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As 5 lições e regras do “Rei do Capital”

Web Summit

Marcos Borga

Criou a Blackstone com Peter Peterson aos 38 anos, com 400 mil dólares, em 1985. Quase 35 anos depois, Stephen Schwarzman está à frente da maior empresa de investimento alternativo do mundo, com 554 mil milhões de dólares de ativos sob gestão e atividades que se estendem ao imobiliário, ao private equity, hedge funds e crédito.

O “Rei do Capital” – termo por que é definido num livro de 2010 que analisa o percurso da Blackstone e do seu fundador - esteve esta terça-feira na Web Summit em Lisboa e deixou algumas lições para quem está a começar (ou a pensar começar) o seu negócio e explicou algumas das regras que usa para investir em empresas.

Resumimos as ideias de Schwarzman em cinco pontos:

Uma grande ideia

É essencial para começar algo novo: ter uma grande ideia. “Fazer um pouco melhor aquilo que os outros fazem é fácil, mas não é distintivo. Tem de se começar com algo invulgar.”

Atitude

A aventura de ser empreendedor não é igual para todos nem todos estão à mesma altura. “É muito solitário,” avisa o CEO da Blackstone. É preciso ter “atitude, aquilo que é preciso para concretizar. Nem todos estão preparados.” A este propósito recordou a angústia vivida, logo no início do seu negócio, de estar numa sala vazia em que o telefone não tocava.

Talentos

Não se é bom em tudo e, por isso, é preciso encontrar o parceiro que traga à organização as capacidades em falta, contratar os mais habilitados na equipa. “E os melhores já estão algures, por isso é preciso estar adequadamente financiado,” avisa. “É sempre melhor contratar alguém muito bom, mesmo que custe mais, do que ter pessoas que não conseguem acompanhar.”

Cultura

No momento de investir numa companhia, Schwarzman diz que além de olhar para o modelo de negócio, dá muita atenção à cultura e à excelência das empresas. E deu como exemplo o que diz ser a cultura da Blackstone: “completamente transparente, com pessoas inteligentes, trabalho em equipa, meritocracia e integridade”.

Tecnologia

Omnipresente e transversal, é atualmente a componente mais central no negócio: a tecnologia. “Ou és disruptor, ou será o teu modelo de negócio a ser posto em causa.” O CEO da Blackstone comparou o atual momento, de forte investimento nas tecnológica, à bolha de 2000 e conclui que hoje a situação é muito diferente, e para melhor. “As pessoas esqueceram isso [efeitos da bolha] neste ambiente, mas este ambiente é mais saudável. Há tanto dinheiro a ir para startups mas elas são tão transformadoras...”