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Passageiros relatam que vítima chegou a ter metade do corpo fora do avião

Mundo

Reuters

O que era um voo normal transformou-se rapidamente num cenário de terror, quando estilhaços do motor partiram uma janela e uma passageira foi sugada para fora do avião. Foi a união de esforços a bordo que permitiu segurá-la, mas não foi possível salvar-lhe a vida

Os primeiros 20 minutos do voo 1380 da Southwest Airlines que fazia a ligação Nova Iorque-Dallas, EUA, com 149 pessoas a bordo, decorreram com toda a normalidade, interrompida pelo som de explosões, vindo do lado esquerdo do avião, ao mesmo tempo que caíam as máscaras de oxigénio. Lá fora, um dos motores aparentemente explodiu em pleno voo e os destroços destruiram parte da fuselagem e atingiram uma janela. No meio do pânico a bordo, os passageiros viram, entre incrédulos e aterrorizados, que uma mulher tinha sido parcialmente sugada para o exterior. Estavam a 10 mil metros de altitude.

Segundo um dos passageiros, a mulher em questão teve o corpo fora do avião "da cintura para cima" e só a intervenção dos outros passageiros permitiu puxá-la para o interior, onde uma enfermeira que estava a bordo tentou reanimá-la.

A mulher, que acabaria por morrer, foi, entretanto, identificada como uma executiva bancária do Novo México, mãe de duas crianças, pelo diretor da escola católica de Albuquerque frequentada pelos filhos, num e-mail enviado aos pais dos alunos. É a primeira vítima fatal de um acidente de aviação nos EUA com uma companhia norte-americana desde 2009, refere a Associated Press. O acidente provocou ainda sete feridos.

Segundo a AP, nas gravações entre a cabine e a torre de controlo uma tripulante não identificada terá dito que faltavam partes no avião, que havia um buraco e que alguém lhe tinha dito que um passageiro teria "saído para fora" da aeronave, presumivelmente pela janela danificada.

Quando o avião aterrou uma mulher foi hospitalizada em estado crítico, tendo os outros sete feridos recebido tratamento.

Os passageiros elogiam a atitude da tripulação, nomeadamente de uma piloto, que terá demonstrado, segundo relataram, "nervos de aço" e mantido a calma em toda a situação.

Segundo o presidente executivo da companhia aérea norte-americana Southwest Airlines, Gary Kelly, o avião não revelou qualquer problema na inspeção a que foi sujeito no passado domingo e conta com mais de 40 mil descolagens desde que está ao serviço da companhia - julho de 2000 - 10 mil das quais já depois da última revisão geral.

De acordo com um responsável dos bombeiros de Filadélfia havia uma fuga de combustível num dos motores quando os bombeiros chegaram junto do avião e um pequeno incêndio terá deflagrado, mas foi rapidamente controlado.