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Há dez candidatos de origem portuguesa na segunda volta das legislativas francesas

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LOIC VENANCE / GettyImages

A grande maioria concorre nas fileiras de Macron. Em 2007 foram só dois os candidatos dr origem portuguesa a passar da primeira volta. Em 2012, já foram cinco

Dez candidatos de origem portuguesa terão passado à segunda volta das eleições legislativas em França, que vão decorrer no próximo domingo, de acordo com a associação de eleitos de origem portuguesa Cívica.

"Seriam dez candidatos de origem portuguesa, a grande maioria é de A República em Marcha, a maior parte teve mais de 25% dos votos e o caso mais interessante é na terceira circunscrição de Essonne, onde há candidatas com ligação a Portugal, Laëtitia Romeiro Dias e Virginie Araújo", disse à Lusa Paulo Marques, presidente da Cívica.

Na terceira circunscrição de Essonne, nos arredores de Paris, os eleitores vão ser confrontados com dois apelidos portugueses nos cartazes da segunda volta, com uma lusodescendente, Virginie Araújo, representante de a França Insubmissa, e uma francesa casada com um português, Laëtitia Romeiro Dias, candidata de A República em Marcha.

Com a etiqueta "Em Marcha!', do presidente Emmanuel Macron, foram apurados Dominique da Silva, na 7.ª circunscrição do Val d´Oise, Ludovic Mendes, na 2ª circunscrição de Moselle, Otília Ferreira, na primeira circunscrição de Charente-Maritime, e Paulo da Silva Moreira, na primeira circunscrição de Yonne, no distrito da Borgonha.

Perante a derrota histórica dos socialistas, há, pelo menos, uma lusodescendente que se mantém na corrida eleitoral, a deputada cessante Christine Pires Beaune que se recandidata a um cargo de deputada pela segunda circunscrição de Puy-du-Dôme.

De acordo com a associação Cívica, foram apurados, ainda, com a etiqueta A República em Marcha, Richard Ramos na sexta circunscrição de Loiret, e Diana André, na primeira circunscrição de Meuse, assim como Sophie Cruz de Os Republicanos, na décima circunscrição de Rhône.

O presidente da associação Cívica acrescentou que "na segunda volta em 2012 havia apenas cinco candidatos de origem portuguesa e em 2007 só havia dois".

"É visível o desenvolvimento da participação cívica e política dos portugueses residentes em França. Hoje, a cidadania francesa por parte dos descendentes dos portugueses é visível, há uma real participação. O papel da Cívica é fazer com que permaneça uma ligação com Portugal", acrescentou Paulo Marques.

O também vereador em Aulnay-sous-Bois, nos arredores de Paris, disse que vai enviar, hoje, um convite aos candidatos de origem portuguesa para integrarem a associação e "um dos objetivos é levar os futuros deputados a Portugal numa viagem de estudo e serem recebidos pelo presidente da República em outubro".