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Nasceu o Reactor para levar a revolução digital à indústria

Economia

Levar o novo mundo tecnológico e digital à indústria de manufatura e alavancar e acelerar as boas ideias para que se tornem um negócio é o novo projeto da Porto Business School

Ajudar as empresas a perceber o novo mundo tecnológico e, com as novas ferramentas, potenciar os seus negócios é o propósito do projeto Reactor que acaba de nascer num espaço de 300 metros quadrados no Centro Empresarial da Lionesa, em Leça do Balio, Matosinhos. Liderado pela Porto Business School (PBS), este projeto terá duas frentes de atuação: uma de apoio à inovação, transformação digital e internacionalização das empresas, com serviços de consultoria; e outra de identificação de startups que necessitem de capital e know how técnico e tecnológico para crescerem e desenvolverem.

Na prática, o Reactor “será o braço armado da PBS para a área digital e tecnológica de ponta, de modo a que a indústria do norte, e não só, possa tirar o maior partido desta revolução digital que está a acontecer muito rapidamente. Há muitos processos produtivos de manufatura que podem ser alavancados por via do digital”, explica à Visão João Wengorozius Meneses, gestor do projeto e docente da PBS.

Será, portanto, um gabinete de prestação de serviços às empresas tradicionais, no sentido de usarem as tecnologias mais modernas, e enquadrá-las no que agora chamam Indústria 4.0. João Wengorozius Meneses deixa cair alguns exemplos, como a Super Bock /Unicer, o cluster automóvel ou o setor têxtil.

Programas de aceleração para startups

À PBS juntaram-se outros parceiros, como o fundo de capital de risco Bright Pixel , o laboratório de startups do grupo Sonae que em setembro anunciava ter oito milhões de euros para investir em áreas como o retalho, telecomunicações, cibersegurança e media. Mas a experiência adquirida será importante para “identificar boas ideias e transformá-las num negócio, fazendo um programa de aceleração e desenvolvimento”, especifica o líder do Reactor.

Mas não só. “É preciso mostrar às empresas que é importante estimularem junto dos seus trabalhadores o aparecimento de novas ideias que podem posteriormente ser autonomizadas e daí nascerem novos negócios”, acrescenta João Wengorozius Meneses, que pretende que o Reactor tenha um papel no aparecimento de aceleradores corporate.

E aqui entra outra teoria, como o design thinking, ou seja, “toda uma metodologia de promover a inovação e pensar os negócios de forma diferente”. Ou de “estabelecer uma filosofia de pensar as necessidades do cliente” e até antecipá-las.

Estando radicado no Grande Porto, mas assumindo-se como um projeto de dimensão nacional, o Reactor terá ainda oficinas de prototipagem, uma pequena área de coworking para instalação de unidades de negócio mais temporárias e rotativas, e também espaços para instalar startups e ajudá-las a levantar voo.

Além da Bright Pixel, surgem como parceiros deste projeto a operadora de telecomunicações Nos, a Beta-i e a Chain Reaction, bem como as câmaras do Porto e de Matosinhos.