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Famílias poupam 100 euros em janeiro com prestação do crédito à habitação

Economia

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O Ano Novo continua a trazer a queda da prestação para os portugueses com crédito à habitação, sendo janeiro o 14.º mês consecutivo em que as famílias poupam dinheiro no empréstimo pago à banca

Em média, segundo as contas feitas para a Lusa pela Deco/Dinheiro&Direitos, num empréstimo de 150 mil euros, as famílias poupam em janeiro de 2013 cerca de 100 euros face aos valores de há um ano.

Para um crédito de 150 mil euros a 30 anos indexado à taxa Euribor a três meses e um 'spread' (margem de lucro do banco) de 1,0 por cento, a prestação paga pelas famílias é de 495,31 euros em janeiro.

ara um crédito de 150 mil euros a 30 anos indexado à taxa Euribor a três meses e um 'spread' (margem de lucro do banco) de 1,0 por cento, a prestação paga pelas famílias é de 495,31 euros em janeiro.

Este valor significa apenas menos 0,49 euros face à estimativa da prestação de dezembro, mas já comparando com a prestação de janeiro de 2012 são menos 91,62 euros.

Também uma poupança significativa face há um ano terão as famílias com um crédito nas mesmas condições, mas indexado à Euribor a seis meses, a mais comum para quem compra casa em Portugal.

Uma família nestas condições pagará de prestação este mês 505,11 euros, menos 100,99 euros do que no mesmo mês de 2012. Face a dezembro, a redução é de 2,55 euros.

A queda na prestação do crédito à habitação resulta da queda das taxas Euribor (média das taxas praticadas pelos bancos no mercado interbancário), que têm estado a seguir uma tendência decrescente. Em dezembro, a média da taxa a três meses ficou nos 0,185% e a seis meses nos 0,324%.

Analistas contactados recentemente pela Lusa acreditam que as Euribor ainda têm margem para descer este ano, o que ajudará as famílias com créditos à habitação de alguns anos, cujos contratos têm 'spreads' baixos. No entanto, para quem comprou casa recentemente com recurso a financiamento bancário, a descida das taxas Euribor para mínimos históricos acaba por ser anulada pelo aumento dos 'spreads' praticados pelos bancos nos novos contratos.