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Mulher: uma condição perigosa

Morrer em consequência dum tiro, uma bomba… pode não ser imediato mas é “natural” dentro da anormalidade do que significa uma guerra. Uma violação, uma mutilação é algo que mata aos poucos, que fica com a vítima até ao final da sua vida

Manuela Niza Ribeiro
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De médico e poeta...

Ouvi o sr. bastonário explicar muito bem que o problema não está na Ordem dos Médicos, mas nos requisitos das Faculdades de Medicina. Mas então deverão os mesmos ser iguais e aplicarem-se da mesma forma a todas as nacionalidades. Enquanto isso, clamamos pela falta de médicos

Manuela Niza Ribeiro
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Justiça e vingança em tempo de guerra

Ver crianças pequeninas com réplicas de metralhadoras, espingardas, revólveres, a brincarem às guerras, devia dar-nos o tal murro no estômago de que falamos tanto mas que raramente sentimos de verdade

Manuela Niza Ribeiro
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O verdadeiro gatilho da guerra

Incontestável é também a garra e a forma inesperada com que a Ucrânia fez face a um opressor que, aparentemente, do ponto de vista militar, era muitíssimo mais forte. E o primeiro erro terá sido efetivamente este: a narrativa de David contra Golias não passava afinal duma parábola

Manuela Niza Ribeiro
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A NATO E a Europa D.C.

Esras duas adesões podem ter como resultado o adiamento, mais uma vez, da reestruturação da UE no que diz respeito à criação dum Sistema de Defesa e Segurança autónomo. Adiar essa decisão é apenas empurrar um problema que deixará sempre a Europa refém de Estados que, não fazendo parte da União mas sendo membros da Aliança Atlântica, podem usar o seu poder de veto

Manuela Niza Ribeiro
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Segurança: uma questão de saúde pública

Sou o mais possível a favor dum retorno à normalidade que não será mais aquela que conhecíamos, mas que é a possível e a adaptada à realidade em que nos encontramos. As regras básicas de higiene e de convivência social são, pois, de manter, por uma questão de proteção individual e grupal. Não já como uma imposição, mas como um exercício de simples cidadania consciente e responsável

Manuela Niza Ribeiro
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Solidários, sim. Acéfalos, não. A guerra da informação

Pergunto: alguém tem dúvidas de que os serviços de informações russo, ucraniano, israelita, americano… estão presentes um pouco por todo o lado, incluindo Portugal? É essa a sua função! Estabelecer “antenas” em diversos países, recolher e difundir informação

Manuela Niza Ribeiro
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O nosso homem em Moscovo

Guterres é o homem certo, no lugar certo, no momento exato! Foi um exemplar Alto Comissário para as Migrações e é um secretário- geral com a capacidade diplomática e a ponderação, essenciais num momento tão perigoso como este que vivemos

Manuela Niza Ribeiro
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O outsourcing da migração

Para agravar ainda mais a forma como a Europa (UE e não só) lida com esta situação, veio a público a subcontratação feita recentemente pela Inglaterra com o Ruanda, para que este país acolha todos os refugiados que pretendam ou se encontrem naquele país

Manuela Niza Ribeiro
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Os migrantes colaterais

Se para nós, União Europeia, este conflito representa um aumento muito significativo do custo de vida, para economias frágeis, como são praticamente todas as dos países africanos, o cenário apresenta-se devastador e trágico

Manuela Niza Ribeiro
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ONU, obesa e irrelevante

Zelensky, o ator, o comediante, o homem comum, que nunca tinha feito política antes e que se vê hoje à frente dum país em guerra, ergue a voz para dizer o que muitos murmuravam: as grandes Organizações Internacionais cresceram, engordaram e acomodaram-se, tendo como único fim a sua própria manutenção

Manuela Niza Ribeiro
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O jogador do xadrez

Após a destruição quase total, o mestre de xadrez diz esta coisa extraordinária: já não pretende desnazificar a Ucrânia; porém, opõe-se a que o país se junte à NATO, mas já não põe entraves à sua integração na UE. O que equivale a dizer que a União fica com uma herança de mais de 3 milhões de refugiados e cerca de 6 milhões de deslocados num país completamente arrasado, cuja reconstrução terá um preço exorbitante!

Manuela Niza Ribeiro
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Crianças refugiadas: quando a responsabilidade morre solteira

O gabinete da ministra Ana Mendes Godinho terá tomado e, muitíssimo bem, a atitude de aplicar sem mais demora a legislação internacional que impede a adoção de órfãos de guerra enquanto durar o conflito

Manuela Niza Ribeiro
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O clamor do silêncio

A aparente chamada a número 2 da Mariana Vieira da Silva é claramente um sinal de que, na área da migração – que será, sem dúvida, logo a seguir à Defesa e à Economia, a que terá um papel mais importante nos próximos tempos –, o assunto está bem entregue

Manuela Niza Ribeiro
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Cansados da guerra

Este conflito que pode ter um epílogo rápido e inesperado, com uma estratégia de falsa vitória que nos anestesie a todos, sem, no entanto, deixar de continuar a “produzir” vítimas de guerra

Manuela Niza Ribeiro
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Órfãos de guerra

Infelizmente serão milhares os órfãos desta guerra e é preciso que haja uma resposta concertada e concreta para que possam ser acolhidos e salvos. Portugal fê-lo uma vez. Portugal pode e deve fazê-lo de novo

Manuela Niza Ribeiro
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A guerra de sofá

A Europa depende da NATO e a NATO tem como principal “acionista” os EUA. É da História e da vida que nunca é boa política dependermos de outrem. O que está a acontecer neste momento com a invasão da Ucrânia foi pensado, planeado com todo o pormenor, há décadas!

Manuela Niza Ribeiro
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Ucrânia/Rússia: Os meninos soldado do conflito

As imagens que se sucedem em toda a Comunicação Social mostram-nos uma Ucrânia transformada numa nação em arma, onde todos, mas mesmo todos, recebem treino militar. Se todos estarão dispostos a lutar, essa é outra questão

Manuela Niza Ribeiro
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Ucranianos, a nova vaga de refugiados

No início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que terminou com a anexação da Crimeia em 2014, começaram pela primeira vez a surgir pedidos de asilo e de estatuto de refugiado de pessoas daquela região. Naturalmente e resultado da vaga de imigração de Leste dos anos 80 e 90 do século passado, que resultou numa enorme e bem integrada comunidade, Portugal foi olhado como país de destino privilegiado

Manuela Niza Ribeiro
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Jamais passarão

Não é apenas o facto de termos, no nosso espectro político, uma terceira força de caráter declaradamente extrema direita que nos deve preocupar. São as sementes que foram lançadas em determinadas áreas, que se tornam agora ainda mais preocupantes

Manuela Niza Ribeiro
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O fascismo não existiu

Se poderia compreender uma negação de tudo isto de quem não o viveu, é-me inconcebível aceitar tais afirmações de quem tem obrigação de saber muito bem o que foi, o que aconteceu e porque aconteceu. A minha geração errou ao não ter tido a coragem de imprimir nos filhos a clara visão das conquistas da revolução

Manuela Niza Ribeiro