Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Estados Unidos: doentes mentais voltam a poder comprar armas 

Mundo

  • 333

Foi depois de um tiroteio numa escola primária no Connecticut, em 2012, que Obama reduziu o acesso às armas de fogo nos EUA

© Lucas Jackson / Reuters

Aprovada pelo Senado, é mais uma medida a querer reverter uma decisão de Obama

O Senado dos Estados Unidos aprovou a suspensão de um regulamento definido pelo ex-presidente Barack Obama para impedir que pessoas com doença mental pudessem comprar armas. A decisão está já a ser proclamada como uma vitória pelos grupos pró-armas, como a National Rifle Association (NRA)

Entre os 57 senadores que votaram a favor estão não só a totalidade de republicanos como vários democratas. Agora, só falta a assinatura do presidente Donald Trump, mas este já adiantou que ratificará a medida.

O regulamento tinha sido estipulado por Obama, no seu plano para controlar o acesso a armas de fogo, depois do massacre numa escola primária do Connecticut, em 2012, quando um jovem de 20 anos atirou a matar sobre 20 crianças e seis professores. O autor do tiroteio, Adam Lanza, seria posteriormente referido pelo irmão como alguém com distúrbios de personalidade.

A norma, que se estima abranger perto de 75 mil pessoas, exigia que a Segurança Social comunicasse ao Governo Federal os nomes das pessoas com historial de doença mental, e que recebiam ajuda estatal, para que não pudessem comprar armas.

O senador democrata Chris Murphy, eleito pelo estado do Connecticut, não conteve a indignação: "se são cidadãos que não controlam as suas finanças pessoais como podemos esperar que sejam proprietários responsáveis de uma arma de fogo letal e perigosa?", questionou, citado pela agência EFE.

As organizações que defendem o controlo ao acesso de armas também rejeitaram a medida em absoluto: "Não se iludam: esta votação trata de aumentar o conjunto de possíveis clientes da indústria do armamento, à custa de aqueles que já estão em risco de provocar danos em si próprios e nos outros", assinalou ainda Dan Gross, presidente da campanha que quer prevenir a violência com recurso a armas de fogo.