Uma Vez Por Semana

Um aeroporto em cada bairro

Pensem só: Se cada cidade, para além de Lisboa, Porto e Faro, tivesse o seu novo aeroporto, seguindo as boas práticas de Beja, o que não se pouparia nos orçamentos das famílias! Foi certamente este visionarismo que tramou o ministro das Infraestruturas e Habitação e provocou a inveja do senhor primeiro-ministro

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Liliana Aguiar, anões e a dopamina

Os estímulos no cérebro causados pela concordância da opinião virtual dos outros com a nossa provoca-nos dependência. Por outro lado, os estímulos no cérebro provocados por discordarmos violenta e virtualmente dos outros também nos provoca dependência

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Longe dos russos

Aqui perto do oceano longe dos russos, a fugir à ministra sobre o caos nos hospitais, à inflação na conta do supermercado e da bomba de gasolina, à subida das taxas de juro na prestação da casa, à condutora do tuk tuk que partiu a janela de um elétrico, à guerra que continua para lá do admissível

João Villalobos
Cavaco, agora, é contra a política de betão
Uma Vez Por Semana

Cavaco Silva, a Guiné e o Buçaco

O artigo, que António Costa afirma não ter lido - tal como aliás Cavaco assegurava não ter conhecimento de nenhuma das notícias que lhe eram desfavoráveis - é uma provocação ao atual primeiro-ministro

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Os portugueses, médicos e monstros

Que impulso selvático levou os portugueses a deixarem subitamente de fugir uns dos outros no passeio e agora se amontoarem em orgias de gente vestida?

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

O PSD e a varíola dos macacos

Eu cá não sou nenhum Vasco Pulido Valente (que já agora Pinto Balsemão detestava) mas admito que, com a idade, vou estando cada vez melhor vacinado para os ímpetos reformistas do PSD que têm o mesmo efeito na mudança estrutural do país do que uma aspirina contra a varíola dos macacos

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Raúl Minh’alma, as finanças públicas e Eleanor Roosevelt

Quando em novo, escrevi que as mulheres eram o princípio ativo do universo, tinha tudo para vir a ser o Raúl Minh’alma dos anos 90. Mas fracassei. Não duvidem, no entanto, que mantenho a mesma convicção. E quem sabe não vou a tempo? Como ele diria e para fechar com chave de ouro, “todos os dias são para sempre”. Até lá, se quiserem esta crónica, minha, autografada por mim, João Villalobos, estou ao dispor

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Não é a realidade que se engana

Nos tempos que correm, todos parecemos cada vez mais “injustas testemunhas”. Opinando com base em títulos de notícias que não lemos, escolhendo um lado e atacando o outro sem contemporizações, chamando “diálogo” e “debate” a pugilatos verbais

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Os comunistas, soldados da paz

Os comunistas portugueses de agora, esses verdadeiros soldados da paz, já não admitem belicistas

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

O Orçamento do Estado, Nabeiro e um conto sufi

Lembrando Guerra Junqueiro, o poeta que também foi político: “O sorriso que ofereceres, a ti voltará outra vez”. Pay it forward é o mote do patrão da Delta. E também deveria ser o daqueles que fazem os Orçamentos do Estado, só Deus sabe depois de quantas bicas

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Entre sovas e Kuznetsovas

A oeste uma estalada, a leste corpos minados. O contraste mediático é evidente

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Onde não se fala da Ucrânia

Foquemo-nos no que é importante: já temos uma Assembleia da República cuja composição promete elevar as audiências do canal parlamentar até às alturas de uma Sport TV, já temos um Governo funcional e que não inclui Graça Fonseca e já temos a seleção numa caravela a caminho do Catar, para nos dar alegrias primeiro e lágrimas depois

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Ucrânia e biscoitos de limão

Putin enviou esquadrões de execução contra o seu próprio exército com ordens para abater quem tentar fugir das tropas ucranianas. O mesmo que sucedeu em Estalinegrado, durante a 2ª Grande Guerra. A história repete-se, já o sabemos

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Célia, Marcelo e a poeira dos dias

Procuro na memória um momento ao qual associar esta cor e aquele que me ocorre é o do meu corpo de criança queimado na película de Super 8, escurecendo derretida pelo calor, o clac clac clac da película solta na bobina

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Entre a fome e o cozido de grão

Mesmo para este meu amigo que é uma excelente pessoa, diria até uma das melhores que conheço, neste momento, e a bem da verdade, a vida dos ucranianos só lhe ocupa uma das janelas abertas no browser das preocupações. As restantes são os problemas que já lhe entram pela porta adentro

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

As nossas vidinhas e a fadiga do mundo

Terão as nossas vidinhas espaço ainda para as histórias de ambos e outros como eles? As histórias de cá e de lá? “A indiferença é o sono da alma”, dizem-nos. Mas a alma também se cansa e tem sono, tantas vezes, nesta fadiga de sermos o mundo a que nos obrigamos todos os dias

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

A madrugada incandescente

Agora haverá novas mortes. Entre os que sobram, quem conseguirá ainda iluminar-se, por pouco que seja?

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Sócrates, Batatinha e companhia

Lá fora, nos países civilizados, é prática um ex-primeiro-ministro enriquecer proferindo conferências pelo mundo fora, partilhando os seus conhecimentos e experiência. Aqui, é-se substituído pelo ex-companheiro do Croquete

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Entre vaginas e homens grávidos

Com a distribuição da versão beta do iOS 15.4, a Apple lançou o emoji de um homem grávido. Porquê? É melhor nem saberem. Caso insistam na vossa curiosidade, limito-me a explicar que envolve a necessidade sentida de equiparar emojis com diferentes géneros

João Villalobos
Uma Vez Por Semana

Em defesa da felicidade

Precisamos de outros acontecimentos que nos animem, de preferência antes que a Rússia e a NATO desatem à estalada na Ucrânia e os ecrãs se encham de outras bazucas que não aquela de que tanto temos ouvido falar e nos deveria disparar notas de 500 euros, se ainda existissem (sabiam que o Banco de Portugal destruiu 950 milhões de euros em notas de 500? Boa sorte a explicarem isso aí em casa)

João Villalobos