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A omissão é uma arma

Tenta alertar para essa outra guerra que não tem drones, nem carros de combate, nem misseis XPTO. Apenas o tempo, a fome e comandados pelo general inverno

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A encomenda armadilhada

"Há casos e casos e o tribunal mediático raramente iliba alguém e quando condena é para a vida"

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Água mole em pedra dura tanto bate até que fura

Como fazer-lhe as perguntas certas, as que podem fazer soar campainhas para a violência, para os abusos, para o crime? Fiquei profundamente tocada pelo facto de haver médicos preocupados com estas situações. Médicos que querem ser médicos para todos, para todas

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2023: tempestade política perfeita

Estou desiludida e preocupada com o rumo e sobretudo com o jogo de tempos políticos que se desenham no horizonte e que extravasam o Partido Socialista ou o Governo

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Depois de mim o caos, o deserto, a catástrofe

O século em que vivemos é por excelência um século de mobilidade humana. As razões são várias desde as alterações climáticas à guerra, passando pela contração económica e por regimes totalitários, corruptos e desumanos. Estas condições são propícias ao aparecimento quer de redes de auxílio à imigração ilegal quer de tráfico

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O primeiro Natal em guerra

Cidades sem água, sem luz, sem aquecimento, esperam o Natal mais negro desde a grande fome! Aquela que é por excelência a festa da família vai chegar à Ucrânia e à Rússia desfalcada ou dividida, com membros precocemente mortos e outros em parte incerta

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Liberdade ou morte

Quer o que se passa na Ucrânia, quer as revoltas pela liberdade em países como o Irão, o Afeganistão ou a China, estão condenados ao fracasso porque de facto não interessa ao Ocidente que se mude o status quo pois tal pode colocar em causa interesses não divulgados

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O cerco

Atacar centrais de energia é facilitar em muito o trabalho do general inverno que provou, por mais do que uma vez, ser dono e senhor da guerra naquela região. Sucumbiram ao seu rigor exércitos tidos como os melhores e mais bem apetrechados do mundo à época

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A revolta saiu à rua

Não podem, no entanto, ser ignorados estes movimentos de contestação, este espírito de mudança que anda no ar e que se materializa em inúmeras manifestações de cidadãos anónimos que, aos milhares, saem para as ruas exigindo liberdade e direitos em países onde era impensável que tal viesse a acontecer

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Ó patego, olha a bola

A questão dos Direitos Humanos no Qatar não surgiu com o Mundial, nem agora que começou nem quando foi esse o país escolhido para o evento. Ele tem décadas de silêncio internacional! Décadas de olhares para o lado, de fingimento e de esquecimento

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As fortunas dos outros

Nos poucos meses que leva, o conflito alavancou a economia norte-americana, fez florescer a indústria do armamento, criou fortunas. Os únicos a quererem desesperadamente o fim das hostilidades são os que lhe sofrem as consequências sem terem qualquer papel na definição de políticas ou qualquer hipótese de decisão

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Mais vale um SNS na mão que um Twitter a voar

Somos um país com poucos recursos, onde nem tudo corre pelo melhor, onde a burocracia impera e ainda está imbuída dum certo espirito da “antiga Senhora”, duma certa propensão para a esgrima dos pequenos poderes. Mas o que nos falta em todas essas áreas, e sobretudo o que nos falta em termos de receitas, sobra-nos, extravasa-nos, em humanismo e noção de solidariedade

O “excesso” de turismo
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Chapeladas

Eu, como tantos outros, lembro-me de ter sido uma “piegas” tremenda quando fiquei sem subsídios, sem feriados e tive como empatia, da parte do então governo, duas frases lapidares : “aguentem-se!” e “emigrem”

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Administração Pública e a história de um clip

Não há gente a mais na administração pública. O que há são muitos chefes e poucos índios

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O fim da inocência

A forma de pensar dum russo é baseada na estrutura do jogo de xadrez e no desenho de cenários possíveis para cada problema, desde as questões mais comezinhas até às situações de guerra

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48 horas para mudar a vida

Imagine que tem vinte e quatro horas para deixar para trás toda a sua vida e fazer-se à estrada sem destino perfeitamente definido. Este exercício de imaginação poderá converter-se numa realidade que nos bata à porta em poucos anos

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O espelho do tempo

A Itália fechará as portas à imigração. Mas qual será o destino dos milhares de refugiados e requerentes de asilo, que ali permanecem a aguardar uma solução? Serão enviados de volta aos seus próprios países?

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Putin e a máquina de terror

As ameaças ao recurso a armas nucleares, ou a uma escalada da guerra que envolva as centrais nucleares, existentes sobretudo na Ucrânia, acontece sempre que a Rússia perde terreno para o seu adversário

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Patrimónios de segurança

Não querendo ser o arauto da desgraça, temo bem que estejamos no limiar duma grande ofensiva, já não apenas em relação à Ucrânia, mas a toda a Europa. Aliás, a crise energética e as suas consequências são exemplo disso mesmo

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'Winter is coming'

Receio que seja agora que a opinião pública se revolte e inverta a sua posição face ao conflito e que os partidos, sobretudo de extrema direita, apoiados pelo regime do Kremlin (Lenine rebola-te na tumba!!), ganhem novo fôlego

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LGBTQ+ : Os que nos são (in)diferentes

Numa perspetiva humanista e de inclusão, dever-se-ia dar uma atenção especial a este grupo que, no meio do horror das guerras, dos campos de refúgio, das recolocações, arrasta, para além de tudo o mais, o estigma e o opróbrio de serem “diferentes”