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Escócia abre a porta a referendo pela independência

Mundo

Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia

© Clodagh Kilcoyne / Reuters

Nicola Sturgeon, a primeira-ministra escocesa, diz que a opção "está em cima da mesa". Já Boris Johnson, possível sucessor de David Cameron em Downing Street, garante que "o Reino Unido não será menos europeu". As reações ao Brexit no Reino Unido

Rui Antunes

Rui Antunes

Jornalista

Os 32 círculos eleitorais da Escócia votaram a favor da permanência do Reino Unido na União Europeia. Mas o resultado global foi no sentido contrário, o que abre a discussão sobre o futuro do país que ocupa o norte da Grã-Bretanha. A realização de um referendo sobre uma possível saída do Reino Unido é uma hipótese já admitida pela primeira-ministra. Eis as reações dos principais líderes britânicos ao resultado do referendo de ontem.

Nicola Sturgeon, primeira-ministra escocesa: "A Escócia votou inequivocamente pela permanência, o que torna evidente que os escoceses veem o seu futuro como parte integrante da União Europeia. A hipótese de um referendo sobre a independência da Escócia está em cima da mesa."

David Cameron, primeiro-ministro britânico: "Tudo farei enquanto primeiro-ministro para estabilizar o barco nas próximas semanas e meses. Mas não penso que fosse correto da minha parte tentar ser o capitão que vai levar o nosso país rumo ao seu próximo destino. Acredito que é do interesse nacional ter um período de estabilidade e depois será necessária uma nova liderança. Não é preciso estabelecer já hoje uma data para isso acontecer, mas do meu ponto de vista devemos apontar para termos um novo primeiro-ministro em outubro."

Nigel Farage, líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP): "Não quero ser primeiro-ministro, quero tirar o Reino Unido da União Europeia. Quero ter um país normal que manda nas suas próprias leis."

Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista: "O país está dividido, mas é óbvio que aceitamos o resultado. Não me demito. Agora temos de nos organizar porque temos pela frente um desafio económico urgente."

Boris Johnson, candidato à sucessão de David Cameron no Partido Conservador: "O povo decidiu retirar o controlo de uma União Europeia que se tornou demasiado opaca e distante para as pessoas que é suposto servir. Mas isto não significa que o Reino Unido vai ser menos europeu. Não podemos virar as costas à Europa porque somos parte da Europa. Mas não há necessidade, no século XXI, de pertencer a um governo federal em Bruxelas como não existe em nenhum outro lugar na Terra. Foi uma ideia nobre no seu tempo, mas já não é certa para o nosso país."