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Incumprimento nas prestações à habitação atinge máximo histórico

Economia

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O Banco de Portugal confirma que o crédito malparado ultrapassou os 5 mil milhões de euros em Outubro. É no crédito ao consumo e nos empréstimos para outros fins, como educação e energia, que se verificam os incumprimentos mais elevados

Os créditos de cobrança duvidosa concedidos a particulares ultrapassaram os cinco mil milhões de euros, em outubro, dos quais cerca de metade são relativos à compra de habitação, segundo as estatísticas do Banco de Portugal.

Os bancos estão, a partir de hoje, proibidos de aumentar o 'spread' (margem de lucro) do crédito à habitação das famílias em condições especiais.

Dos 5 mil milhões de euros de créditos por cobrar em outubro, 2,2 mil milhões eram correspondentes a habitação, 1,5 mil milhões relativos ao consumo e 1,3 destinados a "outros fins", com o rácio de crédito vencido a atingir os 4,1%.

Em setembro, o malparado das famílias chegava aos 4,99 mil milhões de euros.

O incumprimento no crédito à habitação, que atingiu um novo máximo histórico em Outubro. O malparado neste segmento representava 2% do total de empréstimos concedidos.

É no crédito ao consumo e nos empréstimos para outros fins, como educação e energia, que se verificam os incumprimentos mais elevados.

O Banco de Portugal revela ainda que, pelo terceiro mês consecutivo, os portugueses continuam a retirar dinheiro dos seus depósitos a prazo. Só em Outubro levantaram 718 milhões de euros.

A proibição de os bancos aumentarem a partir de hoje os encargos com o crédito à habitação em caso de arrendamento da casa aplica-se caso haja mudança de local de trabalho de pelo menos 50 quilómetros ou um dos membros do agregado familiar tenha ficado no desemprego.

Os bancos não podem ainda aumentar os encargos na renegociação do contrato em caso de divórcio, separação ou morte de um dos cônjuges. 

Os bancos também só podem cessar o contrato de concessão de crédito à habitação se houver pelo menos três prestações não pagas.