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Chaíça desmente doping

Desporto

Alberto Chaíça, durante a Maratona dos Campeonatos da Europa de Atletismo de 2010, em Barcelona

GettyImages

Alberto Chaíça surgiu mencionado num artigo da VISÃO como um dos atletas da Conforlimpa apanhado nas malhas do doping. O ex-atleta explica agora o que levou ao teste positivo

Em dezembro 2004, Alberto Chaíça, então o melhor maratonista português, acusou positivo num teste antidoping, após uma corrida em França. A deteção da substância proibida levou a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla internacional) a recomendar a advertência ao atleta - facto que levou a VISÃO a incluir, num artigo recente sobre a Conforlimpa, o nome de Chaíça numa lista de desportistas da equipa que foram "apanhados nas redes do doping".

Esta semana, Alberto Chaíça contactou a VISÃO para contestar a sua presença no grupo de atletas com doping. O ex-maratonista explica que é asmático e que, por causa disso, tomava (como, aliás, ainda hoje faz) salbutamol, medicamento para o qual estava devidamente autorizado. No entanto, um atraso burocrático, por parte dos serviços médicos da Federação Portuguesa de Atletismo, de um dos exames a que se submetia regularmente (a cada seis meses) para comprovar a asma levou a que o organismo francês de controlo de doping ativasse o artigo relativo a esta substância, considerando Chaíça tecnicamente proibido de tomar salbutamol.

Mas depois disso, garante o antigo atleta à VISÃO, "França enviou uma carta a desmentir o positivo, em como o artigo foi mal aplicado, sendo que não podia ser sancionado". Na sequência deste caso, a IAAF concedeu-lhe mesmo uma Isenção de Uso Terapêutico, com validade de 4 anos.