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Troika: Quem manda (agora) aqui

Economia

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Os novos rostos da Comissão Europeia e do FMI indicarão uma mudança nas políticas austeras da troika? Conheça quem entra, quem sai e quem fica

ENTROU - JOHN BERRIGAN (CE). Este irlandês trabalha na CE desde 1986 embora, nos anos 90, tenha passado pelo FMI. É, desde 2010, diretor para a estabilidade financeira na Direção-Geral de Assuntos Económicos e Financeiros da CE. Tem-se dedicado à criação de uma união bancária europeia, tema em que é grande especialista
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ENTROU - JOHN BERRIGAN (CE). Este irlandês trabalha na CE desde 1986 embora, nos anos 90, tenha passado pelo FMI. É, desde 2010, diretor para a estabilidade financeira na Direção-Geral de Assuntos Económicos e Financeiros da CE. Tem-se dedicado à criação de uma união bancária europeia, tema em que é grande especialista

ENTROU - SUBIR LALL (FMI). O indiano de 44 anos é o terceiro rosto do FMI em Portugal. Chefiou o departamento da Ásia e Pacífico do FMI e, atualmente, é chefe das missões na Alemanha e na Holanda. Na Alemanha, Lall tem defendido uma suavização da austeridade e do controlo do défice para que a economia possa recuperar. Como será por cá?
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ENTROU - SUBIR LALL (FMI). O indiano de 44 anos é o terceiro rosto do FMI em Portugal. Chefiou o departamento da Ásia e Pacífico do FMI e, atualmente, é chefe das missões na Alemanha e na Holanda. Na Alemanha, Lall tem defendido uma suavização da austeridade e do controlo do défice para que a economia possa recuperar. Como será por cá?

MANTEVE-SE - RASMUS RÜFFER (BCE). O líder da delegação do BCE acompanha Portugal desde o início do resgate, em maio de 2011. A sua missão em terras lusas tem sido a de acompanhar o sistema financeiro nacional, com especial atenção à performance da banca
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MANTEVE-SE - RASMUS RÜFFER (BCE). O líder da delegação do BCE acompanha Portugal desde o início do resgate, em maio de 2011. A sua missão em terras lusas tem sido a de acompanhar o sistema financeiro nacional, com especial atenção à performance da banca

SAIU - ABEBE SELASSIE (FMI). O etíope liderou a missão do FMI em Portugal desde fevereiro de 2012. Economista formado na London School of Economics, trabalhou com países emergentes como a Roménia, a Tailândia, a Turquia ou a Polónia. Em Portugal, foi um grande defensor de um corte nos salários dos funcionários públicos
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SAIU - ABEBE SELASSIE (FMI). O etíope liderou a missão do FMI em Portugal desde fevereiro de 2012. Economista formado na London School of Economics, trabalhou com países emergentes como a Roménia, a Tailândia, a Turquia ou a Polónia. Em Portugal, foi um grande defensor de um corte nos salários dos funcionários públicos

SAIU - JÜRGEN KRÖGER (CE). Este alemão de 65 anos pediu a reforma. Com um perfil muito discreto foi, nos anos 80, responsável pelo departamento europeu do FMI. Na CE, era um dos diretores do departamento para os Assuntos Económicos e Financeiros. Esteve também na negociação do pacote de resgate grego
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SAIU - JÜRGEN KRÖGER (CE). Este alemão de 65 anos pediu a reforma. Com um perfil muito discreto foi, nos anos 80, responsável pelo departamento europeu do FMI. Na CE, era um dos diretores do departamento para os Assuntos Económicos e Financeiros. Esteve também na negociação do pacote de resgate grego

Os arrufos ainda estão bem presentes. Há dois meses, o Fundo Monetário Internacional fazia mea culpa pela situação na Grécia a dívida devia ter sido reestruturada logo desde o início, já que não era sustentável. E apontou o dedo: a Comissão Europeia está mais preocupada com o cumprimento das suas normas do que com o impacto das políticas de austeridade sobre o crescimento económico.

A resposta da CE foi violenta. O FMI, disse o comissário Olli Rehn, estava a "lavar as mãos" do que aconteceu na Grécia e a "atirar água suja" para cima dos europeus. E foi neste contexto que se começou a falar, numa surdina bastante ruidosa, num segundo pacote de resgate a Portugal levado a cabo apenas pela CE.

Coloca-se agora a questão: os novos líderes das duas missões a Portugal, do FMI e da CE, irão ter outra voz que se distinga da pura austeridade? Terá chegado a hora de, no terreno, a troika mostrar uma genuína preocupação com o desemprego e o crescimento económico?

Poder-se-ia pensar numa resposta positiva. Da parte do FMI, o indiano Subir Lall tem defendido uma suavização da austeridade na Alemanha, como forma de empurrar a economia. Já o irlandês John Berrigan, da Comissão Europeia, tem criticado a falta de reconhecimento dos países do centro em Europa em relação ao grande esforço que os mais periféricos têm feito. Estes são os sinais. Haverá quem ainda pague para ver?