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Grandes Mistérios da História - Parte 2

Mundo

Quem descobriu a América? Hitler morreu mesmo no bunker em Berlim? Quem matou Kennedy? Estas são algumas das perguntas intrigantes que aqui se formulam – seguidas das respostas possíveis

Muitas interrogações vivem ao sabor 
das modas; outras 
são eternas.

Os maiores mistérios que nos envolvem 
são os da origem do Universo 
e do significado da vida e da morte. Mas, para esses, a lâmpada das ciências e o relâmpago das religiões dificilmente nos darão algum dia respostas definitivas. E se entretanto nos dedicássemos, neste verão escaldante e de forma amena, 
a tentar desvendar outros, mais ao alcance dos nossos cérebros? Foi no banho que Arquimedes formulou o seu princípio e à sombra de uma árvore que Newton descobriu a Lei da Gravidade…

Os enigmas do género dos aqui propostos prendem-se sobretudo com a História e, sendo reflexo das preocupações humanas, vão surgindo à luz do dia prêt-à-porter, ao sabor dos gostos e das modas. Um exemplo: ao contrário do que se passava há algumas décadas, hoje pouco ou nada se fala de objetos voadores não identificados (OVNI); em contrapartida, o romance best-seller de Dan Brown, O Código Da Vinci, fez crescer, já neste século, o interesse pelos enigmas relacionados com sociedades secretas e práticas iniciáticas. Mas, como se lê numa famosa passagem do Eclesiastes, “o que foi é o que há de ser e o que se fez se tornará a fazer, de modo que nada há de novo debaixo do sol”. Estes focos de interesse “novos” são, na verdade, muito antigos, e a eles outros se seguirão a seu tempo.

Algumas perplexidades, como as que se relacionam com a Atlântida, o Jardim do Éden ou o Dilúvio, são no entanto tão antigas como a linguagem escrita e resistem ao passar dos milénios. Outras não passam de faits-divers jornalísticos relativamente recentes embrulhados em teias intrincadas. O denominador comum é o signo do mistério, esse grande ponto de interrogação que nos desafia e nos fascina.

O marinheiro enigmático - Terá Cristóvão Colombo, cuja nacionalidade é ainda discutida, sabido que “descobriu” a América?

O patriarca de Veneza Albino Luciani foi eleito Papa em 26 de agosto de 1978. Ao saber do resultado da votação quis recusar o cargo, no que foi contrariado pelos colegas de conclave. Consta que terá comentado que outro merecia muito mais do que ele ocupar o lugar, referindo-se ao polaco Karol Wojtyla. Por fim, adotou o nome de João Paulo I,
rejeitou a coroação e recusou-se a ser transportado em liteira.

Passados 33 dias foi encontrado morto no seu quarto. A versão oficial é que faleceu vítima de enfarto, mas não houve autópsia. Não tardaram a surgir especulações acerca dessa doença súbita, associada a pressões exercidas sobre ele pela Cúria romana. Daí à 
teoria de que foi assassinado foi um ápice. No livro Em Nome de Deus
(D. Quixote), o investigador britânico David Yellop sustenta que foi eliminado por elementos da Cúria com ligações à Máfia por estar a tentar deslindar a trama dos obscuros negócios financeiros do Vaticano. O sucessor, eleito em 22 de outubro, seria exatamente o seu favorito, Wojtyla (João Paulo II).

Para adensar a dimensão misteriosa da história, uma revista de atualidades italiana contou que Albino Luciani visitou certa vez a irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra e que esta terá predito que ele um dia seria Papa, “mas por pouco tempo”.

Na América 
antes de Colombo - Terão os portugueses lá estado? É possível, 
mas sem consequências

O êxito de Cristóvão Colombo foi um balde de água fria para os portugueses. Desde o tempo do infante D. Henrique que andavam a explorar metodicamente o Atlântico, e afinal os louros da “descoberta” do Novo Mundo vinham coroar os espanhóis.

É certo haver referências a viagens de João Vaz Corte Real e, depois, dos seus filhos Gaspar, Miguel e Vasco Anes, à Terra Nova, mas, a serem reais, não tiveram continuidade. Aliás, só a de João Vaz seria anterior à de Colombo – e teria sido feita em parceria com a Dinamarca.

A Pedra de Dighton veio aumentar a confusão. Trata-se de um bloco encontrado num estuário do Massachusetts exibindo traços que podem ser interpretados como inscrições. A autoria dos riscos é atribuída, conforme os gostos, a autóctones, a fenícios, a vikings, a chineses ou a Miguel Corte Real. 
A existência de uma réplica desta pedra junto do Museu de Marinha, em Lisboa, pode ser considerada abusiva, como bem sugere Paulo Jorge de Sousa Pinto no livro Os Portugueses Descobriram a Austrália? (A Esfera dos Livros).

A pergunta do título remete para outro mistério. É provável que comerciantes portugueses do Oriente tivessem tocado na Austrália, mas uma vez mais sem consequências para o curso da História.

A colónia perdida - O que aconteceu aos habitantes de Roanoke?

O navegador e corsário inglês sir Walter Raleigh promoveu, em finais do século XVI, a fixação permanente de colonos na costa da atual Carolina do Norte. Com essa finalidade, grupos de ingleses foram deixados entre 1585 e 1587 na ilha costeira de Roanoke, onde eram periodicamente abastecidos por frotas. Mas um dia, ao chegarem ao local, os marinheiros não encontraram ninguém – os colonos tinham desaparecido sem deixar rasto. Tal sumiço deu azo às maiores especulações, levantando--se diversas hipóteses explicativas. Ter-se-ão assimilado às populações ameríndias? Foram chacinados por estas? Tentaram regressar a Inglaterra e naufragaram? Foram mortos pelos colonos espanhóis da Florida? Perguntas ainda sem resposta.

Os descobridores chineses 
do século XV - As frotas de Zheng He terão mesmo dado a volta ao mundo?

Na primeira metade do século XV, o almirante chinês Zheng He comandou, ao serviço do imperador da dinastia Ming, grandes viagens de exploração que alcançaram o Sudeste Asiático, a Indonésia, a Índia, Ceilão, a Arábia e a África Oriental até Moçambique. Neste tempo, estavam a iniciar-se, a partir de Portugal, os “descobrimentos” apadrinhados pelo infante D. Henrique. Se os navegadores das duas faces do mundo nunca chegaram a encontrar-se a meio caminho, foi porque os chineses desistiram do projeto de exploração, visto acharem que na sua terra tinham de tudo melhor do que encontravam fora dela.

Em 2002, um oficial reformado da Armada britânica, Gavin Menzies, publicou 
o livro especulativo 1421, o Ano em que os Chineses Descobriram o Mundo 
(D. Quixote), defendendo a tese de que os chineses quatrocentistas estiveram em todos os continentes menos na Europa. Os leitores ficam encantados, mesmo se não convencidos.

A morte e as mortes de Hitler - Virá a saber-se 
com absoluta 
certeza que 
o Führer morreu no bunker?

Segundo a tese comummente aceite, Adolf Hitler suicidou-se no seu bunker de Berlim no dia 30 de abril de 1945, quando as tropas soviéticas estavam prestes a tomar a capital do Reich. Um lacónico anúncio oficial do óbito foi lido no dia seguinte aos microfones da Rádio Hamburgo pelo almirante Karl 
Dönitz. Mas a dúvida permaneceu. Teria o Führer, à semelhança de outros dirigentes nazis, conseguido escapar à tenaz montada a leste pelo Exército Vermelho e a ocidente pelas forças aliadas anglo-americanas? Nesse caso, o refúgio mais provável do homem mais odiado do mundo seria o interior da América do Sul. Mas outras hipóteses foram também colocadas, como a Espanha franquista, a Angola sob a administração do Portugal salazarista e até… a Antártida. A mais célebre envolve a utilização de um submarino que o teria levado para a Argentina.

Como nasceram estes rumores? A atitude dos soviéticos contribuiu bastante. Com efeito, a 9 de junho de 1945, passado já um mês sobre a rendição da Alemanha, o marechal Jukov declarou numa conferência de imprensa: “Não identificámos o corpo de Hitler. Não posso dizer nada de definitivo acerca do que lhe aconteceu. Pode ter fugido de Berlim no derradeiro instante.” No dia seguinte, Jukov teve uma conversa sobre o assunto com o general Dwight Eisenhower, comandante supremo aliado na Europa, na qual foi abordada a possibilidade de o ex-Führer estar em Espanha ou na Argentina. Em reforço destas dúvidas, declarações feitas ao longo do verão por Estaline quase garantiam que Hitler não morrera. Em outubro, Eisenhower diria ter “razões para crer que ele estava vivo”. Uma investigação sobre os últimos dias de Hitler levada a cabo pelo historiador britânico Hugh Trevor-Roper acabaria, contudo, por fazê-lo mudar de opinião.

O caso pareceu ficar em banho-maria, mas na década de 1950 e princípio da 1960 surgiam periodicamente nos jornais de todo o mundo notícias dando conta de que Hitler tinha sido visto – quase sempre na América Latina, mas também em África (havendo mesmo o testemunho de um submarino não identificado ter sido avistado na costa de Benguela, em Angola, e de isso ter sido especulativamente relacionado com Hitler).

Seria preciso esperar até 1964 para que os soviéticos fizessem uma declaração formal, que se pode resumir como segue. A 3 de maio de 1945, o coronel Klimenko e os seus homens descobriram os cadáveres de Hitler e de Eva Braun “no fundo de um grande buraco com a forma de funil, debaixo de um monte de outros corpos e de detritos de toda a espécie”. Foi o interrogatório de elementos das SS que teriam assistido a esses enterros apressados que levou Klimenko a concluir que os cadáveres eram de Hitler e de Eva. Os russos decidiram por isso proceder a autópsias. No dia 9, as próteses dentárias encontradas na boca do corpo masculino foram reconhecidas como sendo as de Hitler pela assistente do dentista do ditador, o que seria confirmado pelo mecânico que as confecionara.

Portanto, tudo leva a crer que, a partir de 9 de maio – ou seja, desde o fim da guerra – os russos não tinham dúvidas acerca da morte de Hitler.

Todas as declarações segundo as quais ele estaria vivo eram, pois, contrainformação. Porquê? 
Talvez porque Estaline receasse que a revelação de que Hitler morrera conduzisse a uma desmobilização no Ocidente no tocante à total eliminação dos vestígios do nazismo. Mantendo os ocidentais vigilantes contra o perigo nazi, faria com que eles desviassem a atenção dos seus próprios projetos de domínio da Europa de Leste.

Voo de Lisboa para a morte - Porque foi abatido o avião em que seguia 
o ator Leslie Howard?

No dia 1 de junho de 1943, às 9h35, um aparelho da KLM operando ao serviço da BOAC levantou voo do Aeroporto da Portela, em Lisboa, rumo a Whitchurch, Inglaterra, com 13 passageiros. Azar. Daí a três horas era abatido por um aparelho da Luftwaffe alemã sobre o golfo da Biscaia. Ninguém se salvou. No contexto da II Guerra Mundial que decorria, o caso talvez não fosse espantoso, mas os jornais noticiaram-no com destaque. A explicação é esta: seguia a bordo o famoso ator Leslie Howard, o “Ashley” do recente êxito de cartaz E Tudo o Vento Levou.

Howard chegara a Lisboa a 28 de abril, deslocara-se a Madrid e voltara à capital portuguesa para tomar o avião de regresso a Inglaterra. As verdadeiras razões da viagem constituem o primeiro enigma ligado à sua morte. Viera oficialmente proferir palestras sobre teatro e cinema, mas na verdade captar simpatias para a causa aliada. Até poderia ser agente britânico. Acompanhava-o o seu gestor financeiro Alfred Chenalls, um homem forte, calvo e sempre de charuto.

Hospedaram-se no Hotel Avis e ali conheceram Calouste Gulbenkian, que lá residia. O calor estival da cidade levaram-nos a mudar-se para o Hotel Atlântico, no Estoril. A 8 de maio tomaram o comboio para Madrid, onde o ator deu também palestras, regressando a 20. À ida foi-lhe confiscado na fronteira de Marvão um embrulhinho alegadamente com meias de vidro que comprara em Lisboa. No regresso, ao tentar reaver o pacote, deparou com contratempos que o irritaram. Howard e Chenalls ficaram mais 11 dias na capital portuguesa, até 1 de junho, dia do fatídico voo.

Teria o avião sido abatido por acaso, ou por Howard estar a bordo? Teriam os alemães provas de que ele seria agente britânico? O alvo seria outro passageiro que não ele? Teria Chenalls sido confundido com o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, que seria assim suposto viajar no aparelho? Em abono desta possibilidade, o próprio Churchill escreveu: “Quando o voo comercial regular estava prestes a partir do aeroporto de Lisboa, entrou no aparelho um homem forte fumando charuto. 
Os agentes alemães no local assinalaram então que eu estava a bordo.

[…] Um aparelho alemão recebeu logo ordem de descolagem, e o indefeso avião foi implacavelmente abatido. Treze passageiros morreram, e entre eles o bem conhecido ator britânico Leslie Howard […]. A brutalidade dos alemães apenas foi ultrapassada pela estupidez dos seus agentes. Como pôde alguém imaginar que, com todos os recursos da Grã-Bretanha ao meu dispor, eu tivesse comprado bilhete para um avião desarmado e sem escolta e voado de Lisboa para casa em plena luz do dia?”

Uma certeza no meio das dúvidas: o trágico voo de Leslie Howard é um dos mistérios românticos da II Guerra Mundial – e da História.

Quatro tiros em Dallas - A quem atribuir a autoria 
do assassínio mais mediático 
do século XX?

O Presidente John Fitzgerald Kennedy (JFK) tinha muitos inimigos na conservadora cidade de Dallas, Texas, mas isso não o impediu de percorrer as suas ruas num automóvel aberto, no dia 22 de novembro de 1963. O principal objetivo da viagem era obter o apoio do governador John Connally para a sua recandidatura presidencial, no ano seguinte. Quando o carro em que seguiam os casais Kennedy e Connally passou diante do Depósito de Livros da cidade, foram feitos disparos de uma janela alta, que atingiram mortalmente JFK e feriram o governador. O cidadão Abraham Zapruder filmou tudo com a sua máquina de amador. Pouco depois, um jovem de 24 anos chamado Lee Oswald era preso à porta do Depósito, após ter abatido um polícia. Seria por sua vez abatido dois dias depois, durante a transferência da esquadra para o gabinete do xerife, pelo proprietário de um clube noturno chamado Jack Ruby.

Baseando-se no filme amador de Zapruder, uma comissão senatorial de inquérito concluiu que JFK fora atingido na cabeça por duas balas vindas de trás e de cima. Mas na década seguinte, em 1977, entra em cena outro elemento de prova: o gravador de um dos polícias que escoltavam o cortejo. Técnicas mais aperfeiçoadas permitiam que se escutasse na gravação ruídos que pareciam ser vários tiros. Experiências efetuadas no local levaram à conclusão de que, efetivamente, tinham sido feitos quatro disparos no dia da tragédia, sendo até possível determinar de onde tinham partido as balas. As de Oswald confirmaram-se, mas veio juntar-se-lhe uma disparada de uma pequena elevação. Já antes testemunhas se tinham referido a disparos feitos daí, mas a comissão senatorial e o FBI tinham-nos ignorado. Voltando ao filme amador, os investigadores da segunda vaga notaram que, após os tiros que lançaram a cabeça de JFK para a frente, um último arremessou-a para trás, o que não se coadunava com a localização de Oswald. E, em 1979, a nova comissão de inquérito concluiu que JFK fora “provavelmente assassinado em resultado de uma conspiração”. Mas que conspiração?

Aqui, teremos de voltar a Oswald. Natural de Nova Orleães, esquizoide, passara a adolescência em asilos. Em meados da década de 1950 alistou-se nos Marines e tornou-se um leitor voraz de obras teóricas marxistas, entusiasmando-se com Fidel Castro e a revolução cubana. Aos 19 anos conseguiu reunir dinheiro para visitar a URSS, cuja cidadania solicitou e que lhe foi negada. Mas permaneceu lá uns tempos, casado com uma russa, após o que, num dos volta-faces que sempre caracterizaram a sua vida, pretendeu – e conseguiu – regressar aos EUA levando a mulher e um filho recém-nascido. Antes de se ver envolvido no assassínio de Dallas, já alcançara a notoriedade mediática como “o homem que desertara para a URSS e voltara”. Em 1963 trabalhava no Depósito de Livros de Dallas de onde disparou contra JFK. Dias antes, o Presidente proferira um discurso violento contra Fidel e Cuba. Terá tomado a decisão súbita de matar JFK? Ou fazia parte de uma conspiração soviética ou cubana? Nesse caso, porque não foram salvaguardadas as suas possibilidades de fuga?

Outra tese atribui a culpabilidade à Máfia, sabendo-se que tanto JFK como o seu irmão Robert eram inimigos declarados do crime organizado. O mentor da conspiração seria nesta eventualidade um tal Carlos Marcello, “padrinho” de Nova
Orleães, que em 1957 fora deportado para a Guatemala na sequência das investigações de uma comissão senatorial liderada por Robert Kennedy. Marcello estava também furioso por JFK, após o fracasso da invasão da Baía dos Porcos, não conseguir derrubar o regime castrista, cuja implantação marcara o fim do florescente negócio de droga que mantinha na ilha. Regressado clandestinamente aos EUA, terá planeado vingar-se servindo-se de Oswald e Ruby como atiradores. Mas porque não recorrer a assassinos profissionais?

Outra teoria aponta para a possibilidade de o alvo não ser JFK, mas o governador Connally. Oswald escrevera-lhe da URSS quando ele era ministro da Marinha solicitando a revisão do processo de deserção dos marines – pedido que fora indeferido.

Quanto a Jack Ruby, visto como mentalmente instável, alegou querer ser “um herói nacional” – e, de facto, teve a “consagração” de jornalistas e outras testemunhas, ao ser aplaudido quando baleou Oswald. Condenado à morte, morreria de cancro antes da execução.

O mistério da morte de JFK continua por resolver.

O fim da diva - MarIlyn Monroe suicidou-se ou foi assassinada?

Na noite de 4 de agosto de 1962, a mais célebre das louras foi encontrada morta na sua casa de Los Angeles. O óbito seria classificado como “provável suicídio”, mas nem todos aceitaram a versão. Marilyn Monroe suscitou um sem-fim de boatos, e os mais persistentes diziam respeito a envolvimentos amorosos com os irmãos John, Robert e Ted Kennedy, todos casados e com carreiras políticas de topo. Em 19 de maio de 1962 ficou célebre a sua irrupção na festa de aniversário do já então Presidente JFK, no Madison Square Garden, envergando um vestido transparente e cantando com a sua voz sensual Happy Birthday, Mr. President. A certa altura, JFK afastou-a da sua vida, o mesmo fazendo Robert. Mas Marilyn chegou a confidenciar a uma amiga que ia casar com Ted. Terá a sua morte decorrido, efetivamente, de um ato de desespero?