“Não podemos ser contra o plástico e, ao mesmo tempo, contra o eucalipto”

“Não podemos ser contra o plástico e, ao mesmo tempo, contra o eucalipto”

Os centros urbanos portugueses estão preparados para os riscos atuais associados às alterações climáticas, mas têm de fazer mais para se adaptarem aos impactos que se anteveem e tomar as rédeas da mudança necessária. Essas são algumas das mensagens de Jorge Cristino, autor do livro A Missão das Cidades no Combate às Alterações Climáticas (215 páginas, €15, Guerra e Paz). O especialista defende ainda que a descarbonização implica fazer escolhas que podem ser difíceis, mas essenciais para acabar com os combustíveis fósseis, como a exploração de lítio. No entanto, avisa, o mundo rural deve ser compensado por isso e pelos serviços de ecossistema que nos presta.

As cidades estão preparadas para enfrentar os impactos das alterações climáticas?
Ao nível nacional, diria que sim. Mas isso num contexto dos riscos que vivemos atualmente. Se olharmos para a intensidade dos riscos que podemos viver daqui a 20 anos, não, nomeadamente na orla costeira, devido à subida do nível do mar. Mas há outros problemas. As cidades vão ser os locais mais vulneráveis à subida de temperatura. Não nos podemos esquecer de que ainda no ano passado tivemos o Canadá atingir 50 °C… Há riscos extremos e temos de adaptar melhor as cidades.

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