O preço de um mundo melhor: As taxas que vamos pagar para salvar o planeta

Chama-se “Fit for 55” (aptos para 55), numa referência ao corte de 55% das emissões de gases com efeito de estufa, até ao fim desta década, face a 1990, e promete ser uma revolução ambiental sem precedentes. A base da estratégia, apresentada em julho, é simples: taxar produtos e serviços com altas emissões, para acelerar a descarbonização, no caminho para a neutralidade carbónica, apontada a 2050.

A forma de cumprir o plano, no entanto, é complexa. Implica aumentar a produção de eletricidade no bloco europeu para 40% (hoje, ronda os 20%), implementar impostos transfronteiriços em produtos como aço, cimento e fertilizantes, criar um novo mercado de carbono para os combustíveis fósseis usados nos transportes rodoviários e na climatização dos edifícios, e impor novas “taxas verdes” no transporte marítimo e aéreo. Pelo caminho, fica sentenciada a morte dos veículos com motor de combustão, sendo na prática proibida a sua venda a partir de 2035.

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