite, observações de campo e registos de GPS.