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Se calhar não é assim tão mau...

Há muito vínhamos alertando para o facto contra natura da decisão de atribuição do estatuto de Asilo ou Refugiado se encontrar nas mãos duma polícia

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Migrar é empreender

Todo o imigrante é, à partida, um empreendedor, pois que arrisca tudo em busca de um novo recomeço, uma nova vida, num desconhecido que embora o assuste não o demove

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Liderança, resiliência e solidariedade: o exemplo português

Se há uma coisa que o vírus não pede é passaporte ou NIF! Resultado: deparamo-nos com uma nova variante, uma nova vaga, com origem, presume-se em África, continente abandonado relativamente à distribuição das vacinas

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Afeganistão: um retrocesso de 20 anos

No Afeganistão de 2021, uma mulher que não tenha um familiar homem está condenada a morrer à fome, ao frio, à doença mais comum. Algumas vão sobrevivendo com a ajuda de vizinhos que não se reveem neste regime masculino e sobretudo misógino. Mas o medo tomou conta de todas as vidas, de todas as ruas

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Mais um inverno

Quanto a Marrocos, as portas de entrada são os pobres países do sul, que funcionarão, inquestionavelmente, como áreas de trânsito, mas que não têm a força de condicionar as decisões nem contrapor a inércia europeia. Não tenhamos dúvida: os próximos grandes movimentos migratórios serão rotas de Marrocos para Espanha e Portugal

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O exemplo de Aristides: heróis póstumos

A recente crise afegã, da qual ainda não começámos a sentir nem um décimo das consequências, veio colocar questões muito concretas relativamente à aplicação da Lei e desafiar os países a cumprirem o Novo Pacto Europeu para as Migrações que assinaram, mas que, aparentemente se mantem como letra, não morta, mas… caladinha, sem ondas

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Herois do mar, pobre povo

O descrédito no sistema político, ou melhor nos atores políticos e nas figuras públicas, leva a que o povo, que em democracia é quem mais ordena, comece a olhar em redor à procura de outras soluções, outros rumos. Assim se iniciaram as grandes ditaduras dos tempos modernos: com o aval, o voto e a participação ativa das massas cansadas do despautério público, das “xico espertices”, dos pequenos (e grandes!) atropelos à coisa pública

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Negacionistas, terroristas e outros istas

Não atender às necessidades de proteção destas pessoas que, muitas vezes são vítimas de situações criadas ou pelo menos fomentadas exteriormente, é negar a nossa matriz humanista de que nos orgulhamos. Como dizia alguém. “não há pessoas dispensáveis”, sem referir a sua origem em localização

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Vamos deixar morrer as mulheres afegãs?

De repente, começou o campeonato de futebol e por cá o espaço mediático voltou-se para as eleições autárquicas. A agenda política e pública mudou e tudo se diluiu na espuma dos dias. O Afeganistão ficou lá longe no esquecimento e com ele centenas, milhares de pessoas com sentenças de morte, abandonadas à sua sorte

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As mãos de Pilatos

Hoje olhamos o Afeganistão e trememos com as palavras ao vivo que nos chegam de quem sabe que vai morrer

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Migrantes? Afundem-nos

Portugal tem vindo a fazer grande notícia com o acolhimento de meia dúzia de refugiados. Portugal é um país com portos marítimos. Portugal necessita de imigração. Então porque carga de água não se “chega à frente” para acolher estas pessoas?

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"Nha sunhu": ou o sonho feito pó

É um filme sobre um jovem que vem para Portugal trazendo na bagagem o sonho de se tornar uma estrela de futebol. Joga a pré-época e depois… bem, depois fica ao abandono, tendo que sobreviver trabalhando numa fábrica até conseguir de novo ser aceite num pequeno clube

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Para mais tarde recordar

Para as gentes da raia, a fronteira é uma abstração que na maior parte dos casos apenas faz sentido formal. Não é raro antigos terrenos serem parte portugueses e parte espanhóis, numa situação que só representa algumas dores de cabeça aquando de partilhas. De resto ser “de cá” ou "de lá” é exatamente o mesmo

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Isto anda tudo ligado

Na altura a grande maioria das pessoas minimizava a situação olhando o fenómeno como o “disparate do CHEGA que não chegará a lado nenhum”. Porém, alguns mais alerta para os sinais dos tempos começavam já a temer o pior. E o pior estava à vista: uma geração que ainda não tinha direito a participar no ato eleitoral, mas que estava já a ser catequizada para uma visão do mundo dividido entre nós e os outros

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Os invisíveis

Foi aqui, em Portugal, durante a Presidência Europeia, na qual o tema das migrações foi central! Ou pelo menos, dizem-nos que foi, porque espremido acabamos por obter o quê? Meia dúzia de recomendações de gabinete de quem nunca viu o desespero nos olhos de quem chega

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Pessoa de bem, mas...

O programa Vistos Gold, que tanta tinta tem feito correr e que a UE se preparava para encerrar em toda a sua zona, pode voltar a ser reativado neste pós-hecatombe

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As burkas silenciosas

Há um grupo muitíssimo vulnerável e sobretudo silencioso, amordaçado, desconhecido. Trata-se das mulheres e crianças imigrantes, cuja história ainda se encontra por contar e sobre as quais o silêncio se impõe a dois níveis: ao nível da comunidade e ao nível das próprias vítimas

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Ceuta aqui tão perto

Os fluxos migratórios não se estancam – previnem-se. E a sua prevenção tem que ser feita, realmente, através de cooperação para o desenvolvimento nos países de origem

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O pecado dos inocentes

Fausto canta que “por mais que seja santa, a guerra é a guerra!” e é a mais crua e simples das verdades. Os que sucumbem aos ataques, quer dum, quer de outro lado, sangram da mesma forma, são filhos, pais, amantes, riram e choraram, tiveram dias de sonho e de angústia, partilham o mesmo destino humano

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Odemira: não há pior cego do que aquele que não quer ver

Odemira não é, nem nunca foi, um caso único. Odemira não é, nem nunca foi, um caso desconhecido. A exploração laboral de imigrantes não é exclusiva do setor agrícola, nem mesmo do setor primário. Odemira foi o abcesso que rebentou, é tudo!

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Menores em fuga

Um miúdo, que conheceu por acaso devido à sua profissão e por breves minutos, veio ao seu encontro desesperado. Trata-se dum menor do Kuwait, à guarda do Estado Português e que fugiu da instituição onde estava. Depois de ter dormido ao relento e cheio de fome, foi esperá-la à porta do trabalho e pediu ajuda