“Este ainda é um vírus assassino e temos que ter um cuidado extraordinário para não achar que o vírus, por sua própria vontade, decidiu ser menos patogénico”, declarou Michael Ryan na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia, esta segunda-feira.
Os novos vírus estão sujeitos a evoluir e podem tornar-se mais ou menos patogénicos, mas quanto ao novo coronavírus, Ryan argumentou que “não se sabe” em que estado está.
Ryan acredita que as medidas tomadas por todo o mundo de restrição de contactos entre pessoas e tratamento atempado e isolamento de doentes podem estar a “reduzir o número, intensidade e frequência de exposição” ao vírus e que isso é que está a determinar uma redução do número de novos casos em países como Itália, que foi um dos países mais atingidos durante o pico da pandemia.
“Superficialmente, o vírus pode parecer mais fraco, mas talvez isso se deva a estarmos a agir melhor contra a covid-19, não porque esteja realmente a enfraquecer”.
Michael Ryan destacou que a situação mais preocupante verifica-se agora no continente americano, onde se localizam cinco dos dez países com mais novos casos diários, como os Estados Unidos e o Brasil.
O responsável da OMS manifestou preocupação especial com países como o Haiti, cujos sistemas de saúde, já fragilizados, não têm capacidade de lidar com um surto agudo.