Igualmente desiguais

Migrantes? Afundem-nos

Portugal tem vindo a fazer grande notícia com o acolhimento de meia dúzia de refugiados. Portugal é um país com portos marítimos. Portugal necessita de imigração. Então porque carga de água não se “chega à frente” para acolher estas pessoas?

Manuela Niza Ribeiro
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"Nha sunhu": ou o sonho feito pó

É um filme sobre um jovem que vem para Portugal trazendo na bagagem o sonho de se tornar uma estrela de futebol. Joga a pré-época e depois… bem, depois fica ao abandono, tendo que sobreviver trabalhando numa fábrica até conseguir de novo ser aceite num pequeno clube

Manuela Niza Ribeiro
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Para mais tarde recordar

Para as gentes da raia, a fronteira é uma abstração que na maior parte dos casos apenas faz sentido formal. Não é raro antigos terrenos serem parte portugueses e parte espanhóis, numa situação que só representa algumas dores de cabeça aquando de partilhas. De resto ser “de cá” ou "de lá” é exatamente o mesmo

Manuela Niza Ribeiro
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Isto anda tudo ligado

Na altura a grande maioria das pessoas minimizava a situação olhando o fenómeno como o “disparate do CHEGA que não chegará a lado nenhum”. Porém, alguns mais alerta para os sinais dos tempos começavam já a temer o pior. E o pior estava à vista: uma geração que ainda não tinha direito a participar no ato eleitoral, mas que estava já a ser catequizada para uma visão do mundo dividido entre nós e os outros

Manuela Niza Ribeiro
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Os invisíveis

Foi aqui, em Portugal, durante a Presidência Europeia, na qual o tema das migrações foi central! Ou pelo menos, dizem-nos que foi, porque espremido acabamos por obter o quê? Meia dúzia de recomendações de gabinete de quem nunca viu o desespero nos olhos de quem chega

Manuela Niza Ribeiro
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Pessoa de bem, mas...

O programa Vistos Gold, que tanta tinta tem feito correr e que a UE se preparava para encerrar em toda a sua zona, pode voltar a ser reativado neste pós-hecatombe

Manuela Niza Ribeiro
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As burkas silenciosas

Há um grupo muitíssimo vulnerável e sobretudo silencioso, amordaçado, desconhecido. Trata-se das mulheres e crianças imigrantes, cuja história ainda se encontra por contar e sobre as quais o silêncio se impõe a dois níveis: ao nível da comunidade e ao nível das próprias vítimas

Manuela Niza Ribeiro
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Ceuta aqui tão perto

Os fluxos migratórios não se estancam – previnem-se. E a sua prevenção tem que ser feita, realmente, através de cooperação para o desenvolvimento nos países de origem

Manuela Niza Ribeiro
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O pecado dos inocentes

Fausto canta que “por mais que seja santa, a guerra é a guerra!” e é a mais crua e simples das verdades. Os que sucumbem aos ataques, quer dum, quer de outro lado, sangram da mesma forma, são filhos, pais, amantes, riram e choraram, tiveram dias de sonho e de angústia, partilham o mesmo destino humano

Manuela Niza Ribeiro
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Odemira: não há pior cego do que aquele que não quer ver

Odemira não é, nem nunca foi, um caso único. Odemira não é, nem nunca foi, um caso desconhecido. A exploração laboral de imigrantes não é exclusiva do setor agrícola, nem mesmo do setor primário. Odemira foi o abcesso que rebentou, é tudo!

Manuela Niza Ribeiro
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Filhos de um Deus menor

De entre todas as problemáticas associadas aos fluxos migratórios e a posterior integração dos imigrantes nos países de acolhimento, a situação dos menores não acompanhados (ou falsamente acompanhados) é a mais preocupante

Manuela Niza Ribeiro
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Menores em fuga

Um miúdo, que conheceu por acaso devido à sua profissão e por breves minutos, veio ao seu encontro desesperado. Trata-se dum menor do Kuwait, à guarda do Estado Português e que fugiu da instituição onde estava. Depois de ter dormido ao relento e cheio de fome, foi esperá-la à porta do trabalho e pediu ajuda

Manuela Niza Ribeiro
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Cruel jogo de crianças

Ainda ninguém inventou uma vacina contra a estupidez do racismo e da xenofobia

Manuela Niza Ribeiro
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Votar: A integração completa

Não há grande informação sobre a forma de recenseamento ou os requisitos para o fazer. Resultado: temos um potencial eleitorado que fica de fora desta participação local

Manuela Niza Ribeiro
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Cabo Delgado: ver o filme ao contrário

O que se passa em Cabo Delgado não tem muito que ver com radicalismo islâmico. Esse é o argumento, a desculpa. O que se passa é uma luta pelo poder duma terra rica em matérias primas nobres. Os senhores da guerra não nascem de debaixo das pedras! São criados, apoiados, defendidos às vezes por governos ditos democráticos

Manuela Niza Ribeiro
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Passaporte Covid: Sim, não, assim-assim...

Contra ventos, marés e tempestades, continuo a considerar que a solidariedade é o que nos distingue dos animais (e se estes são solidários entre si!). Ora, um “passaporte” é, por definição, um documento de viagem e, como tal, olhando mais de perto a proposta, não se me afigura assim tão boa, porque é totalmente discriminatória para os cidadãos de países onde a vacina não existe

Manuela Niza Ribeiro
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SNS: Um serviço ao nosso serviço

Há uma faixa de cidadãos que tem sido um pouco esquecida e que me parece ser hora de olhar com um mais atenção: trata-se dos sem-abrigo e dos imigrantes que ainda se encontram em situação irregular, muitos deles por culpa da Administração

Manuela Niza Ribeiro
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Limpar a História, conspurcar o presente

Mais do que os brasões da Praça do Império ou derrubar o Monumento aos Descobrimentos, deveria preocupar-nos muito mais os indícios atuais de xenofobia e intolerância que surgem um pouco por todo o lado

Manuela Niza Ribeiro
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Radicalização "Made in Portugal"

Portugal é a minha “terra” como é do Sr. Ventura, como é de Mamadou, da Joacine , do Igor, do Mohammad ou outro qualquer que tenha decidido pedir a nacionalidade portuguesa e esta lhe tenha sido concedida

Manuela Niza Ribeiro
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Médicos imigrantes em Portugal: o esbanjar de uma mais-valia preciosa

A decisão política foi optar pela ajuda de profissionais europeus e não se socorrer dos (muitos) médicos e enfermeiros que se encontram em Portugal como imigrantes sem possibilidade de exercerem

Manuela Niza Ribeiro
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Os vírus do nosso desassossego

Qual a percentagem de RSI que é concedida à comunidade cigana? Que propostas de inclusão têm esses senhores para estes portugueses (porque SÃO portugueses)? Em quanto montam as contribuições dos imigrantes para os cofres do Estado?

Manuela Niza Ribeiro